quarta-feira, 10 de julho de 2024

O ACORDO COM DEUS

O acordo com Deus

 

Nos últimos tempos tenho me esquecido do acordo que fiz com Deus.

Já lá vão uns bons anos em que me comprometi seguir os ensinamentos do ser Supremo que rege a minha vida. Aqui não se trata de nenhuma condição religiosa, ou de procurar refúgio no Divino. Simplesmente tenho como admiração com o Ser que criou vida na terra. Não sei se ei-de admirar um ser omnipresente ou então a própria natureza como fator preponderante nos desígnios do homem. Não creio que tenha sido uma força sobrenatural a criar vida no planeta terra. Vou mais em acreditar nas forças da natureza como elementos base da formação de vida na terra.

É certo que desde muito pequenos somos formatados para acreditar num Deus feito à nossa imagem, imputando conceitos bíblicos nas nossa mentes. Isto estou a falar do conceito religiosas do mundo ocidental. Até se recuarmos no tempo na altura das civilizações pré-colombianas verificaremos que todas elas adoravam a natureza e as suas forças. Eram povos politeístas. Mesmo assim e apesar da controversa que existe entre as várias religiosidades no mundo, eu fico-me por acreditar que nada é criado ao acaso e as origens do universo, certamente nunca vai ser descoberto pela espécie humana.

Quando resolvi escrever este ensaio, pensei que talvez trouxesse algo de novo sobre o conceito de religiosidade e o que Deus influência as nossas vidas. Certamente haverá muita gente com os mesmos conceitos de divindade na atualidade. Não creio que serei mais um ateu, agnóstico que ainda não saiu do armário. Longe disso, sempre tive um conceito de religião mais virado para a fé e nas forças da natureza como forma de compreender as minhas aflições existenciais. Prefiro respeitar as forças da natureza como se tratassem no meu Deus astral.

Todos os ensinamentos que me deram ao longo da minha vida em relação aos atos religiosos e sua interferência na minha vida, caíram por terra, porque, praticamente como cristão de nascença, em nada me ajudou a resolver os meus problemas pessoais. Única e exclusive, foi a fé essa força que não tem religião e que move montanhas que me ajudou a ultrapassar as maiores dificuldades. Portanto, resolvi fazer um acordo com Deus; eu não te difamo e tu não interferes na minha vida, deixando a natureza das coisas resolver os problemas mais complicados.

Isto de pensar que Deus resolve todos os problemas, é um tiro no escuro, até porque, muitas das vezes, pensamos que Deus está a ser muito injusto. Não podemos dizer que o hipotético Deus resolve tudo, nós é que temos de fazer por isso e sem vontade e fé em nós, as coisas podem ficar mal resolvidas.

Deixar tudo para O Supremo resolver, não é a melhor solução, eu compreendo que a vida é uma luta constante, também doutra forma seria um tédio que estou pouco interessado em viver. Por isso, neste acordo que fiz com Deus, resolvi deixar que tudo acontecesse naturalmente sem pedir ao Divino que resolve as coisas por mim. Resolvi dar-lhe descanso das múltiplas solicitações que Ele é chamado a resolver.

livro em curso

Quito Arantes

2024

domingo, 23 de junho de 2024

Excerto do livro : A incerteza de se sentir sozinho

 

Este mundo de incertezas, coloca-nos numa situação de, por vezes, isolarmo-nos ou então termos uma certa apatia social. Aliás, as relações afetivas nunca estiveram tão degradadas como nos dias de hoje. Vê-se pelos casos de violência doméstica, pelas rixas em torno de manifestações desportivas e sociais. Como vamos deixar o mundo às gerações mais novas e às que ande a vir? Certamente não vai ser fácil inverter a situação criada, pois, somente uma reviravolta na cultura e costumes enraizados poderá levar a uma sociedade mais saudável. Com tenho dito o conceito de solidão é muito relativo e manifesta-se de forma diferente de pessoa para pessoa. Normalmente cada caso é um caso único, pois, as personalidades variam entre as pessoas. Apesar de serem os mais idosos que sentem a solidão como um mal e que se compreende, visto a maior parte das vezes de serem rejeitados pela sociedade como se fossem um fardo. O mesmo se encontra nos jovens, onde trocam as relações interpessoais pelos telemóveis e redes sociais, desvirtuando assim as suas relações sociais.

