quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

sábado, 19 de dezembro de 2015

Vou ser um pouco, arrogante e indelicado, mas por vezes, é preciso que certas pessoas leiam e interiorizem, a desilusão que nós sentimos, quando pedimos uma ajuda e é negada por desprezo e falta de competência, quando acham que o trabalho que efetuam é sempre mais importante do que simples coisas, que fazem toda a diferença, como cuidar do ambiente em que vivemos. Se nós não preservarmos o meio em que vivemos, não vamos passar de uns simples selvagens, que estão marimbando-se para o seu parceiro.
Deitar maços de tabaco par o chão que nós pisamos, é hediondo, é não ter o mínimo respeito pelas novas gerações que vão encontrar um planeta mais poluído, mais difícil de viver com saúde. Quem diz maços de tabaco vazios diz papeis, tudo que nos é dispensável.
Eu ainda não atingi o ponto ecológico, como pessoa, mas faço todos os dias um esforço para que isso aconteça.
Os ignorantes chama-me louco, até podem chamar-me o que quiserem, mas nunca poderão dizer nas maiores instâncias oficiais que eu não fiz o devido esforço para cuidar do ambiente.
Nunca se esqueçam; tudo se paga neste mundo, ninguém leva nada por pagar para o Além...
Q.A.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

"O sabonete de alcatrão"
Há coisas que não precisam de explicação, é a lei natural do pensamento.
M. homem que respeito, mas que ainda não passei de um seu conhecido, quando nos cruzamos pelos dias com cor ou sem cor.
Sobe ladeira acima, desce ladeira abaixo, faça sol, faça chuva, vento ou neve. Esguio de uma resistência física invejável, nunca sei qual é o seu objetivo de vida. Ninguém sabe, M. é um homem que as pessoas apenas têm pena da sua infortunada saúde psíquica.
Diz o povo que era um homem muito inteligente, esteve no ensino superior, mas algo se passou na sua cabeça que nunca ninguém me soube explicar ao certo.
Isto é só para situar uma situação de pequenas coisas que fazem toda a diferença. Todos nós temos momento um pouco psicóticos, e quem o negar está a enganar-se a si mesmo. Ninguém é detentor das suas faculdades mentais a toda a hora, porque se assim fosse, como se explicaria crimes passionais, abusos sexuais, etc..
Eu mesmo, considero-me um psicótico em franca recuperação, não violento, mas sensível aos pequenos gestos que fazem toda a diferença.
Existe um preconceito, ou cliché, como quiserem rotular, na sociedade, tanto nas grandes cidades como nas pequenas vilas e aldeias. É importante que possamos compreender o nosso semelhante, tal qual como ele é, sem rodeios e pensar que todos temos os nossos calvários a percorrer.
M. que por vezes até fala comigo, mesmo eu fazendo um esforço para o entender, nem tudo fica esclarecido, porque estou num estado que não tenho acesso ao seu pensamento psicótico. Mas muita coisa eu compreendo, e aprendo com M. aquilo que não poderia aprender com pessoas ditas normais da sociedade.
Isto tudo para dizer que M. depois de ter subido mais uma vez a ladeira, embalado, chegou perto de mim e deixou-me um sabonete alcatrão, novo, na sua caixinha, por usar, e disse: - Não uso, não gosto, podes ficar com ele…
Eu fiquei a olhar para o sabonete de alcatrão, que adoro, e deixei ficar sobre a mesa de pedra onde ele tinha deixado. Mais tarde, não tendo a certeza que aquele sabonete era para mim, e se fazia bem em ficar com ele, voltei a perguntar-lhe: - M. O sabonete é para mim? Respondeu-me: - Sim podes ficar com ele.
Quantas vezes não gostava de comprar um sabonete de alcatrão e não tinha dinheiro para o comprar… Hoje voltei a lavar-me com o sabonete de alcatrão que M. me tinha dado, e no meio do duche quente, pedi a Deus que iluminasse a sua vida para um estado sadio.
