terça-feira, 30 de outubro de 2018

Podemos ser quem não somos...?

Podemos ser quem não somos...? Não sei, não tenho certezas de nada, mas podemos ser melhores do que ontem. Podemos ser mais tolerantes, e mais amistosos do que fomos durante anos das nossas vidas. 
Andamos, por vezes, com o que não devemos. Talvez inconscientes naquilo que dizemos da boca para fora, asneiras atrás de asneiras, sem medir as consequências. Uns têm sorte porque, têm uma máquina capitalista endinheirada que lhes suportam as asneiras  que vão fazendo, agora, ser verdadeiro, transparente nas atitudes não é para qualquer um, é para muito poucos.
Podemos ser quem não somos...? É o que mais se vê na sociedade de hoje, e os que são verdadeiros, julgam-os, apelidam-nos de loucos, rotulam-nos de doentes mentais. E sabem porquê? Claro que sabem! Mas eu vou dizer, lidam mal com a verdade, com a transparência das ideias e dos actos. Existe sempre um rabo de palha, que atormenta  a vida dessas pessoas, então, ou dizem mal, tratam na praça pública gente honesta de delinquentes, de coitadinhos. Agora essas pessoas e a sociedade deviam começar a calçar os sapatos uns dos outros para saberem, realmente, qual o caminho que trilham essas pessoas para chegarem até a essa gente sem escrúpulos.
Tudo se paga neste mundo, não pensem que vão levar a casa o topo de gama, ou até o dinheiro dos explorados, tudo fica cá, e esta sociedade envelhecida em valores, fica a observar quem será a próxima vítima.  

Peter Quiet 

domingo, 21 de outubro de 2018

O poder da exteriorização escrita...

Parecia quase um beco sem saída. Havia a hipótese de seguir um caminho estranho na minha vida. Então era o risco que queria petiscar, para libertar uma alma em convulsões. Segui rumo ao mais norte de Portugal, edifiquei o meu lar, a meu gosto, sem interferências alheias,e ali "onde o judas perdeu as botas" durante meia dúzia de anos descobri o que podia ser,e o que não podia ser, onde estariam os meus limites. O sonho tinha-se tornado realidade, novos amigo, novas formas de pensar o mundo,e eu, absorvendo toda a informação positiva.
Até que chegou o dia de voltar à cidade materna, um dever de filho que a casa dos pais retorna para deles cuidar. Aqui nesta pequena cidade, vou criando o meu canto, com invejas, males entendidos, com gente que gosta de mim e outras que não gostam, nem com molho de tomate. Mas a vida do solitário é mesmo assim, de erro em erro, atinge-se uma maturidade, com muitos custos.
Mas seu só quero que o Amor prevaleça, sem assédios, mas com belezas de almas que vou encontrando. Deixo a virilidade para os mais novos, hoje interessa-me o carinho que as pessoas têm umas pelas outros. O sentido de solidariedade está na nova pessoa que vou conhecendo, seja doutor, ou simples trabalhador indiferenciado. Interessa-me o que vai na alma das pessoas não nos bens materiais que possam ter. Não sou caça dotes, nunca fui, mesmo quando,não sabia o que andava a fazer neste mundo.
Agora, que já estou numa idade não jovem, mas de espírito adolescente, desprendo-me do futuro e vivo um presente, tranquilo, sem pressas de lá chegar. Interessa-me este caminho que vou trilhando, a chegada   não é para mim, mas sim o caminho.

Peter Quiet

sábado, 20 de outubro de 2018

Por mim eu falo


Um dia acordei e reparei que errei, que me excedi nas palavras, talvez sem serem fundamentadas em factos concretos. Nem sempre a nossa intuição vai pelo melhor caminho, e por isso, somos castigados pela sociedade. Não tenho problemas de pedir perdão a quem ofendi, sou humilde suficiente para o fazer. 

Nos nossos erros vamos construindo o nosso mundo melhor. Aprendemos que tudo o que parece pode não o ser. As aparências iludem quem quer um mundo justo, portanto, vou aprendendo a ter um pouco tento na língua.
Por vezes é só um sentido de revolta por um mundo mais justo. A revolução continua na minha vida, no dia-a-dia, como se fosse uma necessidade de sobreviver num mundo de crueldades, de oportunismos e de gente egoísta, que só pensam neles, mas por vezes, também eu sou egoísta, sem que aperceba-me. Temos que ter mais paz na nossas almas, por mim eu falo.