Quando resolvi escrever esta narrativa, estava ciente que poderia não ser consensual, mas a minha experiência no contexto social, leva-me a dizer que nem sempre a solidão é um problema para algumas pessoas. Existe uma certa necessidade em alguma fase da vida nos isolarmos para refletir e saber que rumo queremos para o resto das nossas vidas.

Não sei o que possa fazer para modificar o meu conceito de vida, aliás possivelmente estarei no caminho certo, muito embora, haja muita gente me considere um louco. Mas uma coisa sei, não sou um demente nem coisa que o valha, sou uma pessoa que sempre lutou para manter a sanidade mental. Neste percurso, já longo da minha vida, deixei muita coisa para trás que me era tóxica. Tive sempre a esperança que mesmo estando grande parte da minha vida sozinho, poucas foram as vezes que senti solidão. Temos de aprender a viver com as nossas limitações e o que não for possível alcançar faremos para nos conformar com o que temos e saber viver com isso.


Em curso

quarta-feira, 12 de junho de 2024

Excerto do livro " Este mundo não é meu "

 Os pobres continuam pobres e os ricos cada vez mais ricos. Devíamos estar ao nível dos países do centro da Europa, mas não, continuamos os eternos pedintes da União da Europeia. Mesmo assim, continuamos a dizer que somos os melhores do mundo, muito embora, este país esteja a saque.

Como pode serve este país o melhor do mundo, quando milhares de pessoas estão a viver abaixo do limiar da pobreza?

Reformas de invalidez que não lembram o diabo, idosos abandonados que não compra medicamentos para poderem comer o caldo.Quando as crianças vão para a escola sem o pequeno-almoço. Desta forma não me posso considerar deste mundo, não me posso identificar com tamanha injustiça.

Podia aceitar tudo que vem à rede, mas não seria a mesma coisa, e não me sentiria seguro das minhas convicções se concordasse com aquilo que não me revejo. Seria uma tamanha incongruência que não tenho ideia de assumir nunca. Prefiro que me marginalizem ou descriminem do que estar de mal com a minha consciência.

Páginas 23/24

Publicado em 2022




domingo, 2 de junho de 2024

O estado a que isto chegou!

Continuo a pensar que temos boca de rico e estomago de pobre. Dá para perceber que todas as promessas eleitorais da AD, estão a ser desvitalizadas na governação. Prometem aumento de cinquenta euros a quem usufrui do CSI, em junho, coisa que não aconteceu. As negociações com as forças de segurança, estão a descambar, de tal forma que vamos ter um grave problema de segurança pública. Este estilo moderado de fazer as coisas por parte do nosso governo tudo leva a querer que não vai chegar ao fim da legislatura. 

É claro que a aposta eleitoral de dar mais benefícios aos jovens vai sair em saco roto, porque não está a ser feito de forma estruturante, mas sim, de forma avulsa que cria situações de fragilidade económica para os jovens. Temos um governo solidário com os desfavorecidos? Não! De forma alguma, estão preocupados com o crescimento económico e apoiar as grandes empresas para criar posto de trabalho, mas esquecem-se que ainda existe muita gente com salários abaixo do limiar da pobreza e nada fazem para combater este flagelo que se encontra enraizado na sociedade portuguesa.