Ninguém pode dizer que não precisa deste ou daquele, as circunstâncias da vida mostram que precisamos de todos, todos somos um só. OBRIGADO M.
Q. A.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Olhei as tuas pedras seculares debaixo de um azul celestial que me cobria as memórias de momentos vividos com o teu Senhor, Deus dos homens, das coisas e do meu universo.
Pensei que ao entrar em Teu Templo, meu Deus… ouviria o silêncio da minha alma, num chamamento suplicado. Fui sentindo que ainda não devia estar preparado para me deitar humildemente a Teus pés.
Rodopiei em teu redor, Templo dos meus descansos de alma, e, por tudo, por nada, poderei dizer que não te devo res...peito.
No Teu Templo entrego a miséria do meu corpo, e recolho o fruto maduro da alma que há em mim.
Pode ser que um dia as Águas também sejam deitadas sobre o meu caixão, aquele estranho ser, que escolheu um Povo para se poder encontrar como cidadão respeitado com a dignidade devida e justa.
O Amor… Aqui urge!!!
Q. A.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Naquele dia olhei as águas puras e cristalinas que percorriam o leito do rio. Não era um dia qualquer, era um dia que prometera a mim levar por diante todo o meu objetivo de vida. Olhei como as águas corriam livres contornando os seus obstáculos.
Então num leve pensamento tentei refrescar-me nas águas do rio, e pensar que nada na vida se faz por acaso. Tudo tem um fim, e esse fim não era, no momento, o que queria alcançar. Pretendia seguir o rumo do destino sem final à vista.... Não sabia naquele preciso momento, fisicamente, que rumo levariam aquelas águas do rio cristalino e puro. Olhei, e vi que existia uma ponte sobre o belo rio, e nessa ponte ficavam os meus desejos, para cá e para lá da passagem que me levaria a outro provir.
Foi um sonho acordado, mas que deu para exercitar os meus alcances.
Deixei enxergar os leves desejos e do momento vivido levei todos os ensinamentos que a natureza me pode dar.
Q. A.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Naquele dia passeie pela laje fria, debrucei-me no miradouro e contemplei a paisagem, o verde das montanhas e a imensidão do ar fresco e puro. Olhei em redor e tudo me pareceu eterno, como se o mundo nunca mais fosse acabar. Alonguei a visão e senti o calor da humanização no vale outrora fértil. Nunca pensei que estivesse finalmente numa casa que nunca tinha pensado que fosse a minha. Era aqui que eu me identificava como um ser imperfeito em busca da felicidade, era aqui que os meus sentidos se tornavam reais.
Respirei fundo no meu debruçar sobre o miradouro raiano, e fiquei como se tivesse rejuvenescido. O ar fresco da montanha dava-me nova vida, uma vida que sempre desejei, e agora, mais perto, mais dentro de mim fiquei.
Q. A.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

 
Sinto vontade de visitar a igreja com a qual me tenho identificado. Não sou praticante da missa domingueira, mas contra isso nada tenho. Até é de louvar o esforço solidário do pároco da terra que me adotou, que nos seus poucos fiéis domingueiros, não perde a esperança de levar a palavra de Deus ao paroquianos.
Nesta belíssima Matriz da Nossa Senhora da Visitação passei muitos momentos de reflexão, num silêncio de veludo onde a minha alma pedia conforto.
Estranhamente, certa...s pessoas não compreendiam bem, porque se vai tantas vezes a uma igreja e não se vai à missa de domingo. O encontro com Deus faz-se em qualquer sítio que nos queiramos bem. Nos templos de Deus o encontro pode ser imediato se para isso estivermos predestinados.
Pisar o chão secular da igreja, e nele caminhar em silêncio, é respeitar os nossos entes queridos que já partiram, é um sinal que ainda acreditamos nos homens e mulheres com fé e esperança na vida terrena.
Q.A.

