Nestes tempos de incertezas a vários níveis na sociedade portuguesa, tenha a sensação que continuamos a ser um povo de brandos costumes. O aumento sistemático do preço dos combustíveis poderia dar lugar a uma revolta popular, mas, nada disso acontece. Até que ponto a população portuguesa está disposta a tolerar o saque aos seus bolsos? Não creio que haja margem para novos aumentos dos preços dos combustíveis, sobre pena de o povo dizer: basta, não aceitamos mais! Os brandos costumes têm os seus limites e estamos muito perto de um alinha vermelha traçada pelo povo.
Os preços dos bens essenciais não estão em linha com os redimentos dos trabalhadores portugueses, que asfixiam o seu bem estar para cumprirem as suas obrigações nas despesas mensais.
Não percebo qual é o medo de fazermos reformas estruturantes do Estado, pois continuamos presos a velhos do Restelo que teimam em manter tudo como está para favorecer caciques e interesses partidários. Vejamos o que o futuro nos aguarda, mesmo sabendo que os tempos são de mudança e novas formas de estar em sociedade serão um facto irreversível que não poderemos ignorar.
Teremos que estar conscientes, principalmente os nossos governantes que o povo é soberano e contra a vontade do povo não existe quem o possa deter.
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