sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

" O Homem da Cidade "

Ele estava com um grande dilema; por um lado queria estar perto de Joana, e por outro lado, queria refazer a sua vida naquela aldeia, mas a amiga estava colocada a uma distância considerada que criava uma barreira entre os dois. Teria que resolver aquele dilema, não fazia sentido, construir uma nova vida longe que quem amava.

Naquela aldeia, perdida no alto da serra Amarela, tinha certamente uma vantagem no meio de muitas limitações; o ar era puro, a poluição sonora não existia, e a tranquilidade dos dias era de meter inveja a qualquer um. Podia levantar-se pela manhã e sair de casa, sem ver um único carro, sem ver uma única conversa de afronta à integridade moral. 
Aquela decisão de deixar a cidade para se integrar no meu rural, não recebia a concordância completa da sua tia. Ela achava que era um problema existencial que seu sobrinho tentava resolver.

In "O Homem da Cidade"
Quito Arantes