sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Casa do Sol Nascente

Há seis anos saí de Barcelos, com um sorriso nos lábios, mas cheio de tristeza em mim.
Subi montes e vales e radiquei-me no alto da serra de Castro Laboreiro. Foram cinco anos e meio de solidão e afetos, nunca antes tidos. Aprendi a não ter medo do que provir. Hoje estou agradecido por ter renascido naquele lugar de Castro Laboreiro, como se fosse batizado nas águas da nascente que brota por estre corgas águas cristalinas.
Muitas vezes vi o sol nascer do meu terraço virado a nascente do planalto de Castro Laboreiro, e cada vez que isso acontecia, algo me dizia que mais tarde ou mais cedo, poderia ver o meu esforço e dor transformados em felicidade. Assim espero que todos os Barcelenses compreeendam que não é nada pessoal, mas sim uma realização do meu eu, que se impõe em mim.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

por Kajsa Ekis Ekman



Quando o futebolista Cristiano Ronaldo confirmou na sua conta do Instagram que tinha sido pai de gêmeos recebeu mais de 8 milhões de 'likes'; 290 mil artigos foram publicados mundialmente sobre o assunto, sendo 71 mil deles com a frase 'muito feliz'. Houve, no entanto, uma coisa que não apareceu em parte alguma

O texto a seguir é uma justa e fortíssima denúncia das barrigas de aluguel, que começa na coisificação da mulher em máquina de fazer crianças e acaba na violação dos mais elementares direitos da criança. Normalmente, fala-se deste contrato de compra e venda “como um modo de ter filhos e não como uma maneira de os perder”, quando na realidade é isso o que acontece.
por Kajsa Ekis Ekman*
Quando Cristiano Ronaldo confirmou na sua conta do Instagram que tinha sido pai de dois gêmeos recebeu mais de 8 milhões de curtidas, 290.300 artigos foram publicados mundialmente sobre o assunto, 71.000 deles com a frase ‘muito feliz’. Houve, no entanto, uma coisa que não apareceu em parte alguma: o nome da mãe.
Quem é? Como foi a sua gravidez e como se sentiu depois do parto? Quantas vezes no dia pensa nos seus filhos que nunca mais verá? Ronaldo nem a menciona, e a única coisa que se sabe dela é que é norte-americana e recebeu 200.000 euros pelos bebês.
No debate sobre a sub-rogação isto é típico. Nos meios de comunicação fala-se de sub-rogação como um modo de ter filhos e não como uma maneira de os perder, apesar de ser isso que separa a sub-rogação de toda a outra forma de reprodução.
E os seus desejos (frequentemente chamados de ‘necessidades’) são abundantes. As mães continuam anônimas, como se fossem trabalhadoras de uma fábrica de bebês. Por vezes, tão anônimas que nem os filhos chegam a saber quem são. Como o filho anterior de Ronaldo. A sua irmã confessa numa entrevista que lhe ocultaram as origens: “nós dissemos a ele que a sua mãe está em viagem. Agora ele não pergunta mais. Uma vez dissemos que ela estava no céu“.
Ninguém parece levantar a voz para o óbvio: isto é um flagrante delito contra os direitos das mulheres e das crianças. Segundo o artigo 7º da Convenção sobre os Direitos da Criança, cada criança tem direito aos seus pais. A maternidade sub-rogada, seja ela paga ou altruísta, viola este direito fundamental.
Na sub-rogação os filhos perdem a mãe e as mães perdem os filhos. Não é acrescentar, é tirar, e como isto é uma indústria (ninguém se pode enganar pelos românticos poemas de mulheres generosas que o fazem gratuitamente – a sub-rogação grátis não chega a 2% dos casos), as razões são econômicas.
Falemos claramente: a sub-rogação é uma venda de bebês. Os ricos compram e os pobres vendem. Não há nada de progressista nem pós-moderno nesta prática: é a mesma velha exploração da mulher e dos pobres.
Ando desde 2006 a estudar o que prefiro chamar de ‘barrigas de aluguel’. Vi crescer esta indústria e os escândalos são cada vez mais frequentes. Como um bilionário japonês que chegou a ter 16 crianças de diferentes clínicas tailandesas – quis chegar aos 100. O que é que um solteiro vai fazer com 100 bebês? Ninguém sabe.
Ou o caso de um casal espanhol que ficou tão triste quando viu que os seus gêmeos não eram dos dois sexos que não quiseram pagar a conta do hospital. A mãe sub-rogada em questão, Kelly Martínez, contou: “tinham pago um extra para ter um menino e uma menina e estavam verdadeiramente desgostosos“. Estressaram-na tanto que ela desenvolveu uma pré-eclâmpsia que pode ser fatal. Não consigo deixar de pensar que este casal agia mais como clientes decepcionados que como pais.
Quando as máfias asiáticas descobriram a lucrativa indústria em 2010, começaram a usar a mesma estratégia que tinham para a prostituição: raptar meninas jovens, isolá-las e usar os seus corpos. Quantos casais europeus tiveram filhos nessas clínicas do Camboja ou da Tailândia que na realidade não passavam de cárceres?
Estes escândalos não são uma exceção que desaparecerá com a regulação. São antes sintomas de uma indústria que converte a mulher em fábrica, as crianças em mercadoria e a gravidez num serviço. São sintomas de um capitalismo sem fronteiras – nem geográficas nem éticas. Vende-se mesmo a própria vida, e a campanha publicitária diz-nos tratar-se de amor e de liberdade.
Assim, externaliza-se para os países asiáticos não só a produção, mas também a reprodução. Agora, qualquer pessoa da classe média europeia pode ter um filho sem passar pelo aborrecimento da gravidez ou de o parir: basta transferir o seu material genético para uma mexicana, ou ucraniana que fique grávida em vez dela. Ela arrisca, ela engorda, ela vomita, ela sente contrações, ela que vai parir e ficar com as marcas da gravidez. Faz tudo o que faz uma mãe – mas nem sequer obtém esse título.
Pode-se estar contra as barrigas de aluguel de muitas perspetivas. Para mim, ser feminista significa que não posso fechar os olhos aos profundos traços patriarcais desta indústria, onde a maternidade é uma coisa descartável, enquanto se sacraliza a paternidade.
As barrigas de aluguel põem em prática frases de Apolo em Oresteia: “não é a mãe quem engendra o que chama o seu filho; não é ela, mas a ama de leite do gérmen recente…“. A maternidade sub-rogada explora a mãe e depois nega-a. Quem fala de sub-rogação como expressão de autonomia nunca viu os contratos onde, precisamente, se anula essa autonomia. Quem decide sobre hormônios, tratamentos, abortos, amniocenteses e o direito de ter ou não ter sexo? Desde que se assine o contrato, os compradores. Não é a mulher.
Além disso, concluo que as barrigas de aluguel constituem o cúmulo do que Georg Lukács chamava a reificação – a coisificação do ser humano. Aqui, trabalhar não se sente como se se vendesse – a mãe sub-rogada vende-se literalmente. Ela não é o apêndice da máquina, ela é a máquina. Ela não vende o fruto do seu trabalho, vende a sua própria carne. A maternidade sub-rogada provoca um curto-circuito imediato na teoria da alienação. É como se todos os outros exemplos da alienação fossem uma metáfora e fosse esta a verdadeira origem da palavra.
Mas talvez baste ser humanista, basta aderir aos conceitos fundamentais dos direitos humanos. Quem é um ser não deve ser comprado nem vendido; especialmente os bebês.
Basta aplicar à prática da sub-rogação as leis que já temos – coisa que, curiosamente, não se fez até agora. A maioria dos países proíbem a venda de pessoas, no entanto, os filósofos fizeram um bom trabalho ao convencer-nos que as barrigas de aluguel são outra coisa.
Mas nos últimos anos cada vez mais países optaram por proibir a prática. A Índia, Tailândia, Camboja e México legislaram contra esta indústria, e o último país a preparar uma proibição é o meu, a Suécia, onde uma sondagem oficial estabelece que a maternidade sub-rogada constitui um risco demasiado alto para as mulheres e as crianças para valer a pena.
Recordamos também que o Parlamento Europeu “condena a prática da sub-rogação, porque socava a dignidade humana da mulher, dado que o seu corpo e as suas funções reprodutivas são usados como mercadoria“.
Espero que a Espanha siga o mesmo caminho. A luta contra as barrigas de aluguel será a próxima grande batalha feminista: se não a ganharmos, o que nos espera é o verdadeiro Conto da Aia [1].
Nota:
[1] Refere-se a um livro com este título da escritora canadense Margareth Atwood, sobre a situação da mulher na sociedade.
*Kajsa Ekis Ekman é uma escritora e jornalista sueca
 




