terça-feira, 12 de novembro de 2013

"A CARTA" - Outono



Não quero desistir dos meus sonhos, são eles que me fazem caminhar, sem me perder pelo caminho, vou buscando todo o sentido das coisas simples, que me vão acontecendo. Pequenas conversas, com os naturais da minha vila, fazem-me crescer dia após dia. Não quero luxos, quero uma vida digna com um pouco de conforto, onde meu trabalho se desenvolva fluentemente, muito embora o meu amigo Fritz não me deixe trabalhar como desejaria. Mas, “c´est la vie”, não se pode ter tudo.
 Ando com os sonos trocados, mas o importante é que durma as horas necessárias ao meu ritmo biológico. Gosto de acordar a meio da noite, e me dar uma vontade enorme de me pôr em frente ao computador e escrever esta carta que, pelos vistos, vai ser longa. Não passará de uma carta, onde o diabo não possa entrar, e percorrerá as quatro estações. Foi assim que me propus, amiga! Serão ventos de outono, inverno, primavera e acabarei em pleno outono, belo, onde comecei por te escrever as primeiras palavras. É esta partilha de emoções que me surgem a cada pensamento, e como dizia, a diabolização não vai fazer parte destes escritos.
Quero sentir as quatro estações como nunca senti, e de alma aberta, dizer-te o que vai no meu íntimo, sempre sem assédios ou coisas do género. É a nossa amizade que quero que prevaleça.

In "A CARTA"
EXCERTO
QUITO ARANTES