 

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

" Naquele dia tudo parecia se conjugar para dar certo, mas o Tempo, esse infindável Senhor indomável, trocou-me as voltas. O que era dado como adquirido passou a não garantido, e eu, voltei a percorrer as ruas da incerteza, como se tivesse que começar tudo pelo início. São começos e recomeços que levo desta vida onde nada posso dar como garantido.
Como o homem é frágil mediante a vontade do Tempo. "
 
Micro conto - Q. A.

domingo, 8 de novembro de 2015

Percorri as estradas que não conhecia em busca de te encontrar… Encontrei-te deitada num leito que não era o meu, mas mesmo assim continuei a viagem em busca daquilo que sabia não acontecer. Os troncos de velhos carvalhos prostravam por terra, esquecidos num tempo que não era meu.
Que vida teriam eles levado para ficarem esquecidos na berma da estrada? Certamente aqueles centenários troncos tiveram a sua história que eu não consegui desvendar, mas serviram para me levar a contínua viagem em busca de um sonho que ficou simplesmente por aquela aventura maluca.
O acaso não aconteceu, nem era previsto acontecer, só mesmo na minha cabeça sonhadora.
Desço um pequeno caminho, onde os rodados do meu carro estavam no limite. Aquele caminho levar-me-ia a um lugar esquecido no tempo, onde histórias e vidas por lá passaram e foram passadas de geração em geração sem conhecimento público. Tentava perceber a negrura daquelas vidas que por lá passaram… Deixei o coração me levar àquele sonho que não aconteceu, porque não tinha mesmo que acontecer. Não estava preparado para o receber, talvez não tivesse o direito de o receber.
Depois de ver as águas cristalinas do rio que banhava aquele lugar mágico, entendi que aqueles troncos de carvalho prostrados na berma da estrada eram sinais do tempo daquele lugar que me viu chegar e partir num singular respeito.
 
"Pelos olhos de um novo povoador"
Q.A.



terça-feira, 3 de novembro de 2015


Como penso que já tenha dito, o meu 25 de abril de 1974, continua por realizar. Tento todos os dias fazer com que ele seja uma realidade viva, sem imposição do quer que seja. Pretendo voltar à minha liberdade de pensar e agir conforme o bem comum. Não quero ver que o meu semelhante está a ser injustiçado por agiotas e oportunistas, não quero ver crianças a serem maltratadas, mulheres a serem violadas pelos maridos, idosos abandonados nos hospitais. Não creio que vai ser um regime socialista que vai acabar com tudo isso, nem um regime de direita. Temos que lutar pela justiça social, pela melhor distribuição de riqueza, mas acima de tudo, a mentalidade dos portugueses terá que mudar radicalmente. Acabar com conceito dos prefixos de Drs., Engos.,. Ninguém é superior a alguém só porque tem um prefixo de licenciatura ou doutoramento. Pode ser considerado importante mediante o seu mérito no trabalho ou na sociedade, nada mais.
Elevar os idosos a verdadeiros sábios da sociedade, protegendo-os e enaltecendo-os como os verdadeiros resistentes da sociedade contruída. Proteger as crianças, educando-as de forma inteligente e equilibrada, pois uma verdadeira educação das crianças será um futuro promissor para a nossa sociedade. Não ver a mulher como um ser inferior ao homem, já é uma grande mudança de mentalidade que urge acontecer na nossa sociedade. Toda a mulher tem uma intuição inteligente muito mais avançada e apurada do que o homem, e isso deveria ser aproveitado, recorrentemente, na nossa economia, nos cargos administrativos, tanto das empresas privadas como cargos públicos.
Toda a nossa sociedade necessita de transformações sociais de fundo. Estas mesmas transformações não podem ser feitas à custa dos partidos políticos, terá que ser a sociedade civil em todas as suas mais-valias a encontrar as soluções para a mudança a médio prazo.
 
Pág. 67/68

 

 

domingo, 1 de novembro de 2015

Era um dia abrasador, caminhei na areia fina daquela praia pequena.
Sem preconceito, tirei a t-shirt e mesmo de calça vestida, entrei água dentro de um mar novo. Refresquei o corpo e a alma, alheio aos veraneantes, como se uma nova vida estivesse para acontecer.
Era a plena juventude revelando-se em toda a sua ingenuidade.