 










 

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    sábado, 16 de setembro de 2017

    "Aquilo que provamos quando estamos apaixonados talvez seja o nosso estado normal. O amor mostra ao homem como é que ele deveria ser sempre."
    Anton Tchekhov

    terça-feira, 12 de setembro de 2017

    Sinead o'Conner calling out Dr Phil''s Treatment Center


    É importante o trabalho de Sinead O`Conner nestas situações, sei bem do que ela fala, já por elas passei.
    Bravo Senhora estou consigo :)
    "Uma procura infinita, meu amor!! Assim não chegamos lá... Em palavras vãs vamos vivendo dias sem porto de abrigo, até que... Talvez chegaremos ao nosso destino de sonho, será? Pouco importa, o importante é continuarmos o caminho."
     
    Peter Quiet
    12 de setembro de 2017

    terça-feira, 5 de setembro de 2017

    ROTULAGENS

    ROTULAGENS;
    Existem coisas que passam de pais para filhos, como por exemplo: Oh! Esse tipo andou metido na droga, esse tipo era um bêbado... Mesmo que tenha sido há mais de vinte anos o rótulo passa de gerações para gerações, sem que se reconheça o mérito de ter ultrapassado todos esses males. Pela frente batem nas costas e pelas costas fazem gato e sapato da vida alheia. Nunca vi nenhum presidente da república condecorar alguém por vinte anos sem uso de drogas ou álcool? Estes são os verdadeiros heróis de vidas sem sentido que souberam dar a volta. São estes anónimos que o patético presidente da república devia dar voz. E não andar nos holofotes das TVs a lançar charme hipócrita
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    domingo, 3 de setembro de 2017

    Sinead O'Connor: Do We Live In A Mentally Ill System? The Trews (E435)


    Vivemos num mundo do politicamente correto. Tudo que seja para quebrar regras preconceituosas e sem fundamentação somos levados de loucos , doentes mentais. Os vigaristas e agiotas continuam impunes, quem tenta criar um mundo mais transparente e sério e levado à loucura. Somos bipolares, esquizofrénicos, psicóticos paranoide... Sei lá tantos diagnósticos para pessoas simples que só querem viver em paz com a vida.
    O sistema está doente, muito doente, e as pessoas estão "mortas" e não sabem.

