quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Memorial dos tempos de ouro















Em tempos estes barcos rebelo desciam o rio douro desde as zonas demarcadas do famoso vinho do Porto.




Um autêntico cartaz de visita da cidade do Porto e Vila Nova de Gaia, onde as zonas ribeirinhas prosperam através dos tempos.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Apúlia

Terra de pescadores e vereaneio, Apúlia tem se modernizado, muito embora a imagem do emblemático edifício "Pérola", neste momento não seja a melhor forma para cartaz turístico, tal é o seu estado de degradação. Outrora ponto de encontro de gentes das cidades vizinhas que aqui passavam as suas férias, hoje cria uma nostalgia degradante pelo seu estado.
Os pescadores da pesca artesanal já não têm os barcos estacionados no areal da praia, mas memso assim é sempre bom ver como estes homens vão resistindo aos tempos modernos.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Ponte de Mizarela

Esta ponte mística sobre o rio Rabagão que desagua no Cávado mais ao menos a um quilómetro de distância, tem uma história lendária bastante curiosa.
Diz a lenda que existia um homem com um carísma muito mau, em que a justiça o perseguia por crimes cometidos. O homem conhecedor da natureza, conseguia sempre fugir à justiça.
Um dia sentindo-se encurralado junto ao rio, que se precipitava sinuosamente, apelou ao anjo mau (Diabo). Depois de tanta insistência lá lhe apareceu. Então fez um pacto com o diabo, em que se ele o fizesse transpor o rio para a outra margem, venderia-lhe a alma.
O diabo aceitou o pacto e fez com que ele passasse para o outro lado através de uma ponte, mas a condição foi que não poderia olhar para trás.
O homem lá passou a ponte, entrupido de tamanha derrocada de pedras.
Nunca mais se ouviu falar da dita ponte. Mais tarde arrependido e com remorsos do sucedido, encontrou o sacerdote e contou-lhe a história. O sacerdote vendo o arrependimento do homem por tanto mal que tinha feito, chegou perto do local da dita ponte, fazendo-a aparecer através de um exorcismo no meio de um cheiro a enxofre.
Todos os anos os aldeãos das redondezas fazem uma festa, que é a queima do diabo, onde ao lado da ponte erguem um pelourinho para queimarem o diabo.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Serra do Alvão - Lamas de Olo e Fisgas de Ermelo















































Em plena serra do Alvão encontra-se a Aldeia de Lamas de Olo, bem lá no alto da serra, encontra-se a aldeia de Lamas de Olo.
É curioso como ainda se pode encontrar casas de telhado de colmo, feitos de palha de centeio, que tornam as casas frescas no verão e quentes no inverno.
Após uma conversa agradável com uma aldeã, em que falamos sobre a escola que fechou, provocando que as crianças tenham que se levantar muito cedo para irem para a escola de Vila Real. Lá me foi dizendo que já existem muitas crianças em Lamas de Olo, o que não compreende o porquê da escola estar fechada.
Por entre as ruas da aldeia íamos cruzando com habitantes locais que nos comprimentavam sempre com um sorriso nos lábios.
De seguida fomos visitar as Fisgas de Ermelo, numa paisagem deslumbrante, onde as águas do rio Olo se precipitam do alto da montanha numa queda de água impressionante.
Ficamos maravilhados com a paisagem da região que merece ser vista pelos amantes da natureza.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Encontro de águas - Peneda- Gerês





É sempre gratificante caminhar pelos trilhos da Peneda-Gerês.
O ar é simplesmente puro. O encontro de águas, são dois rios da zona, que se juntam para depois correrem num só lençol de água.
Esta pequenina rã deixou-se apanhar sem problema nenhum, para depois de analizada, ser posta novamente na sua liberdade por entre águas límpidas da serra.
É sempre agradável voltar a encontrar estas terras do norte de Portugal, que são um cartaz natural de quanto de belo existe no nosso país.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Água, fogo e ar

Dois elementos da vida que se quadunam com o homem. A água está aos nossos pés e o fogo do sol começa logo bem cedo pela manhã, aquecendo a terra e o mar, para que o homem tire seu usufruto.
Nestes dois elementos juntamos o ar, para que fique completo a existência da vida na terra. Todos estes três elementos essenciais à vida podem nos pregar partidas fatídicas, mas também na maior parte das vezes proporcionam-nos momentos únicos de contemplação da natureza.
Ao nascer do sol, desperto para o dia, de agradecimento à vida, que me faz sonhar por dias felizes e de satisfação.