Como podem os portugueses acreditar nos políticos, quando prometem mundos e fundos ao povo e quando estão no poder invertem as prioridades. No fundo é tudo uma cambada de pretensiosos que usam o poder para se ostentarem e tentarem mostrar ao povo aquilo que na verdade não são. Cria-me asno este pretensiosismo político de quem quer estar na ribalta para memória futura, como se estivessem a fazer algo de extraordinário. 

Continuamos com dois milhões de pobres e não se vê resolução para esta trágica crise social. Estão preocupados com TGV, aeroportos e travessias sobre o Tejo, quando deviam distribuir a riqueza e fundos do Estado para melhorar as condições se vida dos portugueses. Infelizmente seremos sempre uns tradicionais apoiantes do fado, Fátima e futebol. Enquanto esta mentalidades sebastianista e de velhos do restelo não mudarem, Portugal nunca terá futuro e a cauda da europa será sempre o nosso lugar.

 


sábado, 18 de maio de 2024

Quando chegaremos a bom porto?

Mesmo que o primeiro-ministro venha a público dizer que a legislatura é para levar até ao fim, eu não estou tão convicto disso. Primeiro, se o governo continuar com decisões como se tivesse maioria absoluta, penso que não vai levar a melhor, depois, a arrogância do quero, posso e mando, vai levar a roturas parlamentares, onde a oposição pode, muito bem, propor uma moção de censura ao governo, basta que para isso a divergência com o governo seja unânima, depois não se pode culpar a oposição como se fosse uma força de bloqueio, quando o governo não se senta à mesa de negociações com os outros partidos com assento parlamentar. Além disso ainda temos a as carreiras profissionais da função pública que não estão nada contentes com as negociações em curso.

A ver vamos, no que isto nos vai levar, se a bom porto, ou então, a um caos governativo por falta de ação democrática das forças políticas. 

As eleições europeias, parecendo que não, vão ser um teste ao governo, porque toda a gente sabe que muitas das políticas internas de Portugal estão sujeitas a decisões da EU. 

sábado, 4 de maio de 2024

A incerteza de se sentir sozinho


Atualmente todos somos descartáveis perante uma sociedade consumista e sem valores morais e éticos. Os valores estão a inverterem-se perante a passividade de quem não se quer opor a este flagelo civilizacional.

O calcar quem é diferente e que foge às normas sociais impostas por um conservacionismo social, que se acha melhor impor normas e leis, por vezes contranatura, faz com que muita gente se isole e se mantenha à margem da sociedade.

Cada ser pensante é único e não existe pensamentos iguais, de uma forma ou outra temos sempre pontos que são divergentes da opinião pública. Existe uma tendência para desvalorizar quem é original naquilo que faz, porque normalmente quem desvaloriza é gente que não consegue chegar ao patamar dessas pessoas. 

 
Manuscrito em curso

quarta-feira, 3 de abril de 2024

Não basta só dar!

Hoje, normalmente, pensa-se que dar, seja o que for, é um gesto altruísta, mas, é preciso saber qual a intensão de que em está a dar e com que sentido o faz. Porque há muita gentinha que dá para receber algo em troca que o beneficie. Isso não é a melhor forma de ajudar o parceiro ao lado. Temos que ter conscência que uma oferta deve ser incondicional e de forma justa. Sabemos bem que, muitas das vezes, a lei do retorno demora a acontecer e quando vem será quando menos esperamos. 

Com isto não quero dizer, que devemos nos tornar uns Santo Antão, ou coisa que o valha, mas sim, honestos connosco e em liberdade. Há gente que se despoja de seus bens, como que isso fosse um fardo que carregavam em toda a sua vida. Mas, também sabemos que vivemos num mundo muito egoísta que em certas alturas das nossas vidas inferniza todas as nossas aspirações a ter uma vida condigna. Portanto, devemos estar atentos aos chicos-espertos e vigaristas que se aproveitam de gente humilde e de bom coração. A maldade está em todo o lado, não nos deixemos vencer pelo mau-olhado e vibrações negativistas. 

