segunda-feira, 3 de março de 2014

Capítulo XXX - " A Carta nas Quatro Estações "

Gostava de contar-te o dia do amanhã, mas não posso, não sou capaz. Pensar que amanhã vai ser assim ou assado, sai-me sempre em saco furado. Basta um desvio das minhas intensões para tudo mudar, ser diferente. Quero viver num tempo presente para não ter desilusões a olhos vistos. As minhas previsões raramente são exatamente aquilo que pensava. Há uma certa dependência de decisões de terceiros que estão envolvidos com a minha vida, que condicionam, em parte, todas as minhas decisões. Não é a mesma coisa como prever a meteorologia para o dia seguinte. O meu espaço físico-mental tem as suas condicionantes. Quando faço projeções futuras, vejo um tempo muito longínquo, onde parece que nunca mais chega. Dessa forma, não quero entrar em desespero por um dia, que na realidade não sei se chegará. Será sempre um imprevisto. De uma coisa eu tenho a certeza, é que a próxima estação do ano, virá e dar-te-ei o meu sentir eloquente sobre a minha relação com a natureza em transformação cíclica. Gostava muito de falar-te do meu futuro, mas não posso, não devo, porque nunca será como possa imaginar, será sim, como o Altíssimo o bem entender.

by Quito Arantes
excerto

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