domingo, 8 de novembro de 2015

Percorri as estradas que não conhecia em busca de te encontrar… Encontrei-te deitada num leito que não era o meu, mas mesmo assim continuei a viagem em busca daquilo que sabia não acontecer. Os troncos de velhos carvalhos prostravam por terra, esquecidos num tempo que não era meu.
Que vida teriam eles levado para ficarem esquecidos na berma da estrada? Certamente aqueles centenários troncos tiveram a sua história que eu não consegui desvendar, mas serviram para me levar a contínua viagem em busca de um sonho que ficou simplesmente por aquela aventura maluca.
O acaso não aconteceu, nem era previsto acontecer, só mesmo na minha cabeça sonhadora.
Desço um pequeno caminho, onde os rodados do meu carro estavam no limite. Aquele caminho levar-me-ia a um lugar esquecido no tempo, onde histórias e vidas por lá passaram e foram passadas de geração em geração sem conhecimento público. Tentava perceber a negrura daquelas vidas que por lá passaram… Deixei o coração me levar àquele sonho que não aconteceu, porque não tinha mesmo que acontecer. Não estava preparado para o receber, talvez não tivesse o direito de o receber.
Depois de ver as águas cristalinas do rio que banhava aquele lugar mágico, entendi que aqueles troncos de carvalho prostrados na berma da estrada eram sinais do tempo daquele lugar que me viu chegar e partir num singular respeito.
 
"Pelos olhos de um novo povoador"
Q.A.