 
Micro conto...
Quito Arantes

sábado, 31 de outubro de 2015

"Como um rio correndo para o mar"




Não fora fácil deixar a sua casa de longos anos, onde memórias de muito tempo vivido ficaram para trás. Fora ali que criara os seus filhos, vivera duas relações que lhe deram três filhos lindos, mas a vida tinha que andar para a frente. A sua nova casa em terras dos nossos vizinhos, talvez fosse o fim de linha. “ Who knows?”.
Andreia procurava sair do stress em que andava a viver. Chegara a uma altura que sua vida não fazia sentido se não fosse no trabalho artístico, aquilo que realmente gostava e a fazia feliz. O trabalho de professora fora como uma forma de sobrevivência, um local, um sentido de responsabilidade, pois havia filhos para criar, e isso estava a frente de tudo. Agora que a vida estava mais estabilizada procurava realizar-se a ela própria. Havia muitas formas de o conseguir, mas achou que num lugar longe de tudo e de todas as suas relações passadas, talvez fosse a melhor opção.
Andreia, Jorge e a filhote dela, naquele momento formavam seu mundo, onde se conjugava toda a sua atividade artística. Acabaram os rodopios frenéticos da cidade, a escola e os alunos indisciplinados. Na sua nova casinha e na companhia de quem mais amava, parecia sentir-se feliz. Tudo parecia um sonho, um conto de fadas. Os habitantes da pequena aldeia eram simpáticos, apesar de estranhar no início aquela presença da família portuguesa. Mas como estavam acostumados a gentes dos dois lados da fronteira, foram-se habituando à sua presença.
Andreia, por vezes, falava com os anjos, tinha um sentido espiritual muito para além da religiosidade baseada no discurso dos sacerdotes. Havia um anjo que a acompanhava desde criança, um anjo chamado “Esperança”. Era como um desejo que se ia realizando a seus pedidos. “Esperança”, guiava num sentido da justiça social, de querer o bem em seu redor. Talvez esta forma espiritual que fazia dela nunca desistir dos seus sonhos, a tenha levado a encontrar o caminho que sempre desejara.
 
Página 26/27
Quito Arantes

sábado, 17 de outubro de 2015

A ESTRADA - Micro conto

Naquela estrada viam-se caminhantes perplexos, viam-se desejos incontornáveis de vidas condignas.
Viam-se crianças com sonhos reais, que não eram perpetuados por negligência dos adultos.
A estrada não tinha fim à vista, era uma continua incongruência dos desesperos de homens e mulheres que fugiam deles próprios.
Assim aquelas vidas caminhavam na insegurança que elas próprias se propuseram.
As crianças, essas, tornavam-se adultas precocemente, matavam-lhes toda a sua meninice.
 
Micro conto 
by Q.A. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Pelos olhos de um novo Povoador

 

A cada dia que passo, neste belo e acolhedor lugar onde vivo, sou surpreendido pela pura sensibilidade e natural dos meus vizinhos.

A entreajuda é uma realidade no dia a dia. Está no sangue desta generosa gente de tão honrados costumes.

Ver as senhoras do Lugar na ajuda à minha pessoa, que infelizmente não consigo dar conta do recado em tempo útil, mesmo a vontade não me faltando.

Depois as pessoas da cidade dizem: - É maluco, meteu-se na serra… é um solitário, um eremita…. Mas como essas pessoas estão equivocadas. Não sabem do que falam, mas acreditem que não sabem mesmo, pura ignorância.

Nestes anos que vivo na serra, nunca me senti sozinho, sempre tive bons vizinhos, que nunca me deixaram de “mãos a abanar”.

Quem na cidade se preocupa com o seu vizinho? Muito poucos, quase nenhuns. Eu sei disso porque também vivi na cidade durante muitos anos, anos perdidos na imensidão do betão. Mas com isto, não quero dizer que não me serviram para poder falar dos “dois lados da trincheira”.

