quarta-feira, 12 de novembro de 2014


Marta continuava sem dar sinal de vida, talvez estivesse mesmo ressentida com o conselho de Jesueh, quando esta estava a passar um mau bocado com o patrão. Ela eram de decisões repentinas e por vezes bastante frias para quem as recebia. Jesueh de uma forma original e de conhecimento de vida, tentava mostrar-lhe o lado da liberdade sem freios. Claro que apesar de Marta ser uma mulher bastante inteligente, não tinha a idade, e experiência de vida dele. Custava acreditar que do lado dele pudesse haver uma porta para a felicidade. Prática e resolvida nas suas ações, o mundo dela limitava-se à sua pequena cidade e núcleo restrito de amigos. Mesmo que Jesueh quisesse mudar Marta, isso não iria acontecer, pois ela não o estava a amar. Jesueh não lhe podia dar muito mais do que lhe dera até então. E talvez a diferença geracional fosse mesmo a principal entrave para terem um caso de amor.
 
by Quito Arantes
em curso...

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Para refletir

É impressionante como as pessoas se ferem umas às outras. Cortam-se sentimentos como quem muda de camisa. O que hoje é verdade amanhã pode não o ser. Há um tremendo medo de um abraço, de apertar alguém ao peito, apesar de querermos que isso aconteça.
Resguardamos os nossos prazeres do afeto numa carapaça inviolável.
O individualismo emerge do nada, como uma necessidade evidente de proteção dos nossos medos. Hoje mais do que nunca a pura amizade é uma coisa rara...
 
Quito Arantes, 09/11/2014

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Chegaram hoje novas edições de livros já publicados.
Quem estiver interessado, por favor, envie email
quito.arantes@outlook.pt
portes de envio grátis

quarta-feira, 1 de outubro de 2014



Enquanto procuramos a nossa "espada", os caminhos podem ser tortuosos, mas a vontade de vencer os dias de angústia faz de nós pessoas melhores, e mais cedo ou mais tarde essa nossa "espada" será encontrada. A espera nunca é demais...
 
Há sempre uma espera...

domingo, 28 de setembro de 2014

 
"São imensos passos, os que enrugam rostos e branqueiam cabelos, em sorrisos ténues e no efémero tempo. Mas é a leveza da alma, a que engrandece a vida, na eternidade de todos os caminhos."
Silvina Ribeiro

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Dizer que o inverno só nos traz tristezas, é um erro crasso nas trincheiras da cidade, envolta em blocos de betão, que não deixam transparecer o belo da natureza.
Nestes pastos da serra, animais em liberdade comem as ervas tenras que as chuvas e geadas do inverno deixam vir ao de cima.
Amiga, sentir-me agarrado a esta terra, não é nenhuma promessa divina, é o querer falar da história natural, etnográfica e cultural, que Portugal esquece todos os dias. As cidades estão superlotadas de gente que vai à procura dos melhores bens de consumo, do supérfluo, do divertimento desenfreado, e quando dão conta, estão reformados e a quererem descanso no campo. A vida da cidade desgasta o corpo e alma.
página 122
 
by Quito Arantes

sábado, 6 de setembro de 2014


"Por vezes o sono atraiçoa-me, troco os dias pelas noites e as noites pelos dias, para muitas vezes nas páginas do Word, falar-te sobre mim. Nem sempre tenho o espaço que gostava de ter na minha imaginação, onde encontro alguém que lê os meus devaneios, transcritos de sentimentos do momento. Amiga, eu sou mesmo assim, serei sempre um sonhador, um poeta anónimo, um escritor em embrião."
 
Página 21 -  brevemente ao vosso dispor

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Quero estar aqui, presente no meu mundo, conceituado e moldado por mim. Lembro que há dois anos e meio vim para estas terras selvagens, no bom sentido, onde hom...ens e natureza convivem em harmonia.
Não há dinheiro que me pague esta tranquilidade, este sentir dos ventos da serra. Não! Nunca esquecerei os meus amigos citadinos, por eles, vou à cidade, inteirar-me das suas dificuldades e tentar contribuir para que consigam viver o melhor possível. São pequenas visitas à cidade, porque o tempo urge de voltar ao equilíbrio dos castanheiros, carvalhos, vidoeiros e urzes da serra, que vão crescendo como a lei da natureza assim manda. E eu também quero crescer, dentro deste mesmo meio, que me acolheu, com bons olhos
excerto da página 39
by Quito Arantes

