segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Porque só a alma vive!

Vejo com uma certa curiosidade o pensamento e a sua relação com o que nos vai na alma, mesmo que para os mais críticos a alma seja um conceito muito vago. No abstrato falar de alma é muito constrangedor para pessoas muito metafísicas. O espírito é uma vertente da alma, porque só esta nos pode definir como pessoas pensantes. Se não fosse assim, não haveria criação artística nem evolução da humanidade. Ter como condição simplesmente o vetor físico da vida, não nos faz mais humanos sapientes. Ao longo do tempo muito se falou acerca da vida e o que ela significa, mas, tudo se devaneia quando pensamos no que nos vai na dita alma, porque é uma coisa de difícil caracterização. Existem vários conceitos de vida para além da morte física, uns acham que reencarnam em outras pessoas, outros acham que iremos vaguear pelo universo e muitos mais conceitos existem para definir a alma. Porém, não serei eu que vou descobrir a verdade absoluta sobre a vida para além da morte física. Ainda assim há quem tenha estado numa situação de pós-morte e os relatos dessa situação que é uma descolagem do corpo para um universo imaterial são bastante misteriosos. Não creio que a humanidade um dia irá descobrir o que é realmente a alma num corpo físico ou despois da morte física. Talvez seja o maior mistério da vida, porque não conseguimos desassociar a vida da alma. Pondo as coisas assim desta maneira, só mesmo a alma vive eternamente. 


terça-feira, 27 de outubro de 2026

Já agora!!!

Tenho seguido com atenção todo o movimento pela habitação em forma de manifestação de protesto nas ruas. Claro que é legítimo o descontentamento das pessoas com a crise na habitação. Agora tornar isso como forma de impulso de arma política de quem não consegue nas urnas, democraticamente, impor os seus direitos, já é outra coisa. É mais que evidente que por de trás destes manifestantes está a extrema-esquerda, falida e sem expressão de relevo eleitoral. Penso que querem simplesmente através do caos mudar o curso democrático das coisas. A história recente das democracias diz mesmo isso. Já não estamos no princípio do século XX, onde as convulsões sociais levaram à miséria e a milhares de mortos inocentes em países comunista. Agora, os tempos são outros e a democracia representativa fala mais alto do que pequenos grupos revolucionários que querendo obter pela desordem pública os seus objetivos.

Não sei se estou a fazer-me entender, porque no fundo desta hipotética revolta popular, temos que concordar que não passam duma ínfima minoria que se está a manifestar. Então, o que são alguns milhares de pessoas num universo de dez milhões? Aqui é que está a questão fulcral. O povo português não quer insurreição na rua, porque se fosse esse o caso, estariam milhões na rua, coisa que não é de forma alguma o caso. 

Há uma crise na habitação? Sim! Existe, mas, não existe uma bola de cristal para resolver de um dia para o o outro, é uma coisa que leva o seu tempo e não há remédios imediatos para a resolver. Tivemos décadas a assobiar para o lado sobre este assunto e de um momento para o outro entraram em Portugal cerca de um milhão e meio de pessoas. Quem acha que consegue resolver esta questão demográfica que venha a público dar a sua solução.  

Toda a gente quer viver no litoral, nas grandes cidades, mas como era de esperar as grandes cidades estão sobrelotadas e já é mais que tempo de pensar no país como um todo. Quando apostarmos num país como um todo, aí sim, o problema da habitação será resolvido a num espaço temporal aceitável. Que se crie condições logísticas, económicas e empresariais para que as pessoas possam ir para o interior. A qualidade de vida não está nas grandes cidades onde a especulação imobiliária é enorme. Quando tivermos a coragem de pensar Portugal como um todo, aí sim, teremos o problema de habitação, praticamente resolvido, doutra forma, não vejo fumo branco a sair do parlamento português.  

 


quinta-feira, 15 de outubro de 2026

A zona de conforto nem sempre é solução

 

Por vezes, sair da zona de conforto pode ser uma solução para problemas existenciais e não só. Quanto de nós já pensamos em deixar a nossa zona de conforto e partir para um lugar incerto? Tenho de aceitar de que muitas vezes já pensei sair desta minha zona confortável, pois nem tudo está garantido e existem coisas que só mesmo fora dela podem ser enxergadas. 

Eu sei, que não é fácil tomar uma decisão arriscada onde possa ser um tiro no escuro. Mesmo assim pode ser um risco que valerá apena, pois, quanto mais adiarmos essa partida mais difícil será concretizare-la. Em tempos achava que me sentiria seguro junto aos meus pertences, mas, analisando bem as coisas, não é bem assim. Sinto uma vontade enorme de mandar tudo para as ortigas e recomeçar uma nova vida onde possa estar em paz comigo e não estar constantemente à espera da crítica alheia para tomar as decisões mais adequadas. 

Há uma voz que sentinela em mim que me diz para avançar para o desconhecido como forma de resolver os meus problemas existenciais. Por outro lado, também a consciência me diz que devo ter cautela. Mas se não arriscar nunca saberei se realmente dei o passo certo para a minha autodeterminação.