Agora no meu olhar de novo povoador, posso dizer, com toda a firmeza, que o risco que corri ao deixar a cidade foi a melhor coisa que fiz na minha vida toda.

Vivam! Gentes da serra do Laboreiro.
 
by Q.A.

 


terça-feira, 6 de outubro de 2015

O meu olhar não engana, quando as entidades municipais, simplesmente ignoram pedidos de “socorro” dos cidadãos, em pleno desespero, devido às intempéries do mau tempo que se tem sentido.
Liga-se para a proteção civil, vêm os bombeiros. Nada feito, não conseguem retirar a água da sala completamente encharcada de água.
Fico a pensar; - e se a inundação fosse na casa de um vereador do Município? Não resolviam de imediato o problema?
São estas coisas pertinentes em que me questiono.
Andamos nós a enaltecer o concelho de Melgaço, levá-lo ao quatro cantos do mundo, e quando se trata de apoio, a um simples residente, recenseado no concelho, com habitação permanente, o município chuta para canto.
Tem valido os vizinhos, que sabem viver em comunidade, sabem o que são dificuldades da vida, e a interajuda é uma realidade.
Fico completamente desolado com a falta de humanidade para com a qualidade de vida, dos cidadãos do concelho.
Não sei ao certo, e também muitos cidadãos não compreendem a insensibilidade para os problemas, de quem paga os seus impostos.
Assim vai o concelho de Melgaço continuando ignorando quem vive na serra de Castro Laboreiro.
 
by Q. A.

domingo, 4 de outubro de 2015

Os magistrados que constituem os órgãos legíveis do Tribunal Constitucional, por mais que nos façam crer que são isentos e apartidários, não corresponde à verdade, pois quem os nomeiam são os partidos, com maior assento parlamentar. Existe sempre um tique ideológico nas decisões do Tribunal Constitucional. Aliás não vejo, nos dias de hoje, qualquer razão para ele existir, na minha opinião é uma despesa do Estado completamente desnecessária. Já temos tribunais com competências... para decidirem sobre leis da República. Como este também existem outros órgãos de Estado que não fazem qualquer sentido, e não vale apena estar aqui a fazer uma descrição exaustiva das tão chamadas gorduras do Estado. Todos sabemos que existem institutos, fundações, etc… que só servem para dar emprego a amiguinhos da política. Eu sei que esta classe da sociedade não gosta muito que se fale assim, mas o povo não anda a dormir, e sabe muito bem de que estirpe esta é formada.
pág. 62/63
by Q.A.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Ao Pedro Passos Coelho

PORQUE ME APETECE FALAR, ENQUANTO HÁ LIBERDADE DE EXPRESSÃO:
Pedro Passos Coelho, a nível de politicas económicas e financeiras, até não esteve muito mal nesta legislatura, mas, esqueceu-se do que quer dizer as siglas do seu partido. Partido Social democrata, é um partido de cariz social, onde o seu fundador, Francisco Sá Carneiro, defendia a condição humana. É condição humana não foi cumprida por Passos Coelho, penso que não assimilou o que Francisco Sá Carneiro disse quando... Passos Coelho era um jotinha. Quando um país entra em crise económica, a primeira coisa que deve ser feita, antes de tudo, é o apoio social à população. Não se pode empobrecer uma camada da população mais do que humanamente é aceitável. Aí errou em toda a linha. A classe média baixa, fomentadora de crescimento económico foi absorvida pela austeridade sem princípios razoáveis.
Diminuir a despesa pública não é cortar salários, é ir à empresas do Estado que dão prejuízo e restruturá-las, é ir aos institutos públicos e fundações sem sentido de existência e eliminá-los mesmo que para isso, fique os amiguinhos do partido sem trabalho, certamente saberão fazer-se à vida.
Não se trata de Estado social, como o partido socialista gosta de dizer, como fosse o fiel depositário. Trata-se de olhar, como olhos honesto, para a população que está a sofrer os efeitos da crise, e dizer como primeiro ministro, que não será capaz de dormir sossegado enquanto houver fome na população, saber que vão crianças para a escola sem pequeno almoço, e que muitas vezes a única refeição quente que têm no dia é mesmo na escola.
Um primeiro ministro de Portugal não pode dormir sossegado quando coisas desta acontecem no país que está a governar.
Eu sei que esta mensagem vai chegar ao primeiro ministro, mas ele vai sempre desculpar-se que foi enviada por um esquizofrénico que lhe devolveu o cartão de militante por estas mesmas razões.
by Q. A.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Pelos olhos de um novo Povoador