    sábado, 2 de setembro de 2017

    A Janela Aberta - introspeção

    Este talvez tenha sido o melhor acontecimento das minhas performances.
    Apresentação do segundo livro editado  e exposição de fotografia em simultâneo, foi o culminar de uma época de plena criação artística. Só mais tarde em 2012 em Castro Laboreiro no Hotel Castrum Villae, sobre a chancela de Carlos Oliveira, voltaria a fazer uma performance de efeitos idênticos ou ainda com melhor aceitação.
    Apesar de não haver consensualidade quanto à minha veia criativa, continuo escrevendo, principalmente, agora em Barcelos onde além dos 10 livros editados e + dois em língua inglesa com a colaboração preciosa da Dr.ª Paula Ferreira na tradução dos livros, editei um décimo terceiro livro que poucos ainda conhecem intitulado " Onde está o 25 de abril de 1974? ".
    Como se costuma dizer: em nossa terra nunca nos é atribuído o mérito, talvez a titulo póstumo, e mesmo assim às vezes fica-se pelas bocas do povo, no escárnio e maldizer. 
    Uma pessoa que faz das tripas coração para manter um equilíbrio emocional que a sociedade retrograda tenta a todo o custo levar as pessoas para a lama, não vai ter muita sorte esta mesma sociedade preconceituosa que não dá valor à criatividade artística.
    Neste momento estamos assim: Fátima, Futebol e Pseudo Socialismo...  
     
     

    domingo, 27 de agosto de 2017

    Sinéad O'Connor Live at AB - Ancienne Belgique


    SHE IS A QUEEN!!!

    " OS PICA MIOLOS "

    Temos uma sociedade provinciana, onde o mal dizer alimenta os egos mais ignorantes. Podia haver uma alfabetização de consciências onde os ditos “Pica miolos”, pudessem descarregar suas mágoas sem incomodar quem na vida deles não se intromete. Num rasgo de inteligência parece que estes “pica miolos” gostam de guerras estéreis, picando-se uns aos outros. Mentalidades reacionárias e não precisam de ser de direita para serem reacionárias, porque destas mentalidades também existem com fartura na esquerda “democrática”.  Ninguém se convence que terão de pagar neste mundo pelo mal que fazem ao seu semelhante é  a lei da vida e não há como fugir. Portanto, sejamos mais bonzinhos com o nosso semelhante, não cobicemos o bem alheio, é muito feio a inveja, e o mal dizer. Entreguemos a nossa alma ao amor, só o amor nos pode salvar.
    Por favor não me venham com teorias da conspiração… Hoje, mais do que nunca, temos que salvar Portugal duma anarquia sentimental sem fundamento.

    Gorgua



    sábado, 26 de agosto de 2017

    O meu Castelo em fogo

    E  a noite surgiu, um clarão em forma de Castelo das tormentas. Muito azedume passou pelas tuas pedras gastas de um tempo sem dó e piedade. Masmorras feitas em dor... Celebraram os esquizoides comprometidos com invejas e ciúmes desnecessários.
    Um dia cheguei à conclusão que a luta não era para ser perdida, mas sim para vencer. A esperança de melhores dias nunca chegou ao fim, nem nunca chegará, esse sempre foi o meu lema e que me mantém vivo até hoje.
    Temos que ser fortes como o aço 305 C, melhores do que nunca no combate à mediocridade. Gastar energias no que vale mesmo apena, e não em perdedores famintos de perdas alheias, porque é mesmo disso que eles se alimentam, das perdas alheias. Não ter vida própria é uma chatice, não acham? Ser alcoviteiro é muito feio e aborrecido. Deixemos a aurora nascer, porque o dia nos dirá a verdadeira razão do que andamos aqui a fazer nesta natureza adulterada pelo homem do betão.
    Põe a mão no peito e diz que és um ser que deve ser respeitado pelos homens e mulheres, porque os animais  e a natureza já te respeita e te aconselham a forma mais simples de chegares à felicidade.  Pena é que tu, eu, eles, não a respeitem na sua plenitude. Mas é verdade, é verdade, meus amigos, estamos todos enganados no que diz respeito ao amor, ele está na natureza, não na cidade cosmopolita atrofiante. Olhem de frente para o verde da natureza, para as águas cristalinas dos rios e riachos que escorregam por penedios, olhem as aves nos seus voos magníficos. Olhem a natureza a procriar e a ensinar-nos o que é vida. Sim o que é vida...

    Sinead O'Connor Facebook Video


    Esta sociedade doentia dá cabo de Sinead O´Connor, porque quem é contra o sistema não consegue levar acabo os seus intentos. Desta forma o sistema destrói as pessoas como ela.
    Ela não é bipolar coisa nenhuma, mas sim a sociedade que quer incutir isso nas pessoas.
    Ninguém quer saber dela, é uma grande tristeza. Sinto-me no dever de partilhar este vídeo que vêm do fundo da sua alma.
    São esses cabrões do politicamente correto que destroem as pessoas.
    God save you, my dear friend

    quinta-feira, 24 de agosto de 2017

    O nosso entrudo chocalheiro

    Todos têm um entrudo chocalheiro nas suas vidas. A necessidade de espantar os fantasmas, libertar os medos que aparecendo, e, talvez, numa forma chocalhada, em movimento e sonoramente, levam para longe tudo o que nos vem fazendo mal.
    Temos uma cultura idílica de imagens e objetos aculturados ancestralmente que nos identificam como um povo de crenças profundas, sendo elas profanas ou religiosas.
    Os nossos entrudos chocalheiros apresentam-se durante todo o ano, e não só no domingo gordo carnavalesco. Uns são loucos, outros yuppies, outros meninos bem comportados da sociedade  politicamente correta. Mas no meio desta salada russa podemos encontrar os outsiders que mesmo coniventes com a sociedade vão vivendo um mundo aparte de partilhas conectadas com a psicose paranoide. Sabe-se que mais de dois terços da sociedade atual é psicótica, quer os eruditos intelectuais queiram ou não. O mundo cientifico pode provar isso, com estudos psico sociais ao longo de mais de quarenta anos.
    Um outsider social é sempre um problema sério para resolver. Porque, quem de direito legal pode julgar um ato de criatividade. Os críticos de café e de praça provinciana nunca chegaram a conclusão nenhuma e podem estar a marginalizar génios da sociedade. Por exemplo: Galileu... 
    É bom que chocalhemos as consciências mais conservadoras do regime que só pensam numa igualdade virada à esquerda enquanto fazem vida virada à direita burguesa.
    Foto: #33688ARA

    quarta-feira, 23 de agosto de 2017

    COMO UM RIO CORRENDO PARA O MAR...

