quinta-feira, 15 de abril de 2010

O Pintassilgo das Terras Frias

Sempre vigilante, o meu amigo Pintassilgo, aos primeiros raios de sol, elevava o seu canto em toda a área envolvente. Acordava ao seu canto que, numa sensação hipnótica, levava-me a observar as suas profecias nos arbustos. O canto prolongava-se todo o santo dia, não tinha descanso, era tempo de acasalar, procurando atrair uma parceira para o seu acasalamento.
É primavera, é tempo de procriar, o meu amigo, vai deixar saudades.
Bem cedo, pela manhã fresca primaveril, o meu amigo Pintassilgo, dava azo à sua tarefa do dia a dia, encontrar parceira para o acasalamento. O seu canto dobrado de uma musicalidade ímpar, lavava-me a passar tempo, olhando as suas profecias. No seu habitat natural, com a sua mascara vermelha na cabeça, distinguia-se das outras aves no seu esplendor.

O dia chegou ao fim, o meu amigo das manhãs do fim de semana, repousou.
Fiquei maravilhado com a acalmia daquele local das terras frias, que espero lá voltar sempre que me seja possível. Guardo no coração este elemento da natureza que refrescou a minha mente.