quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

sábado, 19 de dezembro de 2015

Vou ser um pouco, arrogante e indelicado, mas por vezes, é preciso que certas pessoas leiam e interiorizem, a desilusão que nós sentimos, quando pedimos uma ajuda e é negada por desprezo e falta de competência, quando acham que o trabalho que efetuam é sempre mais importante do que simples coisas, que fazem toda a diferença, como cuidar do ambiente em que vivemos. Se nós não preservarmos o meio em que vivemos, não vamos passar de uns simples selvagens, que estão marimbando-se para o seu parceiro.
Deitar maços de tabaco par o chão que nós pisamos, é hediondo, é não ter o mínimo respeito pelas novas gerações que vão encontrar um planeta mais poluído, mais difícil de viver com saúde. Quem diz maços de tabaco vazios diz papeis, tudo que nos é dispensável.
Eu ainda não atingi o ponto ecológico, como pessoa, mas faço todos os dias um esforço para que isso aconteça.
Os ignorantes chama-me louco, até podem chamar-me o que quiserem, mas nunca poderão dizer nas maiores instâncias oficiais que eu não fiz o devido esforço para cuidar do ambiente.
Nunca se esqueçam; tudo se paga neste mundo, ninguém leva nada por pagar para o Além...
Q.A.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

"O sabonete de alcatrão"
Há coisas que não precisam de explicação, é a lei natural do pensamento.
M. homem que respeito, mas que ainda não passei de um seu conhecido, quando nos cruzamos pelos dias com cor ou sem cor.
Sobe ladeira acima, desce ladeira abaixo, faça sol, faça chuva, vento ou neve. Esguio de uma resistência física invejável, nunca sei qual é o seu objetivo de vida. Ninguém sabe, M. é um homem que as pessoas apenas têm pena da sua infortunada saúde psíquica.
Diz o povo que era um homem muito inteligente, esteve no ensino superior, mas algo se passou na sua cabeça que nunca ninguém me soube explicar ao certo.
Isto é só para situar uma situação de pequenas coisas que fazem toda a diferença. Todos nós temos momento um pouco psicóticos, e quem o negar está a enganar-se a si mesmo. Ninguém é detentor das suas faculdades mentais a toda a hora, porque se assim fosse, como se explicaria crimes passionais, abusos sexuais, etc..
Eu mesmo, considero-me um psicótico em franca recuperação, não violento, mas sensível aos pequenos gestos que fazem toda a diferença.
Existe um preconceito, ou cliché, como quiserem rotular, na sociedade, tanto nas grandes cidades como nas pequenas vilas e aldeias. É importante que possamos compreender o nosso semelhante, tal qual como ele é, sem rodeios e pensar que todos temos os nossos calvários a percorrer.
M. que por vezes até fala comigo, mesmo eu fazendo um esforço para o entender, nem tudo fica esclarecido, porque estou num estado que não tenho acesso ao seu pensamento psicótico. Mas muita coisa eu compreendo, e aprendo com M. aquilo que não poderia aprender com pessoas ditas normais da sociedade.
Isto tudo para dizer que M. depois de ter subido mais uma vez a ladeira, embalado, chegou perto de mim e deixou-me um sabonete alcatrão, novo, na sua caixinha, por usar, e disse: - Não uso, não gosto, podes ficar com ele…
Eu fiquei a olhar para o sabonete de alcatrão, que adoro, e deixei ficar sobre a mesa de pedra onde ele tinha deixado. Mais tarde, não tendo a certeza que aquele sabonete era para mim, e se fazia bem em ficar com ele, voltei a perguntar-lhe: - M. O sabonete é para mim? Respondeu-me: - Sim podes ficar com ele.
Quantas vezes não gostava de comprar um sabonete de alcatrão e não tinha dinheiro para o comprar… Hoje voltei a lavar-me com o sabonete de alcatrão que M. me tinha dado, e no meio do duche quente, pedi a Deus que iluminasse a sua vida para um estado sadio.
Ninguém pode dizer que não precisa deste ou daquele, as circunstâncias da vida mostram que precisamos de todos, todos somos um só. OBRIGADO M.
Q. A.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Olhei as tuas pedras seculares debaixo de um azul celestial que me cobria as memórias de momentos vividos com o teu Senhor, Deus dos homens, das coisas e do meu universo.
Pensei que ao entrar em Teu Templo, meu Deus… ouviria o silêncio da minha alma, num chamamento suplicado. Fui sentindo que ainda não devia estar preparado para me deitar humildemente a Teus pés.
Rodopiei em teu redor, Templo dos meus descansos de alma, e, por tudo, por nada, poderei dizer que não te devo res...peito.
No Teu Templo entrego a miséria do meu corpo, e recolho o fruto maduro da alma que há em mim.
Pode ser que um dia as Águas também sejam deitadas sobre o meu caixão, aquele estranho ser, que escolheu um Povo para se poder encontrar como cidadão respeitado com a dignidade devida e justa.
O Amor… Aqui urge!!!
Q. A.