    Numa encosta vinhateira do Douro, lá para os lados de Peso da Régua, vivia Joaquim Duarte, homem de lavouras tristes e pouco rentáveis. Homem de boa constituição física, moreno, estatura alta, de cabelos negros e olhos castanhos avelã que penetravam num horizonte, de um dia tentar uma vida nova no grande Porto. Os pais já bastante idosos, já o fecundaram em idade tardia, sendo este o seu único filho.
    Joaquim, depois de uma campanha em África ao serviço do Estado Novo, onde o serviço militar era obrigatório, e havendo só duas soluções; uma era cumprir o serviço militar, que muitas vezes, passava por ir para as províncias ultramarinas, combater um inimigo invisível naquela altura dos anos 50 do século passado. A outra era desertar e sair do país para nunca mais voltar, ou então voltar à socapa, fugindo aos olhos da PIDE/DGS.
    Depois dos três anos de campanha ultramarina, voltou para as terras agrícolas de seus pais, que já não as podiam trabalhar devido há idade avançada. Tinha alguns socalcos de vinha para tratar que lhe dariam algumas pipas de vinho, mas o rendimento líquido era muito pouco. A cooperativa da Casa do Douro dava pouco dinheiro pelas suas uvas. Os pequenos vinicultores eram por vezes, explorados nos seus parcos negócios.
    Um dia cansado daquela vida pobre, resolveu vender as suas terras, aquando da morte dos pais, e rumou até ao grande Porto, com o sonho de uma vida nova e de melhor qualidade.
     
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    terça-feira, 22 de agosto de 2017

    Sinead O'Connor: Do We Live In A Mentally Ill System? The Trews (E435)


    Isto é o que a sociedade faz a quem tem o poder para mudar o mundo para melhor.
    Marginaliza, maltrata, inventam mentiras.
    Sinead O´Connor estou contigo consigo imaginar, um pouco, do teu sofrimento.
    We can´t live in a mentally ill system. Fuck this world...

    segunda-feira, 21 de agosto de 2017

    E depois o que virá!...

    Será aqui neste recanto encantado, na minha casa do sol nascente, que escreverei os últimos manuscritos do poeta escritor, mal amado, que a titulo póstumo será evocado aos quatro ventos, as suas epopeias delirantes inseridas numa realidade inconformada.
    Será aqui, e só aqui, que poderá ter o descanso merecido, aqui na casa do sol nascente, cairão as suas cinzas para ser reencarnado num ser bom a majestoso. Os males cairão por terra lavrada ao som das águias que nos seus piares temerosos percorrem montes e vales.
    Deixai pensar que sou um louco, um parvo sem remedeio, um irresponsável, mas aguerrido para não cair por terra.  Enquanto houver força para andar, continuarei até rastejar no esterco que me criarem. Não deito fora o bem que me fazem, venero tudo de bom que fazem por mim, e tudo que possa fazer para o bem de todos será feito, nada será deixado ao acaso.

    Quito Arantes em língua inglesa

    Tenho duas edições recentes em língua inglesa: The four Seasons and a Townie, e In the house of Le Patriarche.
    Generosamente traduzido pela Dr.ª Paula Ferreira, minha grande amiga que de forma exímia fez com que estes dois meus livros pudessem ser lidos em Inglês.
    Podem questionarem-se quem é Peter Quiet, é nem mais nem menos o meu pseudónimo criado para a língua inglesa.
    The four Seasons anda a Townie é um louvor há natureza na sua forma mais pura que encontrei em terras de Castro Laboreiro, retratando as quatro estações do ano na Serra de Castro Laboreiro.
    In the House of Le Patriarche, só estando publicado em língua inglesa fala-nos da experiência do protagonista da história no seio da "seita" Le Patriarche ramificada por várias partes do mundo. Uma história real e que muitos poderiam testemunhar.

    sábado, 19 de agosto de 2017

    Lagoa Azul

     

    Podia ter acontecido em outro lugar qualquer, mas Deus achou que seria nesta brandura azulada que me daria ser para poder falar por mim mesmo.
    Como o próprio poema diz: O teu conforto em mim, vale o de um sonho que me traz à vida.
    Voltei a dar mais uma volta ao mundo e vim parar ao mesmo lugar, esse lugar é o princípio do mundo, quer eu queira quer eu não queira. A vida é mesmo assim.
    Como costumo dizer: -" Não vale apena perder tempo com coisas que não chegam a ser coisa alguma."

    quinta-feira, 17 de agosto de 2017

    Casa do Sol Nascente - Portelinha

    Certamente voltarei a ti, "Casa do Sol Nascente". Aqui tu fizeste-me renascer das cinzas. Aqui pude sentir a maior das solidões revertida para o renascer da minha alma.
    Foste restaurada à minha medida, ao meu gosto, e há minha intenção de te manter viva no meu coração.
    Guardo em ti memórias inesquecíveis, quase estiveste com a cabeça a prémio, mas num passo de mágica voltaste até mim, para nunca mais fugires.
    Aqui é o princípio do mundo e também o princípio das minha vida.
    Vou-te amar sempre Portelinha.

