terça-feira, 10 de dezembro de 2013

ATÉ SEMPRE!


Levar a vida com arte, não era para qualquer um. Mas Adolfo, que trabalhara toda uma vida como trabalhador indiferenciado, engolindo todo o tipo de “sapos”, aproveitara, conscientemente, a oportunidade que a vida lhe ofereceu para se tornar naquilo que sempre ansiava
Abdicou do supérfluo, do conformismo social, de uma vida estável, para lutar pelos seus objetivos. A cidade já não lhe dizia grande coisa, os carros a redopiarem nas estradas superlotadas, a poluição sonora, aquele frenesim que tanto motivava as pessoas, já nada lhe diziam. Queria vir à cidade quando fosse estritamente necessário, e só isso. Queria estar na sua aldeia adotiva, sentir o vento, a chuva, a neve a cair em brancos flocos que cobriam a natureza de uma brancura fresca pelas manhãs de inverno, onde do seu escritório, observava pela janela do seu contentamento.
Aquela vida solitária, em que ele não assumia como tal, era interrompida por visitas de novos amigos, que passavam por lá, para saber dele. Ficava feliz pelas visitas, tecia longas conversas, e às vezes apresentava cozinhados que eram uma delícia para seus amigos. Podia até ser problemático, mas era amigo do seu amigo. Tentava compreender os anseios de quem lhe estavam próximo.
Adolfo vivia como se o dia não tivesse amanhã, como se o presente fosse infinito. Acordava de manhã, muitas vezes ainda o sol não raiava, e fazia com que o seu dia fosse uma vivência imprescindível. Gostava de dar passeios pela aldeia, redescobrir novas coisas que do nada surgiam para seu contentamento. Ninguém lhe complicava a vida naquela nova residência, toda a gente o respeitava por aquilo que era: “ O Escritor “ era assim que era conhecido na aldeia, ou então de um a forma mais sarcástica, um “Pelica”, que era aquela pessoa que vinha de fora da aldeia, novo residente.
 
In " Até Sempre!"
excerto, a editar
Quito Arantes

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