terça-feira, 3 de novembro de 2015


Como penso que já tenha dito, o meu 25 de abril de 1974, continua por realizar. Tento todos os dias fazer com que ele seja uma realidade viva, sem imposição do quer que seja. Pretendo voltar à minha liberdade de pensar e agir conforme o bem comum. Não quero ver que o meu semelhante está a ser injustiçado por agiotas e oportunistas, não quero ver crianças a serem maltratadas, mulheres a serem violadas pelos maridos, idosos abandonados nos hospitais. Não creio que vai ser um regime socialista que vai acabar com tudo isso, nem um regime de direita. Temos que lutar pela justiça social, pela melhor distribuição de riqueza, mas acima de tudo, a mentalidade dos portugueses terá que mudar radicalmente. Acabar com conceito dos prefixos de Drs., Engos.,. Ninguém é superior a alguém só porque tem um prefixo de licenciatura ou doutoramento. Pode ser considerado importante mediante o seu mérito no trabalho ou na sociedade, nada mais.
Elevar os idosos a verdadeiros sábios da sociedade, protegendo-os e enaltecendo-os como os verdadeiros resistentes da sociedade contruída. Proteger as crianças, educando-as de forma inteligente e equilibrada, pois uma verdadeira educação das crianças será um futuro promissor para a nossa sociedade. Não ver a mulher como um ser inferior ao homem, já é uma grande mudança de mentalidade que urge acontecer na nossa sociedade. Toda a mulher tem uma intuição inteligente muito mais avançada e apurada do que o homem, e isso deveria ser aproveitado, recorrentemente, na nossa economia, nos cargos administrativos, tanto das empresas privadas como cargos públicos.
Toda a nossa sociedade necessita de transformações sociais de fundo. Estas mesmas transformações não podem ser feitas à custa dos partidos políticos, terá que ser a sociedade civil em todas as suas mais-valias a encontrar as soluções para a mudança a médio prazo.
 
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