    Sinead O'Connor - Jealous


    segunda-feira, 14 de agosto de 2017

    Uma bodegada para a bonita cidade de Barcelos

    Ainda hoje elogiei a bonita cidade de Barcelos, para ao fim da tarde deparar-me com este cenário.
    Banco do Jardim Velho, completamente imundo, uma porcaria sabe-se lá feita por quem.
    Não é disto que queremos para Barcelos, pessoas destas devia estar num centro de reinserção, a aprender a preservar o bem público.
    Meus senhores e senhoras, não há respeito, não existe cidadania, não houve educação. Que nos resta para esta bonita cidade. Queremos-lha limpa ou emunda? Hoje fiquei mais triste com isto. 

    AMANHECER...

    Alvorada de verão num destes dias. No meu passeio matinal, onde praticamente só os funcionários municipais aparecem limpando o lajedo da cidade, reflito no dia que estou a viver, entro de fininho por entre o silêncio da cidade que dorme. Resta-me os melros que teimam em andar por perto de mim.
    Normalmente fotografa-se de poente para nascente. Neste dia escolhi fazer o contrário de nascente para poente e o efeito não foi menos bom. A cidade é bonita de qualquer dos ângulos. muito embora haja quem a queira descaracterizar com símbolos e dizeres pouco convincentes.
    Não sei se faço bem ou mal nestes passeios matinais por Barcelos, mas também pouco me importa o que daí possa advir. É só a minha passada silenciosa e o meu olhar atento ao pormenor mais ambíguo, é só isso. O resto são consequências do dia que amanhece para a sociedade realizar a sua economia doméstica.

    domingo, 13 de agosto de 2017

    O teu Outono de encanto

    Espero estar perto de ti neste próximo Outono, Ponte da Fertilidade.
    Os teus dourados enfeitados de choupos não menos dourados guardam em mim a tranquilidade que, por vezes, a perco, no reboliço da cidade.
    Espero sentir o teu ar agreste da serra, onde a natureza é pura.
    Nos resguardos da paisagem respiro a liberdade que me é retirada sempre que Deus assim o entende.
    Não sei do teu Outono, mas espero ver-te, brevemente, mesmo que seja por pouco tempo. O tempo é raro e precioso, e quando o podemos aproveitar da melhor forma possível, não devemos esquecer dessa dádiva.
    Que as mulheres com poder de parir passem por ti, Ponte da Fertilidade, para o bom presságio passar por elas.

    sábado, 12 de agosto de 2017

    ONDE FICA A FELICIDADE...?

    Voltando ao ponto de partida, passados cinco anos e meio, vejo-te, Barcelos, de uma forma diferente, mas não tão ingénua como podereis pensar. A selvática vida citadina levou-me a terras de Castro Laboreiro, por lá construí património ao meu gosto. Não posso nem devo esquecer quem de lá me ajudou, quem de lá me fez feliz,  esquecerei a inveja, mas com essa eu posso bem.
    134 km separam as duas terras que fizeram de mim uma pessoa melhor. Não quero entrar pela política, porque essa é suja, mais obscura que a própria escuridão.
    Entro pelas pessoas, pelos sentimentos, pelo sentido de ajuda e querer o bem alheio...
    Pouco me importa Tokyo, Dubai ou Las Vegas. Não são o meu mundo, são lugares que já visitei, nos livros , nos filmes, em fotografia documental. Interessa-me os meus lugares de eleição: Barcelos, cidade materna e Castro Laboreiro a vila que escolhi para me encontrar como ser humano com sentimentos que devem ser respeitados.
    Nestes 134 km que separam duas realidades distintas descobri o sentido da vida, aquilo que ela me pode dar, o amor que me entrega para eu viver.
    Em cada recanto destes patrimónios antagónicos sincronizo o meu pensamento para as pessoas inseridas num contexto de natureza humanizada. Em cada passo que dou, deixo a minha pegada discreta onde os predadores jamais me encontrarão.  
     

    quinta-feira, 10 de agosto de 2017

    COMO UM RIO CORRENDO PARA O MAR...


    João Paulo reservara uma mesa para o almoço num restaurante na ribeira do Porto, com vista para a foz do rio Douro. Estava um dia ameno de primavera, não fazia calor nem frio, simplesmente um dia normal primaveril. Apesar de haver uma certa expetativa sobre aquele encontro, Andreia estava ciente que não podia surgir um novo amor naquele encontro. Nunca fora de amores à primeira vista, segundo ela, tudo tinha que ter um fio condutor, um motivo, uma razão para acontecer.
    Andreia entrou no metro, foi a até à estação de S. Bento, desceu ruas e vielas até à ribeira. Sabia bem onde era o restaurante, quase todos os seus amigos a levavam lá. Não conseguia assimilar bem aquelas coincidências dos convites para o mesmo restaurante. Talvez por estar na moda, ou talvez porque, possíveis candidatos ao seu coração. Talvez pensassem que aquele lugar era o ideal para conquistar o coração de Andreia de Falco.
    João Paulo queria reaver tudo não era só pretensão de conquistador. Já não a via para lá de 25 anos, iria encontrá-la bem diferente dos tempos de Soares dos Reis, por onde se cruzavam constantemente. João Paulo, no fundo , era um homem solitário, dedicado ao trabalho da pediatria. Gostava de crianças. Para ele a essência da vida estava nas crianças, na sua forma despreocupada e alegre de ver a vida.
    Andreia estava também curiosa com o encontro um jantar de cerimónias onde não existiam intimidades de amigos chegados. Mas tudo podia ser imprevisível, não via João Paulo há 25 anos, certamente estaria um pouco diferente, mais velho e maduro, esperava ela.
     