Dar para mais tarde receber, talvez não seja a melhor atitude. É sempre melhor partilhar o pouco que temos com alguém que nos inspire confiança. Como muita gente já disse: - "Este mundo é uma selva", mas não somos obrigados a viver nessa mesma selva, podemos sempre sair dela e ficar num porto seguro, onde os barcos atracam trazendo felicidade ao mundo.

terça-feira, 26 de março de 2024

Espetável a falta de consenso no parlamento

 Quando falei no dia 10 de março em que o país podia ficar ingovernável, acho que não me enganei, pois como disse, muito bem, André Ventura, o egocentrismo da coligação AD, está a pôr os interesses partidários ao real interesse do país e da vontade do povo português. Montenegro e Pedro Nuno Santos lutam por manter a bipolarização dos seus partidos, coisa que não é possível com esta composição parlamentar. Não se pode ignorar um milhão e cem mil votos dos portugueses, e acho que este dois partidos do arco da governação ainda não cairam nesta nova realidade política.

É de louvar que contra a comunicação social, toda ela com os mesmos tiques esquerdista de sempre, o grupo parlamentar do Chega, consegue por mérito próprio desmascarar toda a arrogância e propotência da AD. Temos que assumir a nova realidade do país, o povo está farto destes jogos entre PS e PSD para manterem-se na liderança da política nacional.

Nas minha modesta opinião os três partidos mais votados e com influência decisiva nos trabalhos parlamentares têm de se sentar a à  mesa das negociações e entrarem em convergência para bem do país. Não se pode continuar a ignorar um milhão e cem mil votos dos portugueses.

domingo, 10 de março de 2024

E agora Portugal?

Como se advinhava  a direita ganhou as eleições legislativas, mas sem maioria de um partido, o que leva a querer que as minhas previsões de ingovernabilidade se vai pôr em cima da mesa. É claro que a AD não vai dar de mão beijada o poder ao partido socialista e vai ter de engolir o que disse acerca do Chega. Porque de outra forma não vai conseguir governar. Temos que ter consciência que o povo está a ficar cansado da bipolarização do poder e o Chega veio para ficar no aspetro politico nacional. Sem vermos como se comporta o partido de André Ventura, nunca saberemos se o que ele vem dizendo se concretiza na realidade. Assim, como em grande parte da europa a direita está a ganhar terreno, principalmente pelo desgaste e más gestão dos partidos de esquerda que têm mostrado pouca consistência em resolver os principais problemas.

Se realmente a direita combater afincadamente a corrupção, teremos um país melhor e mais sério. Cabe aos políticos reverter a situação que mais preocupa os portugueses, como a habitação, saúde, educação e justiça. Porque sem uma justiça social o país nunca irá progredir rumo a um futuro mais justo e solidário.

As minha previsões no último texto que aqui escrevi, confirmam-se e temo que o país fique ingovernável por mero capricho  do PSD e de seu lider que nunca deveria ter dito o não ao Chega. Como diz o ditado: Nunca digas nunca, porque no melhor pano cai a nódoa.

domingo, 3 de março de 2024

A ingovernabilidade de Portugal.

Receio que no próximo dia  10 de março, Portugal fique ingovernável. Sem maioria à esquerda e uma hipotética falta de consenso com a maioria à direita, o presidente da república fica com um problema  na mão muito difícil de digerir. A probabilidade dos indecisos decidirem as eleições é pouco provável, pois, os votos vão ser distribuídos tanto à esquerda com à direita. Assim teremos um país dividido a meio e sem grandes hipóteses de ser governado. A não ser que não se respeite a lei eleitoral. Coisa que não prevejo.

