quinta-feira, 24 de julho de 2014

Não era este começo de verão que estava há espera, entrou chuvoso, fresco como se de uma manhã de primavera se tratasse. Deus lá sabe o que fazer, contra Ele, nada podemos fazer, apenas ter a esperança que nos há de ouvir. Não quero reclamar do tempo que se faz sentir, porque certamente virão dias tórridos de um calor excedente.
Aguardo pelo sol veraneio em dias que poderei recolher as minhas pequenas hortícolas que com carinho as vi crescer da terra trabalhada pelas minhas mãos. As roseiras brotam lindas rosas nos quintais da vizinhança, tudo está em flor. No meu jardim também há verde e flor, embora com timidez surgem frutos da terra.
Resguardo este sentir para estas palavras que te dirijo neste fim de linha deste meu escrevinhar nas quatro estações. Talvez este compromisso que assumi em exaltar as minhas emoções ao longo de um ano, sirva para acordar sentimentos adormecidos, que agora, vão dando razão há minha existência.  
E como seria de esperar o calor tórrido chegou, neste verão adiado. É ver as pessoas mais alegres, como se o calor dos ultravioletas pudesse aquecer a alma. Para mim é a natureza no seu esplendor parido de terra em flor. Recolher os frutos maduros, saborear seus sucos, é uma maravilha da mãe natureza, e a água fresca das nascentes cristalinas, que brotam o que de mais puro nos pode dar.
Agora, que estamos no pico de verão é tempo de recolher lenha para o inverno que não tarda aí. Fazer as remodelações que têm de ser feitas, e preparar a casa para nova época invernosa.  
Este ciclo que está preste a findar, talvez tenha sido, o mais conseguido a nível de emoções e de trabalho criativo. Talvez esta carta me tenha ajudado a encontrar os pontos essenciais para uma melhor moderação dos meus impulsos terrenos. Sabes amiga, eu continuarei, se assim Deus quiser, a minha caminhada para o encontro com o zénite pretendido, sem deixar de corrigir meus erros. Sim os erros, estão sempre presentes para que possa aperfeiçoar o meu caminho. A vida me ensinou que a bondade é um dom que deve estar sempre presente nos nossos corações. Não quero acabar esta carta sem te dizer que todo este ano que passou foi uma aprendizagem de real valor para minha vida.
Agora que esta carta chegou ao fim, devo dizer-te que estou-te agradecido por nunca teres vacilado aos meus devaneios.
Não irei com as andorinhas no fim deste verão. O meu lugar é aqui neste lugar singelo de onde te dirijo estas palavras. Quando o sol moderar o seu calor, saberei que o fim de ciclo chegou, e eu, minha amiga, continuarei aqui enaltecendo o brilho da natureza, porque no fundo todos pertencemos a ela…


FIM

Aos meus leitores que acompanharam esta carta nas quatro estações, agradeço a vossa atenção.
Estarão sempre no meu coração.
Obrigado!

Quito Arantes in " A Carta nas Quatro Estações "

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Lançamento do livro "Contos de Encantos" na 32ª Feira do Livro de Barcelos







Numa tarde agradável na companhia de bons amigos. Neste lançamento de mais um livro, ficou patente que o percurso pode ser longo, mas não será em vão. 
Agradeço à Câmara Municipal de Barcelos, pela oportunidade que me concebeu para dar a conhecer aos meus conterrâneos mais uma obra. Alberto Serra e Victor Pinho sempre disponíveis para se inteirarem na minha criação literária. 
Agradeço a todos quanto contribuíram  para que este livro visse a luz dia.
"Contos de Encantos" é a minha sétima obra literária, que espero que chegue ao maior número de leitores.  

sábado, 12 de julho de 2014

E como seria de esperar o calor tórrido chegou, neste verão adiado. É ver as pessoas mais alegres, como se o calor dos ultravioletas pudesse aquecer a alma. Para mim é a natureza no seu esplendor, parida de terra em flor. Recolher os frutos maduros, saborear seus sucos, é uma maravilha da mãe natureza, e a água fresca das nascentes cristalinas, que brotam o que de mais puro nos pode dar.
Agora, que estamos no pico de verão é tempo de recolher lenha para o inverno que não tarda aí. Fazer as remodelações que têm de ser feitas, e preparar a casa para nova temporada estival.
Este ciclo que está preste a findar, talvez tenha sido, o mais conseguido a nível de emoções e de trabalho criativo. Talvez esta carta me tenha ajudado a encontrar os pontos essenciais para uma melhor moderação dos meus impulsos terrenos. Sabes amiga, eu continuarei, se assim Deus quiser, a minha caminhada para o encontro com o zénite pretendido, sem deixar de corrigir meus erros. Sim os erros, estão sempre presentes para que possa aperfeiçoar o meu caminho. A vida me ensinou que a bondade é um dom que deve estar sempre presente nos nossos corações. Não quero acabar esta carta sem te dizer que todo este ano que passou foi uma aprendizagem de real valor para minha vida.
Agora que esta carta chegou ao fim, devo dizer-te que estou-te agradecido por nunca teres vacilado aos meus devaneios.
Não irei com as andorinhas no fim deste verão. O meu lugar é aqui neste lugar singelo, que te dirijo estas palavras. Quando o sol moderar o seu calor, saberei que o fim de ciclo chegou, e eu, minha amiga, continuarei aqui enaltecendo o brilho da natureza, porque no fundo todos pertencemos a ela…

