terça-feira, 27 de outubro de 2026

Já agora!!!

Tenho seguido com atenção todo o movimento pela habitação em forma de manifestação de protesto nas ruas. Claro que é legítimo o descontentamento das pessoas com a crise na habitação. Agora tornar isso como forma de impulso de arma política de quem não consegue nas urnas, democraticamente, impor os seus direitos, já é outra coisa. É mais que evidente que por de trás destes manifestantes está a extrema-esquerda, falida e sem expressão de relevo eleitoral. Penso que querem simplesmente através do caos mudar o curso democrático das coisas. A história recente das democracias diz mesmo isso. Já não estamos no princípio do século XX, onde as convulsões sociais levaram à miséria e a milhares de mortos inocentes em países comunista. Agora, os tempos são outros e a democracia representativa fala mais alto do que pequenos grupos revolucionários que querendo obter pela desordem pública os seus objetivos.

Não sei se estou a fazer-me entender, porque no fundo desta hipotética revolta popular, temos que concordar que não passam duma ínfima minoria que se está a manifestar. Então, o que são alguns milhares de pessoas num universo de dez milhões? Aqui é que está a questão fulcral. O povo português não quer insurreição na rua, porque se fosse esse o caso, estariam milhões na rua, coisa que não é de forma alguma o caso. 

Há uma crise na habitação? Sim! Existe, mas, não existe uma bola de cristal para resolver de um dia para o o outro, é uma coisa que leva o seu tempo e não há remédios imediatos para a resolver. Tivemos décadas a assobiar para o lado sobre este assunto e de um momento para o outro entraram em Portugal cerca de um milhão e meio de pessoas. Quem acha que consegue resolver esta questão demográfica que venha a público dar a sua solução.  

Toda a gente quer viver no litoral, nas grandes cidades, mas como era de esperar as grandes cidades estão sobrelotadas e já é mais que tempo de pensar no país como um todo. Quando apostarmos num país como um todo, aí sim, o problema da habitação será resolvido a num espaço temporal aceitável. Que se crie condições logísticas, económicas e empresariais para que as pessoas possam ir para o interior. A qualidade de vida não está nas grandes cidades onde a especulação imobiliária é enorme. Quando tivermos a coragem de pensar Portugal como um todo, aí sim, teremos o problema de habitação, praticamente resolvido, doutra forma, não vejo fumo branco a sair do parlamento português.  

 


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