Passou todo o verão, e os canteiros da ponta da estrada de Castro Laboreiro mantiveram-se no estado que as fotos documentam. Não foi por falta chamada de atenção, pois apesar do Senhor Presidente da Junta ter conhecimento destas coisas, e mesmo tendo-se falado pessoalmente com o Senhor Presidente da Câmara de Melgaço, e seu assessor, nada foi feito até ao dia de hoje.

Estes são os olhos que vêm estas coisas e que todos os dias, vai apanhando papéis do chão, que indisciplinados e sem gosto pela natureza e meio ambiente, vão deitando a esta terra paradisíaca.

Não posso crer que não haja recursos humanos, ou dinheiro para elaborar pequenos espaços verdes jardinados, porque não sei onde foram investidos os duzentos e cinquenta mil euros nesta freguesia, segundo fonte de terceiro. Aliás em Castro Laboreiro, terra de excelência no que respeita ao turismo de natureza, não existe um único jardim público.

Até posso vir a ser referenciado como persona não grata pela junta e pelo Município, mas se foi aqui que escolhi para viver, o resto da minha vida, e pago os meus imposto, lutarei sempre para viver em qualidade de vida, e que a sociedade castreja possa dignamente oferecer ao visitante o melhor da terra.

Isto nada tem a ver com política, tem a ver com sensibilidade ecológica, mesmo não sendo fundamentalista, que não o sou, quero o melhor para a terra que me acolheu.

Para terminar, fica só mais um apontamento deste desabafo; os particulares cuidam melhor dos espaços verdes do que as entidades oficiais, quer aceitem ou não, esta é a realidade.
Q.A.


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Pelos olhos de um novo Povoador

Hoje, falo de animais que convivem connosco. Servem-nos de companhia, de sustento e muitas vezes afagam-nos as tristezas.
É normal, quando percorro as ruas de Castro Laboreiro cruzar-me com o cão, um gato ou então um bovino. Já para não falar dos garranos que agora são pouco vistos pela Vila.
É com grande satisfação ao ver que os animais domésticos não são maltratados, são acarinhados, alimentados mesmo que sejam animais de rua. Lamentável é quando vêm à Vila abandoná-los. A... maior parte dos animais que deambulam por Castro Laboreiro têm dono, mas toda a gente os acarinha, fazem parte da comunidade. Muitos deles já nos reconhecem, tanta são as vezes que nos cruzamos e interagimos com eles.
Isto todo discurso para dizer, que na minha ótima, quem não gosta de animais não pode ser boa pessoa. Um animal maltratado e recolhido por alguém que trata dele, nunca mais abandona o seu tratador.
Existe uma linguagem universal que é entendida por todos; chama-se sensibilidade.
 

 by Q.A.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Pelos olhos de um novo Povoador

