quinta-feira, 31 de março de 2011

Contra medos e consequências

“Contra medos e consequências”


No mercado do trabalho, os trabalhadores por conta de outrem executam as suas tarefas laborais num clima de indiferença e medo da entidade patronal, isto porque nos dias de hoje, com a crise de emprego e pressão psicológica exercida pelas entidades empregadoras levam os trabalhadores a viver um clima de medo pelas consequências que daí advêm. Se falarmos no recrutamento de trabalhadores por parte de entidades públicas, que normalmente sobressai o cariz ideológico do trabalhador e perfil adequado aos interesses partidários do regime político vigente do momento, não é novidade para ninguém que estes factores sobrepõem-se às suas competências, principalmente nos cargos de chefias.


Não poderão assim, os objectivos de prestações de serviços à sociedade civil terem o melhor resultado em benefício da mesma.


Mas a própria luta entre colegas de trabalho para assegurar os seus postos de trabalho e seus estatutos sociais, levam a uma guerra de quezílias entre eles. O perfil psicológico e má formação de integridade estimula os próprios interesses das entidades empregadoras em seleccionar os trabalhadores mediante o contexto de opinião política de cada um.


Ser competente e eficiente no trabalho não é condição principal para ter lugar de destaque numa empresa pública, mas sim a sua esfera de influência e de subserviência com os seus superiores.


Enquanto estas lacunas se mantiverem, certamente não poderemos nos comparar com quer que seja, não temos factores de comparação, a não ser a um país subdesenvolvido que se iguala a Portugal.


É triste dizer, mas basta atravessar a fronteira na nossa vizinha Espanha para notar as diferenças. Estamos encurralados no extremo da Europa, e desde sempre galgamos fronteiras pelo mundo, transpusemos adversidades de toda a ordem, mostramos que ao mundo que somos grandes.


Mas afinal o que estará mal em Portugal? Por mais que custe à classe política portuguesa ouvir a verdade nua e crua só existe uma razão para este impasse social, económico e político; incompetência e viciado interesse dos seus umbigos em manter estes estados de coisas.


Vícios enraizados desde o 25 de Abril de 1974, onde ao fim de uma dúzia de anos de Assembleia da República tem a sua velhice assegurada, mordomias sem razão de existir em função dos seus vencimentos.


Alguém que diga que são infundadas estas afirmações que se preocupe em ver como vive e trabalham os deputados dos países do norte. Gostamos muito de fazer comparações com a europa, mas quando toca a falar de regalias, aí todos se fecham em copas.


Dei o exemplo dos deputados porque no fundo são estes senhores que gerem os destinos do país, tendo elementos do governo ou não.


Não adianta um governo de salvação nacional, porque isso nunca seria possível, tal a carga ideológica que os políticos de hoje têm. Talvez uma reciclagem série e eficaz no conceito de político com responsabilidade governativa futura, poderíamos melhorar o nosso país.


Acordem! Estamos no século vinte e um, o mundo está a sofrer uma transformação social considerável, e quem não pensar assim está deveras morto.


QUITO ARANTES 31/03/2011