Quito Arantes (escritor)
20/10/2018

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Translucidados

Século XXI, o mundo dos translucidados. Por mais que queiramos esconder uma mentira, ou um crime... é impossível ficar impune. Atenção! Não estou a falar de políticos ou deputados, esses têm imunidade moral. Mas nós povo obediente somos condescendentes. Colocamos estes senhores no poder, portanto há que aguentar as suas matreirices. Nós povo translúcido não temos imunidades, sofremos na pele a arrogância do poder político e executivo.
Eu posso falar, porque não votei em nenhum político, nem me identifico com num deles.
Agora, represálias por delito de opinião é o que acontece-me. Porque existe uma translucides que ultrapassa a repressão da liberdade de expressão. Depois desculpam-se que são ofensas há honestidade, de malabaristas do capital.
Século XXI um século para esquecer de tanta mediocridade e de tanta atrocidade aos direitos humanos e liberdade de expressão. Somos um país de translucidados.
Peter Quiet

domingo, 2 de setembro de 2018

PORQUE ÉS ASSIM?

Este mundo tão pequeno na gíria informática e das novas tecnologias, só te vai transparecer no já e agora, como um raio que te fere a visão e os sentidos remanescentes. Agora pensa… Onde está o pião, os amigos da chochinha, o e aí vai alho? Coisas do passado, não é? Pois! Hoje socializas-te com o androide, com o smartphone, sei lá, tudo tão imediato que não te dá tempo para refletires o que te vai na alma. Eu até compreendo que o mundo evolui, mas mais para dependências psicológicas que não são o uivar do lobo, as frescas manhãs, nos rechiares dos pássaros. Haverá sempre um tempo desconhecido, acredita que haverá. Assim como tudo evolui, que eu, não sei para onde isto vai parar, nem quero fazer futurismo. Quero abraçar o amigo(a), e dizer quanto gosto dele(a), onde não exista malícia. Neste tempo, capitalista, guardo as conversas feitas de olhos nos olhos e não nas cochas a descobertas das minhas amigas. Uma pedra perde-se no tempo e fico como um rochedo encantado, quando vou apurando a minha aprendizagem em pequenos momentos de satisfação. Agora pensa, pensa, que não és só tu que tem problemas difíceis de resolver. Eu sei que eles não sabem, mas vais sair, no teu passo seguro e certeiro, encantando o teu próprio ser egocêntrico. Vocês sabem que todos somos um pouco egocêntricos, mesmo que inconscientemente. Guarda em ti os teus tesouros e transmite-os às pessoas de bem, transmite-os aos adolescentes, aos mais novos. Muita coisa que só tu sabes pode ajudar uma pessoa à beira de um suicídio, e só por isso, vale apena viver.
Página 73/74

sábado, 30 de junho de 2018

xenófobo, racistas, fascista...

Há uma pobreza que contorce-me os ossos. Estávamos na primavera da geringonça, o poder recaía para uma esquerda de ficções, de palavrões parlamentares onde reinam as mordomias. Enquanto isso alguém pedia esmola à porta de uma grande superfície. Então pergunto? - É isto que queremos para os portugueses, quando não há comida para portugueses, querem introduzir emigrantes ilegais?
Sejam bem-vindos, nem que seja para tirar o pão aos que cá estão. Portugal, país seguro, mas nem tanto, porque ao virar da esquina um qualquer Mustafá islâmico pode cortar-te o pescoço.
Políticas de emigração sem medir as consequências, e quem não pensar assim, é xenófobo, racistas, fascista...
Em vez de a UE criar condições nos países de origem para que tenham melhores condições de vida, não, trazem para cá a miséria, como se o povo fosse responsável dos atos dos descobrimentos, ou das cruzadas. A Europa não é o el dourado como pensam, a Europa já não chega para os que cá estão. África tem que ser modernizada, acabar com poderes absolutos que por lá proliferam. Não tenho nada contra o povo africano até porque eu sou natural de África. Branco de segunda, como muitos anormais gostam de dizer.
Da cor linda europeia, passamos a um cinzento sem beira nem eira. Temos população deixada ao abandono no interior de Portugal, e agora em nome da solidariedade entre os povos, trazemos para cá pessoas sem qualquer tipo de triagem psicológica, ou referencial da origem.
O tráfico humano é feito de forma intelectual e pseudodemocrática. Escorraçaram o povo europeu de África e depois veem pedir asilo há Europa. Não haverá aqui um contrassenso que a extrema-esquerda não quer assumir.
E não me venham chamar-.me xenófobo ou fascista, porque a mim, já um negro lavou-me, e deu-me banho. Portanto, portem-se como uns homenzinhos e deixem-se de merdas socialistas, porque vocês não gostam de ouvir que Estaline e Mao Tsé Tung chacinaram milhões de pessoas, uns verdadeiros genocídios há escala planetária.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Alcino Augusto Carneiro

