quinta-feira, 18 de junho de 2009

Casa do Menino Jesus em Pereira - Mirandela

A casa do Menino Jesus em Pereira - Mirandela, é uma obra notável das Irmãs Franciscanas, que se entregam de corpo e alma, às meninas carenciadas que por lá são acolhidas e educadas para uma vida com toda a dignidade que todas as crianças merecem. Crianças oriundas de famílias pobres, com fracos recursos económicos, têm nesta casa um amparo e educação escolar do primeiro ciclo básico, podendo depois seguir os estudos em Mirandela, sempre com o apoio das Irmãs, que conseguem mesmo que algumas cheguem ao ensino universitário.
De uma dedicação sem limites estas Irmãs em tempos passados passaram dificuldades de várias ordens em que eu próprio fui testemunha.
A irmã Nascimento nossa amiga de longa data é, desde há muito tempo a grande mentora desta casa, acolhendo todos os beneméritos e pessoas em geral com muito carinho e amor.
Não me esqueço e nunca esquecerei esta casa que muitas vezes me serviu de retiro espiritual para poder enfrentar as contrariedades da vida.

Aproveito para agradecer o acto generoso da empresa Gente Miúda de Barcelos pela doação de vestuário para as crianças da Casa do Menino Jesus.

O meu muito obrigado.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Aldeia do Soajo




Podemos considerar que é a última aldeia comunitária que no passado teve um tribunal próprio, regido pelas suas próprias leis. Gente serrana, acolhedora que guardam seus costumes de muitas gerações até aos dias de hoje.


sexta-feira, 22 de maio de 2009

A crise, os portugueses e o Governo

Neste momento dificil que o país atravessa, existem três tipos de realidades: As pessoas que perderam o emprego, as pessoas que andam com o coração nas mãos, pois não sabem se os seus empregos estão seguros e por fim, os políticos que nos governam.
As pessoas que perderam o emprego estão numa situação muito complicada, embora muitas delas estejam a tirar cursos de formação subsidiada, não passa de uma situação passageira, não se avistando grande futuro em questões de emprego. A prestação da casa e do carro começam a ficar abaladas devido a falta de redimentos das famílias. É bom que se pense, que à muitos casos, onde o casal está no desemprego, com filhos para criar, e despesas de casa para cumprir. É uma situação bastante complicada que o Governo devia olhar com olhos de ver, para estes casos particulares.
Também temos os casos dos empregos precários que obrigam os trabalhadores a fazer um esforço adicional de obediência com a entidade patronal, pois a qualquer renúncia duma obrigação adicional os seus empregos ficam debilitados através de pressões psiclógicas desmedidas.
Por fim temos o governo, se é que possamos chamar de Governo, que não fez mais do que desgovernar Portugal. Todas as medidas avulsas que protagonizou, não foi muito além de um golpe de marketing charmoso para calar as vozes descontentes.
A crise internacional contribuiu para a instablidade dos mercados, mas não nos podemos basear única e exclusivamente nesse factor, muitas das políticas postas em prática em nada contribuiram para o melhoramento económico de Portugal. Para dar um exemplo, falou-se muito no choque tecnológico e simplex, mas o que eu pude constactar numa loja do Cidadão, foi precisamente o contrário: a loja abria às 9:30 horas, cheguei lá eram 9:25 horas e já estava uma fila de espera de cerca de trinta metros. Às 9:40 horas já não foi possivel tirar senha para o cartão de Cidadão. Tive cinco horas de espera para tirar o dito cartão. Se isto é simplex então que volte tudo como estava antes.
Isto foi só um exemplo de muitos casos que passam pelos serviços públicos. Será que a gestão do país está ao serviço dos contribuintes? Não me parece que a tão falada revolução tecnológica tenha simplificado os serviços, os estudos de mercado não são feitos com rigor, parecem mais ideias de uns iluminados que numa noite de sonhos férteis, desvendaram o ovo de Colombo ou reinventaram a pólvora.
Deus nos dê paciência para tanta ideologia barata.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Cenas desnecessárias

Hoje fiquei chocado com a atitude dos responsáveis da segurança social de Braga. Tudo foi visto pelo país inteiro, quando retiraram à força uma criança, que vivia com os pais afectivos desde os dezassete meses de idade. Agora a criança com seis anos foi entregue à mãe biológica, mesmo tendo sido ela negligente no tratamento de sua filha. A criança filha de mãe russa, mas que nem a língua russa fala, vai para um país desconhecido, sabe-se lá como. No fundo a mãe biológica, para a criança, não passa de uma desconhecida. Só me leva a pensar que o estado está procupado em não arranjar uma crise diplomática, não olhando ao interesse da criança. É assim com esta criança, foi com o caso de Esmeralda. O Estado português perdeu todo o cariz humanista, tornando-se cruel para os indefesos. Cenas lamentáveis num Portugal dito moderno, liberal e democrático. Só desejo que esta criança não tenha um futuro deprimente, pois o seu futuro risonho foi lhe tirado por uma simples ordem judicial desumanizada.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Família Andorinha

As andorinhas são umas aves fascinantes. A maneira como voam freneticamente, a forma como constroem os ninhos e o amor que têm às suas crias, faz-nos pensar como os humanos são imperfeitos. Olhando algum tempo para a vida de uma andorinha, podiamos, tirar algumas conclusões, como sermos mais solidários, termos mais atenção à família. Nunca vi uma andorinha abandonar a sua cria, como certos humanos são capazes de fazer. Apesar de os animais serem seres irracionais, podemos aprender muito com eles, como leis de sobrevivência.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Garganta do Lagarto

O parque natural da Peneda-Gerês tem destas coisas lindas, que mais parece uma coisa de outro país. Bem perto de Lamas de Mouro, a Garganta do Lagarto tem no seu meio um belíssimo parque de campismo rural, em que recomendo a toda a gente que gosta do contacto directo com a natureza. Ali pode-se praticar todo o género de actividades de eco-turismo.