sábado, 22 de agosto de 2009

Terras de Castro






















































São lindas as terras de Castro Laboeiro, onde o verde invade os maciços graníticos destas terras serranas.
Desde a Porta de Lamas de Mouro até Castro Laboreiro, a natureza está em plena harmonia com as populações castrejas.
Os equinos da raça protegida garrana, circulam livremente pelos prados e montes, como se de estado selvagem se tratasse. O cão pastor Laboreiro sempre atento ao rebanho, é dócil e pode-se muitas vezes vê-lo vaguear pelas ruas dos povoados. Alguns usam coleiras com picos, pois nos povoados masi isolados, o lobo ainda aparece para fazer estragos nos rebanhos.
Os rios nesta zona da Peneda-Gerês, dianbulam por entre águas, puras e cristalinas.
Ainda se pode encontrar fornos comunitários, como é o caso na aldeia do Rodeiro, bem perto de Castro Laboreiro, onde se cose o pão como manda a tradição.
Esta zona única do norte de Portugal, onde a poluição não tem lugar, é um local ideal para carregar baterias, para enfrentar o stress da cidade.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Aldeias de Xisto - Serra da Lousã












































































Em plena serra da Lousã, visitei duas aldeias preservadas, onde só se chega por caminhos florestrais em terra batida. Não foi facil lá chegar, o carro ía carregado, quase todo o percurso foi feito em segunda velocidade, tal era a elevação dos caminhos percorridos. Começamos por visitar a aldeia de Taslanal em franca fase de recuperação das caracteristicas arquitetónicas originais.
Lá encontramos uma senhora chamada Ti Lena que nos convidou a visitar o seu restaurante típico, onde nos deliciamos com um cabrito assado serrano. É incrivel como no meio do nada, edificavam estas contruções em sucalcos.
Continuando o percurso serrano, mais ao menos a cinco quilómetros para sul, já em estrada asfaltada, passamos pela aldeia de Candal, também ela imponente.
Foi o realizar de um sonho antigo visitar estas aldeias, que pensamos um dia voltar com mais tempo, para saber mais destes lugares perdidos na serra da Lousã.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Fuzeta


























Ao nascer do dia, começa a faina do mar dos pescadores da Fuzeta.

Gente simples e de trabalho árduo, que através de muitas gerações, vão mantendo as suas tradições e modo de vida.

Repartem o mar e a ria que lhes vão dando peixe e bivalves, como a ameijoa que apanham nas areias da ria quando a maré está baixa.

Apesar do sector das pescas já ter conhecido melhores dias, esta gente sobrevive à custa de muito trabalho e dedicação.

É sempre um prazer ver o dia nascer na tranquilidade das manhãs, onde o silêncio paira, ouvindo só o barulho dos motores dos barcos, que navegam em direcção ao mar, trazendo o sustento desta gente boa.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O fotógrafo do cavalinho


É verdade! Ainda existem estes Senhores fotógrafos que resistem ao tempo da era digital.
Quando encontrei este Senhor, veio-me à memória os tempos em que tudo era feito com muito cuidado e dedicação.
Os banhos do papel fotográfico em emulsões químicas, o aparecimento da imagem no papel, enfim, toda a arte artesanal que se foi perdendo através da evolução tecnológica.
Quantas crianças não se terão sentado naquele cavalinho do fotógrafo? Outrora fazia o seu modo de vida, deixando recordações em muitas famílias.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Rio de Onor






















Esta povoação fronteiriça perto de da cidade de Bragança, em tempos aldeia comunitária, mantem certos traços originais de aldeia remota transmontana. Não vai assim à muito tempo que os portugueses tinha terras em Espanha e os espanhóis com terras em Portugal. A moeda quase que não era utilizada, limitavam-se a fazer trocas de géneros alimentícios. As mulheres lavam a roupa num lavadouro comunitário, hoje recuperado. Por baixo das casas ficavam as cortes dos animais que aqueciam as casas no rigor do inverno. Ainda hoje guardam lenha junto às casas para se aquecerem e até por vezes cosinharem. Devido à grande afluência de turistas, os aldeões, sentem por vezes constragidos pelas máquinas fotográficas. A beleza da zona é ímpar, com o rio Onor a passar pela aldeia e uma calmia para quem quer descançar do stress citadino.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Casa do Menino Jesus em Pereira - Mirandela

A casa do Menino Jesus em Pereira - Mirandela, é uma obra notável das Irmãs Franciscanas, que se entregam de corpo e alma, às meninas carenciadas que por lá são acolhidas e educadas para uma vida com toda a dignidade que todas as crianças merecem. Crianças oriundas de famílias pobres, com fracos recursos económicos, têm nesta casa um amparo e educação escolar do primeiro ciclo básico, podendo depois seguir os estudos em Mirandela, sempre com o apoio das Irmãs, que conseguem mesmo que algumas cheguem ao ensino universitário.
De uma dedicação sem limites estas Irmãs em tempos passados passaram dificuldades de várias ordens em que eu próprio fui testemunha.
A irmã Nascimento nossa amiga de longa data é, desde há muito tempo a grande mentora desta casa, acolhendo todos os beneméritos e pessoas em geral com muito carinho e amor.
Não me esqueço e nunca esquecerei esta casa que muitas vezes me serviu de retiro espiritual para poder enfrentar as contrariedades da vida.

Aproveito para agradecer o acto generoso da empresa Gente Miúda de Barcelos pela doação de vestuário para as crianças da Casa do Menino Jesus.

O meu muito obrigado.