quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Fausto Silveira tentava desmistificar a encomenda que o russo tinha feito a Andreia de Falco. Três telas sobre dragões, faziam-no imaginar que algo rocambolesco poderia estar a passar-se. De vez enquanto o inspetor passava pelo trabalho de Andreia para tentar saber mais sobre o russo e que ideias ele tinha dado para os quadros. Mas Andreia pouco lhe podia adiantar a não ser que ele parecia ter um fetiche com um quadro de pequenos dragões bebés que este lhe tinha comprado por ...um preço alto sem regatear.
Fausto Silveira analisou a foto do quadro tentando interpretá-lo como se tivesse a pensar pela cabeça do russo. Talvez na sua ideia houvesse algo de paternal, acompanhado de uma misteriosa vontade catastrófica no meio daquilo tudo, mas eram só pequenas sobreposições. Não queria pensar que estava perante um infanticida. Aliás as suas ligações ao petróleo russo leva-lhe para outros campos menos trágicos. Pensava Fausto Silveira que o russo era mais um dos muitos corruptos da sociedade russa.
in "Como um rio correndo para o mar"
Página 47