Livro de Alcino Augusto Carneiro contado em verso da sua epopeia na segunda guerra mundial.
Tomei a liberdade de editar os seus manuscritos, conforme sua vontade em vida. Partilhei conversas com o Senhor Alcino Carneiro, numa visita  a Podence -  Macedo de Cavaleiros. Voltei novamente mais uma vez a Podence e Senhor Alcino com noventa e um anos estava na sua vinha tratando das videiras. Pouco tempo estive com ele, desta vez, mas foi o suficiente para sentir a força de um homem, marinheiro, da segunda guerra mundial. Entreguei-lhe dois livros artesanais feitos por mim, e fui embora confiante que um dia editaria a sua obra a nível mundial. O prometido é devido e aqui está a epopeia em verso do senhor Alcino na sua circunvalação à volta do mundo na fragata Mouzinho de Albuquerque.
Esta é  a homenagem que presto a um Senhor que me fez crescer em poucos minutos de conversa.
Paz para o marinheiro Alcino Augusto Carneiro.
 
Os livros não têm fins lucrativos e todos os royaltes que receber serviram para a família colocar um busto em Podence a este Nobre Senhor.
 
O editor Quito Arantes
Barcelos

quinta-feira, 31 de maio de 2018

MICRO CONTO

Micro conto:
Um dia cheguei... Despromovido de tudo e de todos, e quis inventar o meu mundo. Meu nome é Jesué, homem das despromoções. Tudo que encalha em mim se esmorece, mas quem, por ventura, entende-me, encontra a felicidade. Meu nome é Jesué, homem dos sete ofícios, e de nenhum tirar proveito. Assim Deus quis, assim a lei demanda a vida.
Levei uma vida para entender o inatingível, e agora, tudo pode acontecer na mongilidade do mosteiro criado.
Largo a prepotência, obedeço à humildade como direito divino e fico, aqui, e lá, para que Deus decida o que fazer de mim.
Peter Quiet

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Porque és assim?

Ser honesto durante toda a vida é a maior riqueza que podemos ter e dar a outrem. As águas quando brotam da nascente são puras e só o homem é que as põem turbas e improprias para consumo. Assim como o mal dizer, a avareza e o egoísmo torna o homem impuro e pode levar uma vida inteira para se purificar das suas impurezas.
Eu quero ser aquilo que quero ser, não o que os outros querem que eu seja. Políticos, sociedade civil, magis-trados e companhia Lda., fazem de mim um saco de boxe, como se eu fosse uma merda qualquer, mas todos podemos ser iguais a nós mesmos, falarmos sobre as nossas razões, e o Tribunal Constitucional, não são suficientes para nos calar, não passam de uns paus mandados de políticos corruptos que nos vão comendo o sangue todos os dias. O abuso de poder, de um cargo de favorecimentos, advogados e magistrados que só pensam na defesa da honra, onde mora a promiscuidade, o assédio declarado, onde funcionários (as) que têm filhos para criar e contas para pagar, arreiam o seu íntimo, num desespero de ficarem sem progressão na carreira. O Estado é a maior prostituta que algum dia apareceu desde o 25 de abril de 1974.
Posso continuar a ser um saco de boxe para esta cambada de frustrados que não têm vida própria, incapazes de criarem o quer que seja. Por isso temos um Estado inútil que sustenta fanfarrões de restaurantes de luxo e suas acompanhantes, secretárias e afins. E vocês continuam a perguntar-me:- Não consigo perceber; - Porque és assim?
Eu só respondo que sou único, não penso por cabeças alheias, não tenho de me alienar a ninguém. Todo o ser humano é único, porque havemos de ser carneiros, ou andarmos em rebanhos, comandados por guardadores de rebanhos que não sabem quem são os donos deles.
Página 58/59

Os artistas de Strasburgo

É com admiração que vejo a filial da U.E. em Strasbourg  a seguir o meu blogue, todos os dias... Não sei que problemas têm estes senhores que não se identificam. Isto já vem há longos anos. Quem se esconde no anonimato, não dando a cara, ou é cobarde e é qualquer serviço de inteligência de segurança acobardado.
Eu sempre fui transparente no que digo, nunca tive ligações terroristas e muito menos conspiratórias.
Identifiquem-se, sejam Homens, e não uns rapazolas postos por nomeação política.
Estou farto de Yuppies que nada  acrescentam  há sociedade em que vivemos.
 