Castro Laboreiro, Vila mítica de encantos, história natural e património histórico, parece deixada à sua sorte pelas entidades oficiais.
Presentemente quem faz ...algo pela Vila são os poucos comerciantes que lutam arduamente para manter toda a atração gastronómica e atividades de montanha.
Apesar de ter novos letreiros informativos, falta quem direcione os turistas para os locais de descoberta das muitas belezas naturais da região.
Quando alguém quer fazer algo inovador na Vila, é remetido para burocracia do município, que é como obrigar os interessados a desistir dos seus projetos.
Existem alguns resistentes, embora alguns não sejam nativos, elegeram esta bela terra para viver e pagar os seus impostos.
Não se compreende quando Castro Laboreiro consegue meter mais gente, ao fim-de-semana, do que Melgaço, não se faça um investimento significativo nesta Vila banhada pelo rio Laboreiro.
Fico sem saber se o Senhor Presidente da Câmara de Melgaço quer atrair gente para o concelho ou se quer manter a desertificação do mesmo. Não é visível nos últimos quatro anos incentivos a casais jovens que queiram vir viver para o concelho de Melgaço.
Não sei até que ponto os eventos, precedidos de cocktails ajudam a dignificar e promover a região. Preciso é, investir, fornecer incentivos a projetos novos e inovadores. Se assim não for será como uma morte anunciada para região.
Deixemos o sebastianismo, deem asas para voar a quem promove além-fronteiras e por todo o Portugal o nome de Castro Laboreiro.
 
by Q.A.

sábado, 19 de setembro de 2015

Pelos olhos de um novo Povoador


Subo a montanha, num tempo anunciando um outono agreste.
Olho em meu redor e tudo está num verde enregelado. Não sabia o que podia encontrar na natureza em transformação. No fundo, queria encontrar algo que me surpreendesse. Em pequenos passos de um andar sereno, fui vendo flores que desconhecia. Todo aquele passeio era uma descoberta numa terra que me acolhia desinteressadamente. O vento rugia entre as urzes e giestas. Era um passeio solitário, como sempre me habituei a fazer. Era eu e a natureza, onde sem haver previsibilidades encontrava respostas para interrogações que minha mente pedia. Sempre achei que esta terra escolhida para viver tinha algo de mágico, não podia encontrar outra coisa se não o espaço que ansiava para a minha tranquilidade. Aquilo que na cidade, descaracterizada me confundia o pensamento tinha ficado para trás, e ali, no enquanto dos Deuses, via que as flores selvagens tinha outro encanto. Um encanto que entrava e aquecia o meu coração.
A vida tem momentos que não podemos ignorar, são momentos que como uma teia de uma aranha vai tecendo o aveludar do pensamento.
Agora, neste lugar que viu chegar este forasteiro convertido aos encantos da serra, pedirei aos Deuses que me deem força para levar a minha caminhada ao encontro da transparência que tanto necessito.  

 Quito Arantes
19/09/2015

domingo, 13 de setembro de 2015


"Pelos olhos de um novo povoador"
 
Por vezes, olhar para o chão que nos rodeia também faz bem, para refletir sobre o que deitamos por terra. Como se já não bastasse as pontas de cigarros que se deita para o chão, faço disso também minha culpa, ainda vemos lixo desnecessário que fica mal ao concelho de Melgaço, no seu conceito de Município ecológico, penso eu.
Estamos enquadrados no Parque Nacional da Peneda Gerês, a principal reserva natural de Portugal. Aqui coabita o homem e toda a fauna e flora autóctone da...
região e que bem podia ser mais sustentada. As agressões feitas, também e não só pelos turistas veraneios que por aqui passam, é vista sem condenação pública.
Não estou aqui para ser fundamentalista da natureza, não faz parte da minha forma de estar na sociedade, mas devíamos ser também nós a ajudar as entidades oficiais a preservar o meio ambiente. Não basta criticar os outros, é preciso que a nossa conduta caminhe para uma melhor harmonia com o ambiente. Se não formos nós cidadãos melgacenses a olhar pelo nosso património natural e histórico, quem vai olhar? Certamente não vai ser quem está nos gabinetes do poder central que vai modificar o estado das coisas.
As novas gerações merecem um futuro equilibrado. É nosso dever e obrigação dar qualidade de vida aos nossos filhos e netos, portanto, um concelho mais limpo e amigo do ambiente, traz qualidade e prosperidade.
Quantas vezes não apanhei papeis do chão deitados por outras pessoas, dezenas ou centenas de vezes, e não me caiu nada, não fiquei menos digno. Se todos procurarmos um local para deitar o nosso lixo, e eles existem, só que não é mesmo ao pé de nós, nem poderia ser…, veríamos que quem não tem esse hábito nobre passaria a ter por força das circunstâncias.
É importante que esta educação ecológica seja incutida nas crianças e adolescentes que ainda crescem educacionalmente.
Não quero nem devo ser moralista, mas era bom que todos pensássemos nisto…
Quito Arantes

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Licores do Laboreiro, é uma micro empresa doméstica, de fabrico artesanal/regional de licores de frutos, principalmente de pequenos frutos.
 
