quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Naquele dia passeie pela laje fria, debrucei-me no miradouro e contemplei a paisagem, o verde das montanhas e a imensidão do ar fresco e puro. Olhei em redor e tudo me pareceu eterno, como se o mundo nunca mais fosse acabar. Alonguei a visão e senti o calor da humanização no vale outrora fértil. Nunca pensei que estivesse finalmente numa casa que nunca tinha pensado que fosse a minha. Era aqui que eu me identificava como um ser imperfeito em busca da felicidade, era aqui que os meus sentidos se tornavam reais.
Respirei fundo no meu debruçar sobre o miradouro raiano, e fiquei como se tivesse rejuvenescido. O ar fresco da montanha dava-me nova vida, uma vida que sempre desejei, e agora, mais perto, mais dentro de mim fiquei.
Q. A.