Assino:
Francisco Manuel Arantes
Único administrador do blogue Alma Aberta

quarta-feira, 25 de abril de 2018

ONDE ESTÁ O 25 DE ABRIL DE 1974?


Este livro foi escrito há um ano atrás, e relata 43 anos de democracia, e também, um outro lado da democracia que os livros de escola não falam.
Eu que vivi o 25 de Abril de 1974, e com consciência política nessa altura , apesar de ser um adolescente.
Existem coisas que devem ser faladas aos filhos da revolução e que muito dos seus pais esconderam, lembrando-lhes que foi tudo um mar de rosas, mas não foi.
Este livro, o mais recente que publiquei na createspace USA, desmascara o politicamente correto que certos setores da sociedade portuguesa teimam em demonstrar aos mais novos.
Podem adquirir o livro no Café O Escritor, em Barcelos
.

terça-feira, 24 de abril de 2018

CERTAMENTE QUE NÃO.


Certamente não é esta cabra, bela, reluzente, meiga de fazer amigos. Possivelmente será um humano, se é que se pode chamar de humano, que interrompe vidas, que delibera sonhos, que põe cordas ao pescoço do mais humilde dos seres.

Estou cansado de selvajarias e discursos inflamados, onde a razão não impera. Estou cansado de estar sempre cansado. Apetece-me voltar ao silêncio das noites perdidas no tempo, deixar escorregar um trago de vinho na garganta ferida de tanto implorar.

Guardo memórias, como se um pastor de sentimentos fosse. Entrego o que de melhor de mim tenho, e tu, não vais acreditar, vais sempre pensar que sou um doente que a sociedade impôs na sua política suja e de boas maneiras, mas só para quem lhe convém.

Agora, estou entregue à bicharada que mata pássaros feridos. Então só me resta a mim, ao meu eu, porque só eu me entendo. E tu? Tu ficas observando as inglórias de um Amor perdido.
Peter Quiet

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Andamos todos anestesiados

Andamos todos anestesiados. Proclamam-se aumentos no salário mínimo para 600,00 € em 2019, mas para os pensionistas há aumentos de 1,9%. Até quando a esquerda defensora dos desprotegidos e da classe trabalhadora, como eles querem parecer, resolvem colocar as pensões de sobrevivência nos seus lugares; limiar da dignidade, ou seja ordenado mínimo.
Eu até compreendo que são um milhão e meio de pensionistas, mas para injetar dinheiro na banca os milhões já não fazem diferença.
Ah!! São pessoas com bens, imóveis, mas esses bens não dão de comer a ninguém. A politica de igualdade está muito longe de ser atingida, mesmo com governos de esquerda que deixam muito a desejar. Bloco de Esquerda e Partido Comunista, andam a ver navios ao largo do Tejo, o discurso é sempre o mesmo, balelas para inglês ver. Uma verdadeira politica nacional de oportunidades passa por eliminar a pobreza de Portugal, coisa que não parece conseguirem, mesmo com maioria parlamentar. Hoje. Dá-se uns trocos ao povo, para o anestesiar e o circo vai de roda. Ninguém com responsabilidades no governo, como é sabido, põe termo à miséria que vai nos bairros pobres. Preocupam-se com droga e armas, mas dar uma vida condigna e oportunidades sérias de emprego para os jovens, não me parece que esteja a acontecer. Continua a haver um arrastar de emigração de  jovens portugueses, e não está Passos Coelho no governo. Disso o Bloco de Esquerda não quer falar, porque tem meia culpa. Agora, dá a sensação de um certo conformismo com a esmola e reposição dos salários da função pública que depois é absorvido nos impostos indiretos.
Haja paciência para tanto fogo de artifício.
 
Quito Arantes
20/04/2018