terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Num passeio de família, há quarenta anos, passei um domingo nesta bonita terra, Castro Laboreiro. Tinha caído um forte nevão na véspera, e na sua beleza de montes e vales cobertos pela brancura cristalina da neve serrana, pude constatar que um dia, talvez, fosse o lugar de eleição para voltar.
O tempo foi passando, anos e anos, incaracterísticos, onde nada se resolvia e tudo se complicava na pequena cidade materna. Até que num ato, dito de loucura, pelos mais céticos, subi novamente à serra do Laboreiro para nunca mais deixar de retornar a este lugar mágico.
Numa reflexão profunda da minha vida, senti que era este, realmente, o meu local de eleição para viver. Na primeira oportunidade que tive, carreguei o carro, e com toda a convicção que me era devida, fixei-me logo no primeiro lugar de Castro Laboreiro.
A serra, as gentes, os costumes, as tradições, são tudo o que de melhor poderia encontrar. Mesmo sendo um estranho, obtive a confiança desta gente, que tão bem me acolheu.
Não é fácil viver na serra, onde tudo falta e tudo há, dependendo do conceito de vida que queremos.
Por vezes recuo no tempo, não por saudosismo, mas para compreender melhor o meu presente. Um presente que soube escolher, segundo a minha conceção de vida. O futuro só pertence a Deus, e com Ele sempre quis estar de bem.
Q. A.

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