sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O desalento do velho do Restelo


O desalento do velho do Restelo

Podia ser mais um imposto, a que nós já nos habituamos. Mas tudo passa por um fisco descaracterizado, sem valor humano, nem pela condição humana. Níveis de desemprego, completamente alarmantes, onde o primeiro-ministro fala de ânimo leve, como se isso não mexesse com a vida dos portugueses.

Queria poder dizer que vamos no bom caminho, mas a realidade não me diz isso. Muita gente a passar mal, sem que haja justificação para isso. O parlamento envolve-se em menus de refeição de afronta a quem passa fome. Staff governativa excedente onde se procura dar trabalho aquém não tem competências para isso, por simples mero clientelismo. Guarda-se um país à mercê dos grupos económicos, sem o mínimo respeito pelo trabalhador, que produz toda a riqueza do país. Poderá haver uma luz ao fundo do túnel, que não é do povo, mas sim de quem obtém lucros da desgraça alheia.

A classe política atual está completamente viciada, falam em nome do povo, sem o consultarem. Querem tirar louros de discursos mediáticos, onde prevalece a arrogância desmedida.

Poderá o povo ter voz? Certamente não será por meio desta classe politica adulterada, mas sim por movimentos cívicos, que são a verdadeira essência de quem quer elevar a sua voz contra este desgoverno que nos sustem.

Continua-se a querer deitar areia nos olhos num povo, martirizado pelas incompetências dos homens do poder, que não querendo abdicar de suas regalias vão tornando este país inoculo e sem perspetivas futura.

A ostentação dos políticos, onde fazem desfilar reuniões e carros topo de gama, é mais uma prova que só olham para os seus umbigos, e em meros discursos inflamados tentam mostrar aquilo que não são na realidade.

Fico a querer que só uma limpeza geral na classe política portuguesa, onde não reste vestígios de imprudências, poderá salvar Portugal deste descalabre em que nos puseram.

A voz ativa de um povo é, a garantia que nada será levada ao acaso. Podemos acreditar em boas intenções, mas será sempre a palavra final do povo que poderá falar bem por linhas tortas.

Deixemos o povo pronunciar-se sobre o que lhe diz respeito, e só assim teremos uma sociedade mais justa e equilibrada.

 

Quito Arantes

14/03/2013