quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Quando a realidade é diferente do que se pensa.

 Tenho constactado que as eleições já não são o prato forte dos mídias, pois as tragédias que estão a assolar o país cobrem a maior parte das TVs. Temos um país a duas velocidades, uma a dos políticos que prometem e não cumprem que diga-se de passagem está na génese deles e a outra o país real que não encontra soluções básicas para os problemas essencias dos portugueses. É muito bonito chegar de topo de gama às zonas sinistradas e fazerem os seus ares de preocupação, mas depois a resolução imediata dos problemas não acompanham os ânseios das pessoas atingidas pelas tempestades.

Dar um apoio de quinhentos euros para o próximo mês e de seguida dizer que se amanhem com os seus ordenados é de uma frieza desnecessária. Assim vai o nosso país de brandos costumes que não há meio de mudar. O mais provável é este governo minoritário não chegar ao fim da legislatura, pois o desgaste com o próximo presidente da república vai ser iminente, seja ele quem for. A máquina partidária tanto da esquerda como da direita vai pôr a ferro e fogo o governo que não tem uma estrutura sólida para levar avante a governação. 

A instabilidade governativa dos últimos anos tem sido uma constante e põe am causa as reformas estruturais que o país precisa urgentemente. Sem essas reformas Portugal ficará para trás das grandes opções europeias e continuaremos a ser uns pedintes aos países mais evoluídos europeus.

Por isso digo que a realidade do país é bem diferente daquela que o governo apregua. Também é verdade que enquanto não houver um consenso geral da população à cerca dos destinos do país andaremos sempre a passo de caracol.