Rio Bessa


 Na fronteira entre Minho e Trás-os- Montes, bem perto de Ribeira de Pena, fica esta represa do rio Bessa, lindo de se ver. No verão as pessoas aproveitam para desfrutar da paisagem e banharem-se nas suas águas.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Memórias do tempo



Há coisas que ficam nas nossas memórias.
Os combóios das américas dos cow-boys e indíos.
As linhas férreas construídas à custa do esforço de imigrantes asiáticos, muito deles escravizados.
Por cá fica a memória da linha do Tua, que teimam em acabar com um símbolo do norte transmontano.
Podemos viver em armonia com o passado e o presente, pensando sempre no futuro sustentável.
Quando vi esta locomotiva em Vouzela, fiquei maravilhado e com uma saudade do passado.
Não porque seja contra o progresso, mas sim, porque recorda-me bons tempos de criança, sem o stress da vida de hoje.
Com o passado aprendemos a corregir erros do presente e a prevenir erros do futuro.
Fico contente que se preserve a história de uma revolução indústrial do século XVIII/XIX.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Do passado para o presente





De uma forma ou outra, todos nós viajamos.
Podemos viajar fisicamente ou virtualmente.
Transportar o sonho de uma viagem das nossas vidas para a realidade, pode ser de um dia para outro, mesmo que pensemos que seja irrealizavel.
É preciso força de vontade e querer mesmo, mesmo que isso traga consequencias no modo de vida futura.
Para ser verdadeiro esperei vinte e cinco anos para fazer uma das minhas viagens com que sempre sonhei. Na altura sonhar não me custou nada, e passar dos sonhos para a realidade pode ser uma eternidade ou então num abrir de fechar de olhos.

NB: O veículo que está na foto não é da minha viagem, mas sim de um casal de holandeses que encontrei na praia da Fuseta- Algarve.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Nau Quinhentista

Viajamos sete mares, encontramos multiculturas, andamos de terra em terra levando notícias do Ocidente e trazendo notícias do além mar.
Temos sangue derramado por todo o mundo, sacrifícios e aventuras para fazerem de nós um Povo para a eternidade.
Teremos agora que descobrir maneiras de voltarmos a ser quem eramos, para honrarmos os nossos antepasssados.

Culpa morre solteira

É com grande tristeza que ouvi hoje a notícia sobre a tragédia de Castelo de Paiva.
Como é possível as famílias das vítimas serem obrigadas a pagar as custas dos processos, nos quais o Estado português deveria ser culpado da tragédia, indeminizando as famílias das vítimas, mas foi aberrantemente o contrário.
Mais uma vez podemos ver o estado em que vai a justiça no nosso país.
Casos como Casa Pia, Apito Dourado, ou mais recentemente Freeport, leva-nos a pensar que existem duas justiças: uma para pobres e outra para pessoas influentes e ricas ou poderosas no aparelho de Estado.
Parece que é mais uma queixa contra desconhecidos, onde os culpados não são apanhados pela justiça e onde a culpa morre solteira, com direito a pagamento de custas judiciais para as pessoas lesadas.
Talvez fosse bom que o ministro da admisnistração interna da altura da tragédia de Castelo de Paiva viesse a público falar de sua justiça, e fizesse uma abertura de Alma.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Crianças mal alimentadas

Talvez não se possa dizer que existe fome entre as crianças do primeiro ciclo escolar. Talvez seja uma palavra um pouco forte, mas que há muitos casos de má nutrição isso é verdade.
Conheço casos que são os próprios professores que levam lanche de suas casas para os alunos.
Estamos a atravesssar uma grave crise económica e social, e não me venham falar de casos pontuais, porque essses casos pontuais, nunca deveriam ter existido num país dito europeu.
O Estado tem que assegurar a alimentação das crianças enquanto estão no tempo escolar, porque senão teremos o tão falado insucesso escolar, que queriam atribuir ao professores, a má nutrição e por fim crianças infelizes que não têm acesso a um bem primordial da nossa sociedade que é a alimentação e desenvolvimento cognitivo.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Portos de Baixo


Em Portos de Baixo, pequena povoação em terras de Castro Laboreiro, Parque da Peneda-Gerês, ainda existem casas com telhado de colmo, embora em muito mau estado. Esta povoação vive principalmente da pastorícia, gente praticamente idosa em que seus filhos emigraram pela europa em busca de melhores dias e oportunidades.
Esta casa foi em tempos, de agricultores abastados para a época.

Novo dia nova descoberta

São 6:00 da manhã e antes de nascer o sol começa um novo dia.
Do recanto da minha cidade tento encontrar um motivo para tirar uma foto. Não às pessoas que vão passando, mas sim ao nascer do sol sobre o rio Cávado, à parte histórica, algo que me faça sonhar mais um pouco, para que o dia que vai decorrer tenha um sentido existencial.
Mesmo que queira não passo das sete horas de sono, levando a luz do dia de Alma aberta.