quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O inverno do nossso descontentamento

Vem o frio, as geadas, as chuvas frias, os dias mingam, como se não quisessem que o sol paire sobre os nosso corpos enregelados.
Esta teia que nos acomoda a ficar por casa, resguardados das intempéries, também pode ser uma boa forma para refletirmos sobre as nossa condições de vida e o que queremos para o nosso futuro.
Claro! Se estivermos à espera que sejam os políticos parlamentares ou governativos a  ajudar-nos, pois, poderemos tirar o cavalinho da chuva que andaremos sempre com uma mão `afrente e outra a traz. Nunca vi gente tão mentirosa impunemente como politico, e o que é certo quando deixam os governos vão sempre para altos cargos de administração de empresas. Um vergonha.
Gente a passar mal, com pouco para comer e sustentar os seus filhos e esses cabrões ostentam-se nos topos de gama pagos pelos contribuintes. Razão tinha o Grande Eça de Queirós:
 "O país, que tem visto mil vezes a repetição desta dolorosa comédia, está cansado: o poder anda num certo grupo de homens privilegiados, que investiram aquele sacerdócio e que a ninguém mais cedem as insígnias e o segredo dos oráculos. Repetimos as palavras que há pouco Ricasoli dizia no parlamento italiano: «A pátria está fatigada de discussões estéreis, da fraqueza dos governos, da perpétua mudança de pessoas e de programas novos.»"
Eça de Queirós, in 'Distrito de Évora'  

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