quinta-feira, 23 de março de 2017

Um dia trouxe-te até mim…
 
Não sei bem ao certo o que vi em ti. Eras diferente das comuns mulheres, tinhas uns olhos de um azul celestial que ao fixa-los viajava... por terras sem fim. Talvez estivesses muito acima de mim, cognitivamente, e isso eu não consegui prever. Tinhas um coração doce, que me queria proteger dos infortúnios da vida, e isso eu também não levei muito a sério. Gostava de ver-te descer a calçada com a tua silhueta deslumbrante e eu, ficava impotente olhando-te sem forma de te haver.
Falamos muito quando tivemos oportunidade de nos conhecermos pessoalmente, vieste até mim, subiste a serra, caminhos por poucos percorridos, e um dia foste embora das nossas conversas prolongadas que te ajudavam a passar o tempo difícil do trabalho, e eu ficava feliz de te ouvir, sentia-me como se estivesses ao meu lado. Foste e não voltaste mais. Talvez tivesse que ser assim mesmo, os nossos caminhos apenas se cruzaram por um tempo, e nesse tempo fui feliz. Obrigado amiga…
 
Quito Arantes
23/03/2017

terça-feira, 21 de março de 2017

http://pravdailheu.blogspot.com/2017/03/faz-hoje-5-meses-e-13-dias-que.HTML

Faz hoje cinco meses e 13 dias que a Maria de Lurdes Lopes Rodrigues está presa em Tires. Não roubou, não matou nem traficou droga. Foi condenada por "injuriar" um magistrado e "difamar um Órgão de Soberania". O Sr. Juiz de execução de penas ainda não a soltou. Julga que o  crime ainda não está pago. É de opinião que ela ainda deve estar muito mais tempo presa. Tem de cumprir pelo menos metade da pena que foi de 3 anos. Isto parece quase anedótico num país democrático saído da Revolução do 25 de Abril de 1974.

  Entretanto, Ricardo Salgado, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Armando Vara e Zeinal Bava: faliram bancos fraudulentamente, descapitalizaram empresas públicas também de forma fraudulenta envolvendo somas astronómicas de milhares de milhões de euros e nem um dia de cadeia apanharam. Mas que democracia tem este país à beira do mar plantado!?

 Mas  o pior disto é que ninguém se indigna, a comunicação Social não comenta, não fala. Os partidos de esquerda assobiam para o lado, as organizações filantrópicas que enchem a boca com o clichê dos direitos humanos, nada dizem sobre este assunto. Mas que choldra de país!

sexta-feira, 17 de março de 2017


Demorou cinco anos a perceber o que Maria Carvoeira, senhora carismática de Castro Laboreiro, queria dizer: - Vai para a tua terra! Filho da puta!
Intrigava-me a forma e tom com que me dizia isso, e aos poucos, fui entendendo, como perceber que no meio da "loucura" podemos seguir o nosso caminho da verdade.
Um bom amigo, que me ajudou bastante, também me dizia: - " Os Castrejos não te querem cá!"... E eu pensava como podia ser possível tais afirmações... Eu que nos meus escritos tinha posto para a eternidade, nos píncaros, o Povo Castrejo, via agora ser "uma persona non grata". Realmente a interioridade que este povo sofreu ainda está marcada nas suas raízes, mas mesmo assim, ou de qualquer outra forma, houve gente que me soube entender, e ainda há.
O conflito geracional é bastante marcante, devido aos mais recentes homens da emigração. Novos conceitos de vida que proclamam numa mescla europeia consumista.
Mas, Maria Carvoeira estava na sua razão. Em cada dia madrugador que por ela passava, sentia mais perto o bater da sua seixola que tocava o chão asfaltado a passo certo. Com o passar dos anos comecei a olhar de forma diferente para Maria. Não lhe fixava os olhos, simplesmente lhe dava um bom dia fugidio para não haver atritos.
Apesar de continuar a ser um cidadão recenseado na União de Juntas de Freguesia de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro, e ter casa própria e bons vizinhos, esta localidade, para mim nunca mais vai ser a mesma, com a saudade dos bons momentos que por lá passo.
Espero que nenhum Castrejo se sinta denegrido com estas minhas palavras, porque apesar de não ser bem-vindo para alguns, continuo a ver este povo, que bem me acolheu, de bons olhos.
Q.A.






domingo, 12 de fevereiro de 2017

Porque é que quase toda a gente diz-me para estar calado, para eu não meter-me em politiquices? Então eu pergunto se eu tiver o meu vizinho a morrer de fome eu não vou falar? Não vou denunciar o mau Estado Social do país? Porque é que havemos de estar descansados enquanto o país de se afunda em mentiras e gabarolices sem sentido nenhum. Os nossos filhos e sobrinhos não têm que levar com a fava dos incompetentes, e , mesmo assim mandam-me calar?

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Um desejo vem sempre acompanhado


Tenho pensado, ultimamente, nas minhas amizades. Vejo amigos meus interessados em estar comigo, mas tem-me dado a sensação que normalmente traz “água no bico”.
Gostava de estar com amigos, desinteressados, sem pretenderem tirar algo de mim, e  absorverem o melhor de mim, assim como eu tento fazer. Muitas vezes peço ajuda, e na verdade, sou ajudado, só que tem sempre o reverso da medalha e essa ajuda vou ter que a pagar, não sei por que preço. Se valorizamos as relações afetivas nada deve ter um preço, o preço é para consumíveis, não é para sentimentos de afeto.
Guardo, por vezes, a crueldade que meus olhos vão vendo, animais presos a correntes de meio metro, há chuva e ao vento. Homens discutindo futebol, que depois já não é futebol e já passa a lavagem de roupa suja, enfim, um circo que no século XXI, já devia estar enterrado para sempre.
Os canais de televisão portugueses, são intragáveis, não têm por onde se lhes pegar. Tragédia a seguir de tragédia, bem que podia ser; cultura atrás de cultura, seja ela popular ou não. Porque se não evoluirmos culturalmente, também a nossa sociedade ficará atrofiada ao medievalismos. Deem voz aos jovens, façam com que eles falem das suas aflições, o que pretendem para futuro. Portugal não são os homens de meia idade, engravatados, parlamentarista ou coisa que os valha. Portugal são os jovens que darão o futuro a médio prazo, que  farão evoluir a nossa sociedade. Portanto há uma necessidade extrema de os preparar para a selva da competição laboral, onde o patrão capitalista tenta espremer ao máximo os seus funcionários. Todos sabemos que as grandes  superfícies como pingo doce ou continente  exploram até à dignidade humana os seus funcionários, só assim se pode explicar os lucros fabulosos destas empresas.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Gostava de girar como o girasol, ao sabor dos raios do astro. Não, não é possivel, haverá sempre um emplastro que mudará o meu rumo. Não quero ser diferente de ninguém, só quero fazer a minha vida o mais simples que conseguir, porque só assim poderei saborear o que a natureza me oferece. Deixarei os centros comerciais para quem quer ter a sua vida plastificada, porque eu quero o verde , quero a natureza na sua forma simples e bela.
Eu sei, que vocês me acham louco varrido, mas só assim eu poderei ser feliz sem implicar ninguém.
Só gostava de saber porque é que o Salgado do BES tem um perdão fiscal de 28 milhões de euros, e um simples cidadão com uma reforma de invalidez tem que pagar um imposto politico.
Isto é para ti, também António Costa Primeiro ministro desta república das bananas