Certo também é que a comunicação social está a levar ao colo a esquerda portuguesa, não é difícil de ver no dia a dia. E nós sabemos bem como o povo é influenciado pelos Mídias. Estes tiques esquerdistas que já vêm desde o tempo do PREC, e que felizmente se estão a desvanecer, fizeram um ideia errada do que é a direita democrata. Colar a direita democrata ao fascismo do Estado Novo é, sem dúvida, uma ignorância total dos acontecimentos durante os cinquenta anos de democracia. Se tivéssemos de falar de totalitarismo ou opressão, teríamos de perguntar principlamente aos partidos de esquerda radical o que fizeram no passado recente da nossa democracia, o que testemunhamos no verão quente de 1975 até 1980. Um clima de terror que se viveu em Portugal. Ainda existe muita gente viva que presenciou esses momentos lamentáveis.

Sendo assim, teremos um país que não assume os erros do passado e pensa que o socialismo é a melhor forma de viver em sociedade. Só que esse socialismo que nos querem incutir nunca funcionou em nenhum país livre do mundo. No meu modesto ver, foi a social-democracia que desenvolveu os países mais ricos da europa, e onde se vive em liberdade plena. 

Se queremos que nossos filhos vivam em liberdade, temos que lhes contar a verdadeira história de democracia portuguesa e não ocultar factos verdadeiros de acontecimentos ocorridos nos anos mais difíceis em que os historiadores pós 25 de abril, nos vão contando com omissões graves dos factos históricos.

Não admira que o povo esteja tão dividido com tanta hipocrisia na campanha eleitoral. Uns prometem aquilo que sabem que não vão poder cumprir, outros querem acabar com a corrupção que está instalada na sociedade portuguesa, esquecendo que primeiro têm que mudar a forma cultural do povo e isso leva mais cinquenta anos. Ainda existem outros que querem voltar ao bolchevismo totalitário dizendo que defendem as classes trabalhadoras.

Estou bastante cético sobre o resultado destas eleições, espero me enganar para bem de todos nós, pois pelo caminhar da carruagem eleitoral e as sondagens pouco sustentáveis, teremos um país ingovernável e irá voltar às urnas logo que possível. 

Uma coisa é certa, estamos cada vez mais pobres, tanto economicamente como eticamente. Os valores morais já não contam para nada, assiste-se a um desrespeito assustador pelos idosos e pelas crianças, a justiça não funciona em tempo útil, o resto já toda a gente sabe ao que o socialismo nos trouxe. O valor humanista caíu em desuso  e a continuar assim teremos um país completamente descaracterizado, onde não vamos saber quem é português ou de outro país qualquer, tal é o fluxo da emigração descontrolada. 

No dia 10 de março, estarei aqui para voltar a falar do resultado das eleições e fazer o ponto da situação de Alma Aberta.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

A Cultura, parente pobre das legislativas.

 É com muita tristeza que reparo não haver nenhuma atenção à cultura na campanha eleitoral e mesmo nos debates televisivos. Como já disseram vários vultos da cultura portuguesa; um povo pobre culturalmente será sempre um eterno escravo.

Não compreendo que não se faça a mínima alusão à cultura. Fala-se muito pouco de educação, do ensino e muito menos dos agentes culturais. Uns cantam o hino nacional e depois querem matar o Camões. Parece-me que está tudo a ficar tresloucado. A história cultural de um povo tem que ser elevada ao ponto de nunca ser esquecida, porque foram feitos heroicos dos nossos antepassados que fizerem a Nação que somos hoje.

Dá-me a sensação que querem acabar de vez com a cultura, pois, um povo ignorante é sempre mais fácil de ser governado. Enquanto que os nossos políticos se guerreiam insultuosamente, não falando das soluções estruturantes para o país, o povo começa a ficar confuso de tamanha anulidade das soluções que vão apresentando. Os apoios à cultura são migalhas que não matam a fome para produzir criatividade cultural. Da esquerda à direita não existe uma única palavra para a cultura. E como sabemos, é como matar a alma de um povo. 

