sexta-feira, 22 de maio de 2009

A crise, os portugueses e o Governo

Neste momento dificil que o país atravessa, existem três tipos de realidades: As pessoas que perderam o emprego, as pessoas que andam com o coração nas mãos, pois não sabem se os seus empregos estão seguros e por fim, os políticos que nos governam.
As pessoas que perderam o emprego estão numa situação muito complicada, embora muitas delas estejam a tirar cursos de formação subsidiada, não passa de uma situação passageira, não se avistando grande futuro em questões de emprego. A prestação da casa e do carro começam a ficar abaladas devido a falta de redimentos das famílias. É bom que se pense, que à muitos casos, onde o casal está no desemprego, com filhos para criar, e despesas de casa para cumprir. É uma situação bastante complicada que o Governo devia olhar com olhos de ver, para estes casos particulares.
Também temos os casos dos empregos precários que obrigam os trabalhadores a fazer um esforço adicional de obediência com a entidade patronal, pois a qualquer renúncia duma obrigação adicional os seus empregos ficam debilitados através de pressões psiclógicas desmedidas.
Por fim temos o governo, se é que possamos chamar de Governo, que não fez mais do que desgovernar Portugal. Todas as medidas avulsas que protagonizou, não foi muito além de um golpe de marketing charmoso para calar as vozes descontentes.
A crise internacional contribuiu para a instablidade dos mercados, mas não nos podemos basear única e exclusivamente nesse factor, muitas das políticas postas em prática em nada contribuiram para o melhoramento económico de Portugal. Para dar um exemplo, falou-se muito no choque tecnológico e simplex, mas o que eu pude constactar numa loja do Cidadão, foi precisamente o contrário: a loja abria às 9:30 horas, cheguei lá eram 9:25 horas e já estava uma fila de espera de cerca de trinta metros. Às 9:40 horas já não foi possivel tirar senha para o cartão de Cidadão. Tive cinco horas de espera para tirar o dito cartão. Se isto é simplex então que volte tudo como estava antes.
Isto foi só um exemplo de muitos casos que passam pelos serviços públicos. Será que a gestão do país está ao serviço dos contribuintes? Não me parece que a tão falada revolução tecnológica tenha simplificado os serviços, os estudos de mercado não são feitos com rigor, parecem mais ideias de uns iluminados que numa noite de sonhos férteis, desvendaram o ovo de Colombo ou reinventaram a pólvora.
Deus nos dê paciência para tanta ideologia barata.