    Página 57
    Quito Arantes

    SINEAD O'CONNOR / queen of denmark


    terça-feira, 8 de agosto de 2017

    EU...

    Entristece-me a vida pensada no alheio, fico deveras triste quando em meu redor não existe um poder criativo, um dom de amar o próximo, sem inveja e ciúmes.
    Não sei, nem consigo fazer uma introspeção do que é sentir ódio a alguém. Simplesmente fico magoado com tanta mediocridade.
    Passo em passeio pelo quarteirão, ouço o maldizer de fio a pavio e seguramente não me engano no que ouço, salvo raras exceções.
    Admiro o homem ou mulher diferente, não invejo, mas sim, venero e quero aprender da sua sabedoria.
    Um sábio não é um homem comum é alguém que já conhece o fundo do poço e todas as víboras que de lá vivem. Guardo do Ancião toda a sapiência em que me revejo.    

    domingo, 6 de agosto de 2017


    Desde pequenino, que mal sabia o meu destino, nunca tive a perceção de ser um ser único e igual a todos que cruzavam por mim. Deram-me um destino, uma missão neste mundo, que mesmo eu sabendo que não a podia desvendar, achei que tudo podia ser moldado, menos o meu próprio destino.

    Andei entregue ao “Deus dará”, andei por ruas cruas e desnudas. Neste reencontro com a minha alma, fico admirado comigo. Como poderei ser aquilo que ninguém quer que seja? Como poderei entregar a Deus uma alma incompleta? Bem! Vamos por onde a consciência pode andar, vamos, meu amor, por onde tu me elevas. Não deixo ficar nada por dizer, quero ser cristalino como as águas da nascente que me ressuscitaram das maleitas de tornarem-me tímido e deixado ao acaso.

    Recordo as palavras que acrescentaste ao meu saber, agradeço-te de coração o quanto me fizeste crescer.

    Respirei terras bravias, monte e vales, corgas e regatos espelhados na minha alma perdida. Só, simplesmente só, te acompanho desviando o cascalho da estrada da vida, e neste caminhar tentarei encontrar uma razão que me eleve até ti, meu amor!
    Fotografia tirada por Carlos Costa

    Goo Goo Dolls - Iris (Tradução - Cidade dos Anjos)


    sábado, 5 de agosto de 2017

    O CISNE

    Observo a tua beleza e imponência. Cisne da liberdade que fizeste sentir-te caminhando pelas águas do rio Cávado. Não foi hoje , mas é como se fosse, sempre que vejo-te, muitas vezes voltei a esta margem do rio Cávado para te ver, como se os teus movimentos fossem uma valsa de Viena.
    Tenho em ti a memória da minha liberdade, do meu caminhar sem arreios.
    Um dia quando já não puder observar-te, resta-me a memória fotográfica deste belo momento de serenidade. 
    #33688ARA

    sexta-feira, 4 de agosto de 2017

    A porta fica aberta...

    Quero um dia poder voltar há minha casinha mais perto do Céu, sem receios, sem ter que pedir nada a ninguém. Entrar e deixar a porta aberta, como sempre em tempo o fiz.
    Quero um dia voltar a subir a serra com forças para lá me deixar estar, ouvindo o silêncio da neve cair, e sentir o calor do repicar das brasas da salamandra que aquece o meu corpo. Levar-te para a paz, esquecer magoas antigas, deitar amarguras para trás das costas, onde lá não consigo chegar.
    Quero um dia, sei lá! Se um dia chegar, como te digo; a porta está aberta para ti, querida!

    Jeff Buckley - Everybody Here Wants You


    quinta-feira, 3 de agosto de 2017


    Foi dos teus sinos que explicaram a minha alvorada. Todo o sentido do entardecer em tuas sombras fica a lembrança da muita espera do amanhã.

    quarta-feira, 2 de agosto de 2017

    COMO FICAR PARA TRÁS...

    Escolhi esta foto deste pedregulho milenar como símbolo de um Portugal abrutalhado.
    No fundo só terá beleza na sua apresentação exterior, porque interiormente temos um Portugal, obscuro, governado por obscuridade e estranhezas nas suas entranhas.
    Preste a secar os seus fundos de reserva, continuamos a deixar para as gerações futuras todas as incompetências e más gestões dos fundos que nos são entregues de mão beijada. Governados por uma ideologia(s) que é bonita aos olhos de quem não tem responsabilidades com o futuro de um Portugal que se queria desenvolvido, e que estranhamente perece afundado em dívidas nos honorários públicos. É tão fixe ser de esquerda e fazer vida de burguês à custa do Estado que descarrega as suas despesas no contribuinte mais carenciado. Podemos até termos (homens) mágicos no futebol, mas nunca deixaremos de ser uma cambada de incultos, e preparadores da vida alheia. 

    terça-feira, 1 de agosto de 2017

    Até onde vai a pequenez de certas pessoas...

    Fico deveras chocado com a pequenez de certas pessoas.... Vasculhar a vida alheia até ao tutano é mesmo não ter que fazer na vida. Gente completamente oca de capacidades cognitivas, sem sentido de improviso, capazes de achincalhar o mais simples dos seus semelhantes.
    O ciúme, a inveja, a obsessão pelos bens materiais sem olhar a meios para obter fins, chega mesmo a ser asqueroso, repugnante. 

