sábado, 12 de julho de 2014

E como seria de esperar o calor tórrido chegou, neste verão adiado. É ver as pessoas mais alegres, como se o calor dos ultravioletas pudesse aquecer a alma. Para mim é a natureza no seu esplendor, parida de terra em flor. Recolher os frutos maduros, saborear seus sucos, é uma maravilha da mãe natureza, e a água fresca das nascentes cristalinas, que brotam o que de mais puro nos pode dar.
Agora, que estamos no pico de verão é tempo de recolher lenha para o inverno que não tarda aí. Fazer as remodelações que têm de ser feitas, e preparar a casa para nova temporada estival.
Este ciclo que está preste a findar, talvez tenha sido, o mais conseguido a nível de emoções e de trabalho criativo. Talvez esta carta me tenha ajudado a encontrar os pontos essenciais para uma melhor moderação dos meus impulsos terrenos. Sabes amiga, eu continuarei, se assim Deus quiser, a minha caminhada para o encontro com o zénite pretendido, sem deixar de corrigir meus erros. Sim os erros, estão sempre presentes para que possa aperfeiçoar o meu caminho. A vida me ensinou que a bondade é um dom que deve estar sempre presente nos nossos corações. Não quero acabar esta carta sem te dizer que todo este ano que passou foi uma aprendizagem de real valor para minha vida.
Agora que esta carta chegou ao fim, devo dizer-te que estou-te agradecido por nunca teres vacilado aos meus devaneios.
Não irei com as andorinhas no fim deste verão. O meu lugar é aqui neste lugar singelo, que te dirijo estas palavras. Quando o sol moderar o seu calor, saberei que o fim de ciclo chegou, e eu, minha amiga, continuarei aqui enaltecendo o brilho da natureza, porque no fundo todos pertencemos a ela…

                                                   FIM
Cheguei ao fim do livro... Espero que tenhas gostado, agora será tempo de revisão de texto, talvez outro ano, não sei.
Foram 200 páginas, 47920 palavras de entrega...

by Quito Arantes