Vou estar atento até ao dia dez de março para ver se a cultura é falada e que soluções para a incentivar vão ser ditas até lá. Já há muito tempo que não vejo nenhum político que se ache intelectual a falar de arte, música, literatura, pintura, escultura, dança, teatro etc,. A ver vamos se a mediocridade dos nossos políticos é capaz de sair do marasmo em que se encontra.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Não espero um reconhecimento...

Nesta caminhada até ao descanso eterno, não espero reconhecimento pelo bem que fiz, pois nem tudo foi de livre vontade, mas, que poderei eu dizer sobre o sofrimento alheio... só sente quem passa pelo mesmo e mesmo assim ponho dúvidas que possa sentir a mesma coisa com a mesma intensidade. 

Pelo menos tenho a consciência tranquila, penso eu, mas, também começo a pôr certas dúvidas sobre tumultos que se vão passando nos meus dias. Claro que me fico pela reflexão individual para tentar entender o que me  vai na alma. O que eu sei é que amar uma pessoa traz alguns desencantos, pois não somos todos iguais, aliás, ninguém é igual a ninguém. E que poderemos nós fazer para acalmar as nossas inseguranças? Podemos sim, libertando-nos de medos que fragilizam a  nossa consciência.

Portanto, não é justo eu estar à espera de um reconhecimento que tarda em acontecer. O que eu não quero é prender ninguém ao meu lado que não se sinta feliz, nem se sinta na obrigação ou em dívida com a minha pessoa. Fui habituado a viver na minha solidão, trabalhei por conta de outrem sem qualquer tipo de reconhecimento do meu trabalho. Também seria doloroso receber um reconhecimento por pura hipocrisia, não posso aceitar esse tipo de coisas.

Quando deixar este mundo cruel, que não respeita o sofrimento de ninguém, espero conseguir ver todo o mal que fiz para assim compreender porque fui tão esquecido. Deixarei para os comuns dos mortais toda a minha modéstia sabedoria para assim fazer com que o sofrimento alheio seja mais respeitado. Quando deixar este mundo torturoso, onde não existe limites para aplicar o sofrimento, talvez a paz e a tranquilidade volte ao mundo da imortalidade do Além.


sábado, 6 de janeiro de 2024

Começou antecipadamente a campanha eleitoral

 

Ainda a procissão vai no adro e já a campanha eleitoral está a ferro e fogo. Não sei o que nos espera nestas legislativas de 10 de março, a única coisa que me parece é que irá haver uma grande abstenção nestas eleições. Os partidos estão estremados, uns à direita outros à esquerda. O bom senso não se faz refletir nas declarações feitas na comunicação social. A imagem de Portugal está denegrida no mundo, motivada por uma incompetência flagrante dos nossos governantes que vivem para os seus umbigos e não para criar melhores condições de vida dos portugueses. Está na hora de uma mudança? Eu até penso que sim, mas não do mesmo conceito que tem vindo a realizar-se nas últimas décadas. Temos que dar o benefício da dúvida a quem quer ser original nas suas ideias para o país, venham ela de onde vier, porque a democracia é a vontade do povo e não podemos clausurar novamente o povo português numa ditadura democrática ou seja numa autocracia. 

Toda gente sabe que o principal problema do país é, e sempre foi a corrupção instalada nas instituições públicas. Portanto já não é novidade para ninguém ver corrupção nos políticos portugueses, o que já não é aceitável é que seja levada de ânimo leve todos os compadrios e prevaricação na governação.

Aguardemos pelo começo oficial da campanha eleitoral, porque advinha-se que vai ser muito dura, tal é o ódio instalado entre os partidos de esquerda e de direita. Estas acusações interpartidárias só descredibilizam a política e seus intervenientes. A ânsia pelo poder e seu consequente aproveitamento para interesses pessoais e partidários faz de nós sermos comparados a um país terceiro-mundista.

Não se compreende que os milhares de milhões de euros injetados na economia portuguesa por parte da UE, não cheguem para alavancar a condição de vida dos portugueses. Sempre que um partido político pega no governo diz passado uns anos que o país está melhor do que estava, só não percebo os dois milhões de pobres que subsistem na sociedade portuguesa.

