terça-feira, 6 de junho de 2017

Não sei se há crescimento ou aumento da dívida

Fico a pensar se todo este crescimento económico e diminuição do défice não passa de um grande balão de oxigénio, pronto a arrebentar a qualquer momento… Até pode haver aumento do consumo interno, com o aumento de salários e reposição dos cortes nos salários da função pública. Mas que diabo, as metas do défice só são obtidas porque houve um grande aumento dos impostos indiretos. Os portugueses não ligaram muito a isso, mas foi mais uma grande machadada na classe média baixa, e por este caminho caminhamos para  um Brasil, onde teremos riqueza extrema e pobreza extrema.
Falando um pouco de história recente da europa, não vejo onde a esquerda socialista teve sucesso governativa, até porque a maior parte dos países evoluídos europeus estão todos a virar para a direita moderada. Por alguma razão deve ser, mas nós teimamos, muito embora tenhamos a experiência de mais de metade da nossa democracia com governos socialista que desgastaram as finanças públicas e fizeram com que os partidos mais à direita fossem tomados como os maus da fita, por tentarem pôr as finanças públicas em dia, pedindo sacrifícios aos portugueses.
Este oásis que a esquerda tem levado a cabo, vai dar numa grande derrocada, e depois quero ver o que dirá o mágico Presidente da República que parece viver num país das maravilhas. Quero ver quando a economia europeia não for favorável o que dirá a esquerda das suas  conjeturas económicas… O que o governo anda a fazer é a tapar buracos financeiros, sem fazer obras  publicas necessárias ao bom funcionamento das instituições públicas, como saúde  e ensino. Não basta glorificarem-se com as metas do défice europeu cumpridas, é preciso saber como elas foram obtidas.
António Costa perde-se com mesquinhices de casos particulares de opositores anónimos, mas não se preocupa com Armando Vara que anda por assim como nada fosse, quando foi condenado a cinco anos de prisão efetiva e não cumpriu um único minuto de prisão. É disto que teimo em falar, enquanto não houver Justiça Social neste país seremos sempre uns atrasados com o (Ópio do Povo) futebol, a brilhar para afagar as mágoas de um Portugal bonito para os turistas e triste para os portugueses.

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