    Birdy - People Help The People [Official Music Video]


    quarta-feira, 19 de julho de 2017

    Quem tem medo da esquerda radical que não saia de casa, pois pode estar a viver novamente o gonçalvismo de 1975.
    Estou a brincar!! Saiam, protestem contra o absolutismo esquerdista, que nos vem enganando nos últimos dois anos.
    Leiam o livro: "Onde está o 25 de abril de 1974?" nem que não seja pela curiosidade no que nele contém.
    À venda no Café Santiago em Barcelos . Av. da Libedade

    quinta-feira, 13 de julho de 2017

    Entrei sem saber se podia ficar. Deixei meu rasto por caminhos já percorridos. Não deixei desfalecer-me, porque amanhã podia chamar a atenção.
    Não quero nem nunca quis ser mais uma abécula. Nesta viagem até ao descanso eterno não pedir-te-ei mais do que aquilo que mereço, até poderei nem pedir absolutamente nada, pois no não pedir é que te posso satisfazer para uma felicidade que perdure.
    Foto: #33688FA

    domingo, 9 de julho de 2017

    Encantado com a entrega sem preconceito, desinteressadamente vens caminhando para mim, sem compromissos, sem obrigações, só tu e eu neste mundo injusto, racista e oportunista. Doí-me ver as lutas sem fim, doí-me a tristeza das crianças e a solidão dos idosos. Tu e eu e o mundo fatídico que espera por nós num saque imperdoável.
    Se um dia ficarmos longe que seja pela alegria que vivemos juntos e nos levou para a frente, sem atrasos...
    Q.A.
    09/07/2017

    sábado, 8 de julho de 2017

    COMO UM RIO CORRENDO PARA O MAR

    Andreia por vezes, falava com os anjos, tinha um sentido espiritual muito para além da religiosidade baseada no discurso dos sacerdotes. Havia um anjo que a acompanhava desde criança, um anjo chamado “Esperança”. Era como um desejo que se ia realizando a seus pedidos. “Esperança”, guiava num sentido da justiça social, de querer o bem em seu redor. Talvez esta forma espiritual que fazia dela nunca desistir dos seus sonhos, a tenha levado a encontrar o caminho que sempre desejara.
    Os dois filhos mais velhos de Andreia; Rafael com vinte e oito anos, e Tiago com vinte e três, viviam na Bélgica. Frequentaram ambos o Erasmo, e por lá ficaram constituindo família. Raramente vinham a Portugal, nem mesmo no Natal. Foi como um divórcio litigioso, um arrancar as raízes que os mantinham a Portugal. Andreia sofria com isso, sentia saudades dos seus filhos, e sempre que quisesse vê-los tinha que se deslocar à Bélgica, até porque já tinha um netinho, o Joãozinho um bonito menino de quatro anos, filho de Tiago. Joãozinho era muito parecido com a avó, nos olhos e na cor de pele. Andreia formara três gerações em pouco tempo, pois era ainda uma avó muito nova, cheia de energia.
    A filhota, Joana, a muito custo aceitou deixar os amigos da infância, mas também ainda não tinha idade para decidir sobre a sua vida. Andreia aconchegava-a nas noites frias, junto à lareira, dando-lhe todo o carinho de mãe galinha. No fundo era o seu pintainho, queria protege-la dos males da sociedade feroz, que levava, muitas vezes, para caminhos sinuosos. Jorge assistia àquela imagem de amor de mãe com ternura. Olhava para elas com vontade de as abraçar, de sentir o calor de mãe e filha.
    PÁGINAS 27/28
    EM CURSO

    sexta-feira, 7 de julho de 2017

    Os gases de Salvador

    Ainda a cerca dos gases de Salvador, acho ridículo e até humilhante a sociedade exigir um pedido de desculpas àquilo que não chegou a acontecer, e foram só meras palavras de improviso, que até o Presidente da República aplaudiu. Quem não deu um peido numa situação menos própria? Acho que ninguém somos humanos, temos necessidades fisiológicas inevitáveis.

    Até porque os críticos de Salvador Sobral não passam de uns frustrados que querem o estrelato comunicacional mas falta-lhes talento que não falta a Salvador. Um jovem de uma sensibilidade fora de comum, um jovem com sofrimento à flor da pele. Um músico, cantor de uma voz excecional.
    Caramba deixem o jovem ser feliz , ele merece isso e muito mais. Talvez tenhamos muito que aprender com este génio, e por favor: - Livrai-nos do mal!!!!

    segunda-feira, 26 de junho de 2017

    Daqui da Aldeia do Soajo, e no meio destes canastros(espigueiros), surgiu também a ideia de seguir mais para norte, até terras Castrejas. Talvez fosse uma leve neblina que pairava sobre a minha alma, e que me dizia que devia ir mais longe, tão longe que todo o meu medo se evaporasse nas encostas do rio Laboreiro.
    Deixei-me levar pelo encanto no alto Minho que levava em mim o de meu provir.
    Hoje fica-me a lembrança de sempre voltar aos amigos que por lá deixei, às terras abençoadas por Deus, à Natureza pura e singela.
    Como me disse uma pessoa amiga: - Já devias ter ido há mais tempo!!!
    Q.A.
    Foto #33688FA

    domingo, 25 de junho de 2017

    Barcelos pela fresca liberdade

    Nesta manhã serena, recordo tua praceta... Onde em tempos me julgaram no teu lugar, sem dó nem piedade. Hoje, passeio livre. Esta liberdade fui eu que a conquistei, e não, os capitães de Abril.

    domingo, 18 de junho de 2017

    O que andamos a fazer!