 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

O que nos espera 2024?

É bom que começássemos a pensar sobre o que nos espera este ano, que já começou com algumas polémicas. Não sei se vamos continuar com casos suspeitos na classe política. Tudo aponta para uma salgueirada de estratégias partidárias para denegrirem-se uns aos outros. Mas, falar dos reais problemas do país parece que não estão virados para aí. Não percebo como podem os nossos políticos pensar que conseguem guardar mentiras eternamente, pois, isso é impossível, visto que a verdade vem sempre ao de cima. Estar a enganar o povo que os sustenta para gerirem o nosso país, é de uma injustiça inqualificável.

Penso que está na altura de a justiça atuar severamente para pôr ordem na casa que no fundo é de todos. Eu sei que praticamente estamos já em campanha eleitoral precoce, mas também é verdade que está na altura de falar verdade aos portugueses que veem a sua vida familiar em degradação constante. Se queremos ter um país com melhor justiça social, essa mesma justiça deverá começar pelo cimo da pirâmide e dar o exemplo de integridade sem entre refúgios e mal-entendidos. 

O orçamento de Estado de 2023, teve um excedente de execução de centenas de milhões de euros, coisa que devia ser distribuída pelas pessoas mais carenciadas. Assim o dito socialismo que este governo demissionário tão apregoa seria bem-sucedido. Agora pregunto eu: - Para onde vão os milhões de euros do excedente do orçamento de Estado? Onde as contas certas não se fazem sentir no bolso dos portugueses.... Esquecemos que todo o mal que fizeram a estas gerações nestes cinquenta anos pós-revolução estão a vir ao de cima e o povo não perdoará toda a miséria social instalada no país.

Se não fossem os biliões de euros injetados na economia portuguesa pela UE, estávamos igualados aos países subsarianos, sem solução à vista de nos aproximarmos da europa. Três vezes tivemos o FMI em Portugal, e nem com isso conseguimos aprender com os erros cometidos. Continuamos com hábitos antigos, Futebol, fado e Fátima. O país precisa de gente arrojada que arrisque criar melhores condições de vida para os portugueses e não andarmos com guerrilhas partidárias que não levam a lado nenhum.

Em 1980 castramos pessoas promissoras que queria mudar o rumo deste país agarrado a um socialismo retrógrada. Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro de Costa foram assassinados barbaramente. Portugal estagnou na esfera política. Nunca mais fomos os mesmos desde que estes estadistas desapareceram. Andamos nesta politiquice partidária há décadas sem solução à vista. Se houver culpados não são os portugueses que deram sempre o benefício da dúvida para os políticos. Estes sim são os principais causadores da falência técnica de Portugal. 

A solução não é uma revolução ou levantamento popular, mas sim começar a meter na cadeia políticos e governantes que corrompem a instituições e andam impunemente nos corredores de uma assembleia da república que mais parece um circo de animais de estimação. É revoltante andarmos nisto consequentemente ano após ano sem se resolveram os problemas graves que assolam o nosso país.

Portanto não se admirem os progressistas do sistema quando veem a estrema direita a marcar pontos na população portuguesa. É um desacreditar nos partidos da governação que faz com que esta mesma extrema-direita marque presença no quotidiano português. O povo português não quer socialismo nem voltar ao passado quer é que lhe falem verdade e resolvam o carcinoma em que o país se encontra.

Esperemos que as eleições de 10 de março traga novidades governativas e não mais do mesmo, esperemos que o ano de 2024 seja um ano mudança de rumo do país, para assim os dois milhões de pobres que são a vergonha nacional, possam sair dessa situação miserável que os responsáveis de governos fizeram com que isso acontecesse. Aguardemos por um milagre socio económico porque o milagre de Fátima já não resolve coisa alguma.