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Não era este começo de verão que estava há espera, entrou chuvoso, fresco como se de uma manhã de primavera se tratasse. Deus lá sabe o que fazer, contra Ele, nada podemos fazer, apenas ter a esperança que nos há de ouvir. Não quero reclamar do tempo que se faz sentir, porque certamente virão dias tórridos de um calor excedente.
Aguardo pelo sol veraneio em dias que poderei recolher as minhas pequenas hortícolas que com carinho as vi crescer da terra trabalhada pelas minhas mãos. As roseiras brotam lindas rosas nos quintais da vizinhança, tudo está em flor. No meu jardim também há verde e flor, embora com timidez surgem frutos da terra.
Resguardo este sentir para estas palavras que te dirijo neste fim de linha deste meu escrevinhar nas quatro estações. Talvez este compromisso que assumi em exaltar as minhas emoções ao longo de um ano, sirva para acordar sentimentos adormecidos, que agora, vão dando razão há minha existência.  
E como seria de esperar o calor tórrido chegou, neste verão adiado. É ver as pessoas mais alegres, como se o calor dos ultravioletas pudesse aquecer a alma. Para mim é a natureza no seu esplendor parido de terra em flor. Recolher os frutos maduros, saborear seus sucos, é uma maravilha da mãe natureza, e a água fresca das nascentes cristalinas, que brotam o que de mais puro nos pode dar.
Agora, que estamos no pico de verão é tempo de recolher lenha para o inverno que não tarda aí. Fazer as remodelações que têm de ser feitas, e preparar a casa para nova época invernosa.  
Este ciclo que está preste a findar, talvez tenha sido, o mais conseguido a nível de emoções e de trabalho criativo. Talvez esta carta me tenha ajudado a encontrar os pontos essenciais para uma melhor moderação dos meus impulsos terrenos. Sabes amiga, eu continuarei, se assim Deus quiser, a minha caminhada para o encontro com o zénite pretendido, sem deixar de corrigir meus erros. Sim os erros, estão sempre presentes para que possa aperfeiçoar o meu caminho. A vida me ensinou que a bondade é um dom que deve estar sempre presente nos nossos corações. Não quero acabar esta carta sem te dizer que todo este ano que passou foi uma aprendizagem de real valor para minha vida.
Agora que esta carta chegou ao fim, devo dizer-te que estou-te agradecido por nunca teres vacilado aos meus devaneios.
Não irei com as andorinhas no fim deste verão. O meu lugar é aqui neste lugar singelo de onde te dirijo estas palavras. Quando o sol moderar o seu calor, saberei que o fim de ciclo chegou, e eu, minha amiga, continuarei aqui enaltecendo o brilho da natureza, porque no fundo todos pertencemos a ela…


FIM

Aos meus leitores que acompanharam esta carta nas quatro estações, agradeço a vossa atenção.
Estarão sempre no meu coração.
Obrigado!

Quito Arantes in " A Carta nas Quatro Estações "

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Lançamento do livro "Contos de Encantos" na 32ª Feira do Livro de Barcelos







Numa tarde agradável na companhia de bons amigos. Neste lançamento de mais um livro, ficou patente que o percurso pode ser longo, mas não será em vão. 
Agradeço à Câmara Municipal de Barcelos, pela oportunidade que me concebeu para dar a conhecer aos meus conterrâneos mais uma obra. Alberto Serra e Victor Pinho sempre disponíveis para se inteirarem na minha criação literária. 
Agradeço a todos quanto contribuíram  para que este livro visse a luz dia.
"Contos de Encantos" é a minha sétima obra literária, que espero que chegue ao maior número de leitores.  

sábado, 12 de julho de 2014

E como seria de esperar o calor tórrido chegou, neste verão adiado. É ver as pessoas mais alegres, como se o calor dos ultravioletas pudesse aquecer a alma. Para mim é a natureza no seu esplendor, parida de terra em flor. Recolher os frutos maduros, saborear seus sucos, é uma maravilha da mãe natureza, e a água fresca das nascentes cristalinas, que brotam o que de mais puro nos pode dar.
Agora, que estamos no pico de verão é tempo de recolher lenha para o inverno que não tarda aí. Fazer as remodelações que têm de ser feitas, e preparar a casa para nova temporada estival.
Este ciclo que está preste a findar, talvez tenha sido, o mais conseguido a nível de emoções e de trabalho criativo. Talvez esta carta me tenha ajudado a encontrar os pontos essenciais para uma melhor moderação dos meus impulsos terrenos. Sabes amiga, eu continuarei, se assim Deus quiser, a minha caminhada para o encontro com o zénite pretendido, sem deixar de corrigir meus erros. Sim os erros, estão sempre presentes para que possa aperfeiçoar o meu caminho. A vida me ensinou que a bondade é um dom que deve estar sempre presente nos nossos corações. Não quero acabar esta carta sem te dizer que todo este ano que passou foi uma aprendizagem de real valor para minha vida.
Agora que esta carta chegou ao fim, devo dizer-te que estou-te agradecido por nunca teres vacilado aos meus devaneios.
Não irei com as andorinhas no fim deste verão. O meu lugar é aqui neste lugar singelo, que te dirijo estas palavras. Quando o sol moderar o seu calor, saberei que o fim de ciclo chegou, e eu, minha amiga, continuarei aqui enaltecendo o brilho da natureza, porque no fundo todos pertencemos a ela…

                                                   FIM
Cheguei ao fim do livro... Espero que tenhas gostado, agora será tempo de revisão de texto, talvez outro ano, não sei.
Foram 200 páginas, 47920 palavras de entrega...

by Quito Arantes

domingo, 6 de julho de 2014