    Às vezes fico a pensar como a indiferença faz tão mal ao homem. Poem-lhos a pensar porque havemos de ser tão maus, e tão abusadores da desgraça alheia.
    Há gente que, em falta de argumentação, vai buscar acontecimentos de há vinte anos para justificar-se. Vinte anos é um terço de uma vida e para quem não roubou, não matou e nem maltratou o seu semelhante é de uma injustiça atroz andar a passar as informações de geração em geração as desgraças do seu semelhante. É o povo que temos que vive do mau alheio, alimenta-se de intrigas e de falências técnicas dos seus vizinhos. Na hora de dar a mão, são poucos os que aparecem para o fazer, mas esses que aparecem são os verdadeiros humanistas aqueles que podem criar um Portugal melhor mais justo, onde o Amor ao próximo prevalece.

    sexta-feira, 16 de junho de 2017

    O mais recente livro do escritor Barcelense Quito Arantes

     
    À venda no Café Santiago - Avenida da Liberdade -  Barcelos
    ou pelo autor quito.arantes@outlook.pt
     
    De momento está esgotado no Café Santiago, pode pedir por www.amazon.com

    domingo, 11 de junho de 2017

    A grande Caldeirada


    Estamos numa grande cadeirada ideológica. A dita esquerda moderada governa-nos com os tiques estalinistas, maoistas e sem lá que mais... Uma grande caldeirada de ideias e idiotas que pensam ter ideias para um país mais justo. A dívida pública não para de aumentar, e estes iluminados, fazem querer aos portugueses que nunca vão ser chamados a pagar. Já tivemos três resgates e por este caminhar cedo virá outro, que os socialistas não vão ter a quem deitar as culpas.
    Como exemplo da foto, esta caldeirada que nos governa a troca de favores da esquerda radical merecia um banho de calda de sulfato para termos uma colheita mais justa nos próximos anos. À que sulfatar esta geringonça perdida no estado de graça que Marcelo Rebelo de Sousa vai alimentando como nada se passasse.
    Resguarde-se as nossa economias, porque os especialistas em gastar papel (PS), não investem nos cuidados de saúde, na educação, na segurança social. Assim é fácil cumprir metas orçamentais para Bruxelas, sem investimento público, e o país a ficar cada vez mais pobre, muita pobreza nas famílias. Não são rosas Senhor, é o pão que o povo precisa, são dois milhões de necessitados, meu Senhor...

    sábado, 10 de junho de 2017

    Presidente, mas não de todos os portugueses. DIA DE PORTUGAL 10 DE JUNHO DE 2017

    Hoje dia de Portugal, mas não de todos os portugueses, pois Marcelo Rebelo de Sousa não  é o Presidente de todos os portugueses como quer mostrar. Faz demonstrações de afetos e solidariedade para a comunicação social, minada por um socialismo caviar. Não responde a anseios de portugueses que lhes escrevem, não quer saber, quer sim, aparecer hipocritamente nos holofotes das TVs, como se isso alimentasse ou tirasse alguém da pobreza.
    Um Presidente de todos os portugueses, certifica-se que ninguém passe fome no seu país, e pressiona os governantes para que tal não aconteça. Não é dar abraços aos sem abrigos e depois ir comer carne assada com a sua comitiva.
    No dia de Portugal de 2017, estou mais triste, muito mais triste do que nunca. Continuam muitas crianças e idosos e passarem fome em Portugal. Um vergonha, não existe nada para festejar, enquanto estas injustiças sociais continuarem em Portugal.
    No dia de Portugal os políticos e responsáveis governamentais, assim como Marcelo Rebelo de Sousa deviam entregar os seus ordenados do mês de junho aos pobres de Portugal, isso sim seria para festejar.
    Os únicos responsáveis pela pobreza que ainda existe em grande escala em Portugal, são os políticos que nos governam há 43 anos. Que lhes pese a consciência. Que a lei do retorno lhes caia encima.
     
    NB: foto Caritas portuguesa

    terça-feira, 6 de junho de 2017

    Apresentação do mais recente livro de Quito Arantes


    Não sei se há crescimento ou aumento da dívida

    Fico a pensar se todo este crescimento económico e diminuição do défice não passa de um grande balão de oxigénio, pronto a arrebentar a qualquer momento… Até pode haver aumento do consumo interno, com o aumento de salários e reposição dos cortes nos salários da função pública. Mas que diabo, as metas do défice só são obtidas porque houve um grande aumento dos impostos indiretos. Os portugueses não ligaram muito a isso, mas foi mais uma grande machadada na classe média baixa, e por este caminho caminhamos para  um Brasil, onde teremos riqueza extrema e pobreza extrema.
    Falando um pouco de história recente da europa, não vejo onde a esquerda socialista teve sucesso governativa, até porque a maior parte dos países evoluídos europeus estão todos a virar para a direita moderada. Por alguma razão deve ser, mas nós teimamos, muito embora tenhamos a experiência de mais de metade da nossa democracia com governos socialista que desgastaram as finanças públicas e fizeram com que os partidos mais à direita fossem tomados como os maus da fita, por tentarem pôr as finanças públicas em dia, pedindo sacrifícios aos portugueses.
    Este oásis que a esquerda tem levado a cabo, vai dar numa grande derrocada, e depois quero ver o que dirá o mágico Presidente da República que parece viver num país das maravilhas. Quero ver quando a economia europeia não for favorável o que dirá a esquerda das suas  conjeturas económicas… O que o governo anda a fazer é a tapar buracos financeiros, sem fazer obras  publicas necessárias ao bom funcionamento das instituições públicas, como saúde  e ensino. Não basta glorificarem-se com as metas do défice europeu cumpridas, é preciso saber como elas foram obtidas.
    António Costa perde-se com mesquinhices de casos particulares de opositores anónimos, mas não se preocupa com Armando Vara que anda por assim como nada fosse, quando foi condenado a cinco anos de prisão efetiva e não cumpriu um único minuto de prisão. É disto que teimo em falar, enquanto não houver Justiça Social neste país seremos sempre uns atrasados com o (Ópio do Povo) futebol, a brilhar para afagar as mágoas de um Portugal bonito para os turistas e triste para os portugueses.