                                                   FIM
Cheguei ao fim do livro... Espero que tenhas gostado, agora será tempo de revisão de texto, talvez outro ano, não sei.
Foram 200 páginas, 47920 palavras de entrega...

by Quito Arantes

domingo, 6 de julho de 2014



                                                                                                                 

segunda-feira, 23 de junho de 2014


Prefácio

Em jeito de Prólogo

Até Sempre!
Esta saudação de despedida dá título ao mais recente livro de Quito Arantes que, embora se apresente como um autodidata, já está a caminho do sétimo trabalho publicado. E, segundo o próprio me confidenciou, existem mais projetos em curso.
Centremo-nos agora no texto que temos em mãos. O leitor que esteja habituado a romances mais dinâmicos, após a leitura das primeiras páginas, pode considerar que se trata de uma escrita monótona, talvez devido a uma ténue escansão diarística que o mesmo apresenta. No entanto, rapidamente se irá habituar a essa cadência e perceber que esse é o ritmo em que a personagem principal passa os seus dias. É como que um convite para o leitor fazer parte daquele mundo, onde tudo se passa com a calma da vida da aldeia, sem pressas, sem agitação e em perfeita comunhão com a natureza.
E assim, pela mão do narrador, o leitor vai entrando no mundo de Adolfo, no seu dia-a-dia, nos seus desejos e angústias, nos seus constantes dilemas mas, também, nas suas conquistas e alegrias, nas suas vivências chegando até a sentir o ar puro e fresco da manhã acompanhado de um café no seu terraço, que ele tanto aprecia.
Adolfo mostrou, desde muito cedo, ser uma pessoa peculiar, com uma sensibilidade muito especial para a música, para a escrita, extremamente virado para a contemplação das pessoas, das relações humanas e do mundo em seu redor.
Nunca se enquadrou dentro da castradora moldura de cidade. Quando, por motivos de vária ordem, finalmente o conseguiu, libertou-se dela e optou pela tela viva e sem moldura do campo. Aí não sentia amarras físicas, nem psicológicas, que lhe prendiam o corpo e lhe sufocavam a alma.
Agora, ele não tem que viajar ao encontro da natureza, como fizera desde a sua juventude, ele está em plena natureza e sente-se parte dela. Longe do rebuliço de um centro urbano, refugiou-se numa aldeia minhota onde se podia dedicar àquilo que mais gostava: a fotografia e a escrita.
O seu grande sonho, pelo qual luta incessantemente, é conseguir o reconhecimento no panorama literário nacional (ou eventualmente internacional) e poder viver apenas da sua arte. Neste ponto, Adolfo poderia ser um escritor qualquer que, tal como ele, batalha a pulso pela sua fama, sem ter a magia e o poder da grandiosa máquina do marketing.
Adolfo debate-se com dois dilemas paralelos, que tenta equilibrar ao longo de todo o romance. Para além da, já referida, constante tentativa de crescer e ser reconhecido enquanto escritor, o amor por Delfina e a dificuldade em conseguir que ela (uma citadina confessa) deixasse a cidade e fosse definitivamente viver com ele, deixavam a sua alma numa permanente inquietação.
Esta personagem feminina surge definida como o seu “calcanhar de Aquiles”. Embora se amassem e apreciassem os momentos que estavam juntos, o facto de viverem em sítios diferentes obrigavam-no a deslocações à cidade, esse lugar pejado de recordações pouco agradáveis que Adolfo queria, definitivamente, deixar para trás.
Sendo um livro recomendado a todos, a sua leitura é especialmente importante para aqueles que estão agora a iniciar-se na escrita e sentir que, antes da passadeira vermelha, há um longo caminho de terra e pedras a percorrer.
Convido-vos, então, a fazer esta caminhada com Adolfo rumo ao sucesso que não se sabe se está a poucos metros ou a longos quilómetros de distância, mas já dizia o poeta: O sonho comanda a vida!

Até Sempre!



