terça-feira, 11 de março de 2014

"A Carta nas Quatro Estações"

Capítulo XXXI

Dizes-me para renascer, amiga. É mesmo isso que vou tentando, um renascer de novas vivências onde a vida se torne menos imperfeita ao meu olhar. Deixarei que os ventos do norte me anunciem novas madrugadas de ternos sentimentos. Não posso deixar que as adversidades tomem conta de mim. Encontro na natura respostas à minha génese que flui para encontros harmónicos, neste renascer de apontamentos com o meu norte, como se estivesse num perpétuo caminhar.
Sabes amiga, já estive perto da minha estabilidade emocional, mas a cada momento ela foge, e lá vou eu ao seu encontro, caminhando sempre nesta viagem de emoções. Serei sempre um caminhante, ou então um cavaleiro andante, onde, por vezes, faço “tripas corações”.
Nesta viagem pelas quatro estações, levo até ti, as minhas vivências que as vou traduzindo, pela madrugada, em singelas palavras sentidas. Quero dizer-te que estas minhas palavras, por vezes, com discernimentos pouco habituais, são, efetivamente para memória futura que poderão ser analisadas por quem de direito.
Agora que a primavera se aproxima a passos largos, e certamente, num renascer em novo ciclo, advinham-se florescimentos vivos de encantos. Deixarei que o tempo tome conta de mim para assim renascer em simbiose com a natureza. 

By Quito Arantes