quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

" A Carta nas Quatro Estações "


Capítulo XXVIV

Hoje acordei pela madrugada, fui à janela, e estava, mais uma vez, um manto de neve. A minha pequena ruela, em frente de minha casa, voltou a ficar coberta pelos flocos de neve.
Realmente este inverno está a ser atípico, segundo meus vizinhos. Já não se lembram de um inverno assim tão rigoroso. Para mim, é um teste à minha capacidade de resistir a estas adversidades. A caminhar assim, a lenha não vai chegar, não sei até quando este frio gélido vai permanecer.
Estou a voltar ao meu ritmo madrugador. Deito-me quando as galinhas do meu vizinho e acordo antes do galo cantar. É assim que me tenho sentido melhor, e a escrita rende mais. Amiga! Tudo podia ser mais belo, se os homens que mandam neste mundo, não fossem tão gananciosos e pretenderem o estrelato a qualquer custo. Uns querem os holofotes da fama, outros a ostentação da riqueza, querem tudo o que lhes vai na mente, sem olhar a meios. As coisas fáceis nunca foram sinónimo de boas práticas, mas eu aqui, neste fim de mundo, ou princípio, como lhe quiseres chamar, só me entendo com a simplicidade das ações, para complicado, já chegou a vida que levei, durante muitos anos. Agora na carência do amor, ajoelho-me e peço a Deus que me vá iluminando para uma melhor e abençoada vida com as pessoas que me são próximas e fazem de mim um novo homem.

" Há sempre um sinal a contemplar-nos para um novo caminhar "
Bom dia!!!
by Quito Arantes