Fernanda Carrilho

domingo, 15 de junho de 2014

Já disponível no site www.amazon.com e amazon Europa. Também através do autor
em quito.arantes@gmail.com

terça-feira, 10 de junho de 2014


É meio dever como habitante de Castro Laboreiro, repor a verdade sobre esta notícia que vem publicada no Jornal Voz de Melgaço, de Maio
Não sei quais foram as fontes que obtiveram, mas eu que vivo diariamente em Portelinha, e nunca vi garranos a causar danos nas culturas, muito menos meia centena de cavalos.
Uma eguada ( conjunto ou manada de vinte cavalos) raramente é vista, e nunca nas culturas.
Também não foi a o edital da junta, dizendo que iriam abater vinte cavalos que originou a autarquia a tomar uma decisão diferente.
Os garranos selvagens são património nacional, dentro do contexto da vida selvagem e protegida do Parque Nacional da Peneda-Gerês, portanto, nem a junta nem a autarquia tem poderes para tomar decisões de abate. Cabe ao ministério do ambiente e direção do Parque, tomar as devidas medidas de proteção, tanto dos animais, como das populações nele inseridas.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Num tempo que parecia nunca mais acabar, Jesueh, entregava-se nas mãos de Deus para ditar o seu destino. Devagar decorriam os seus dias, onde não esperava grandes avanços na sua relação com as mulheres que sonhava. Eram todas elas distintas entre si, e isso, levava-lhe a fazer exercícios emocionais que não eram mais do que tentativas de encontrar o ponto de equilíbrio. Não queria magoar nenhuma daquelas mulheres que naquele momento eram a sua vida. Amava uma, mas não largava as outras no seu dia-a-dia. Havia a amizade, que por vezes confundia com amor. No fundo eram laços de amor e amizade que o levavam a interagir de forma a não as magoar.


Em curso...
by Quito Arantes

Já disponível 2ª edição, agora pela Createspace editora. Em dois formatos: livro impresso e e-book kindle
Podem encomendar em www.amazon.com ou pelo autor em quito.arantes@gmail.com

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Estas manhãs frescas de primavera enchem-me os pulmões de um ar puro logo que ponho o pé no terraço, pela aurora. O vento ruge nas giestas, as folhas bailam ao seu sabor fugidio. Quero acreditar que esta primavera é diferente de todas as outras que vivi. Guardo os seus encantos para melhor me inteirar da vida. Este recanto que estou vivendo, e para mim, um novo respirar, uma nova aventura consciente. Por mais que tente pôr defeitos neste lugar, nunca serão maiores do que as virtudes que nele encontro.

Sei que foi amor há primeira vista, e será sempre de forma apaixonada que viverei todos os pormenores desta terra encantada. Podem chamar-me de louco, de lírico ou até de irresponsável, mas nunca me tirarão a alegria de viver uma vida ao meu jeito. Estar de bem com todos e com o mundo é o que estou conseguindo, e tudo fez parte de uma aprendizagem e de conquistas em terras incaracterísticas. Tive que passar provas de fogo, momentos de pura loucura, mas amiga, consegui sobreviver a todas as intempéries de uma vida atribulada. Agradeço a Deus nunca me ter abandonado. Ele acreditou, quando ninguém acreditava que poderia voltar ao mundo dos racionais. As lembranças das pessoas de bem, continuam no meu coração, não as esqueço, e estou agradecido a todas as pessoas amigas e menos amigas que influenciaram os meus caminhos. Retenho um pouco de todos, onde um todo me preenche.

by Quito Arantes

domingo, 4 de maio de 2014

"A Carta nas Quatro Estações" (Continuação)

Capítulo XXXVII


"Quando, por algum motivo de força maior, desço à cidade, fica sempre um aperto no peito, como se houvesse uma perda de alma. Estou tentado criar a minha raiz nestas terras do alto Laboreiro, onde encontrei o verdadeiro sentido de viver. Sabes amiga, os momentos de felicidade que vou vivendo na serra, preenchem todas as lacunas que tenho no meu sentir de homem que renunciou ao êxtase citadino. Por mais voltas que tente dar, esta entrega à natureza, no mundo serrano, é o meu eterno sossego. Como é belo ver as minhas flores crescendo, sentir a vida em transformação, enterrar as mãos no húmus, e nos odores da terra enxergar que estou vivo. Não existe maior riqueza, do que aquela, que nas pequenas coisas, simples, nos trazem felicidade e tranquilidade neste mundo globalizado." 

by Quito Arantes

terça-feira, 29 de abril de 2014

De visita a Gorbelas - Peneda-Gerês

No encanto montanhês, memorizo o meu olhar, em comunhão com a natureza. Recordo que ainda existem lugares em Portugal que merecem uma visita, nem que seja só uma vez na vida...
 (S. Bento do Cando)

 (Gorbelas)







 (vista da Gavieira do alto de Gorbelas)