Nos licores não são usados conservantes, nem corantes.
Não contém glútem, nem lactose.
 
A base dos licores são as aguardentes brancas vinícolas, água açucarada e frutos.
 
O tempo de maturação minimo são vinte dias, para se proceder ao seu engarrafamento.
 
Aconselha-se a beber fresco.
 
Francisco Arantes

quarta-feira, 13 de maio de 2015


Dois títulos acabadinhos de chegar de Charleston, SC, made in USA.
Adquiram os livros, nesta edição limitada.
Leiam as sinopses das contracapas:
porte de envio a cargo do autor
 
 
by Quito Arantes 
 
 
 
...

segunda-feira, 6 de abril de 2015

 
A Igreja Matriz de Castro Laboreiro ou Igreja de Nossa Senhora da Visitação
A igreja tem uma planta longitudinal com uma única nave. A capela mor é reentrante mas de igual pé direito que a nave. Junte à pilastra sul da fachada pode-se encontrar um relógio de sol. Conserva ainda uma curiosa pia baptismal decorada românica, do século XII.
É um edifício da Idade Média, originalmente construída no século XII com características românicas, de paredes laterais maciças, com cinco vo...lumosos contrafortes de reforço aos arcos interiores. Possui coro, torre e capela-mor de 1755 no estilo joanino ou de D. Maria Pia.
Fonte: Wikipédia






Área de lazer das Veigas - Castro Laboreiro - Melgaço
Um lugar belo de Castro Laboreiro, que infelizmente, parece, ao que vi, estar praticamente abandonado. Portas abertas de casas de banho por acabar, etc.. O município não quer pegar na infraestrutura, talvez por falta de verbas. Mas que raio!! Pelo menos a manutenção deste lugar tão belo devia ser feita. O futuro deste lugar de montanha é o turismo, e tudo que a ele esteja ligado, mas parece que a visão do município não se quer alargar a esse nível. É uma pena... é uma pena....

sábado, 4 de abril de 2015

http://licoresdolaboreiro.wix.com/licoresdolaboreiro






Licores do Laboreiro - área de venda ao público, exposição e fabrico. Sito: Lugar de Portelinha, (junto ao forno comunitário)
4960-082 Castro Laboreiro.
Também podem encontrar os Licores do Laboreiro na Padaria Pastelaria Castrejinha, feira típica de Castro Laboreiro, ou então através do site: http://licoresdolaboreiro.wix.com/licoresdolaboreiro

quarta-feira, 1 de abril de 2015

CASTRO LABOREIRO

 
Aqui neste eirado, património de um povo, respiro o acolhimento terno e simpático de quem sabe ver quem vem por bem.
No mais simples olhar de quem me dá um bom dia, renovo a vida a todo o momento...
Bem haja Povo Castrejo!!!


segunda-feira, 23 de março de 2015

 
Peter Quiet é o pseudónimo de Francisco Arantes para a língua inglesa, assim como Quito Arantes o é para a língua portuguesa.
Tentando entrar no mercado internacional através de livros traduzidos em língua inglesa, Francisco Arantes, ou Quito Arantes como o quiserem identificar, aborda temas mais intimistas, como neste livro romanceado, mas baseado em factos verídicos.
Nesta semana será o lançamento internacional, através do site www.amazon.com
 

sexta-feira, 20 de março de 2015




Esclarecimento!

Quero pedir desculpa, aos meus seguidores do blog Alma Aberta, por este tempo sem publicações.
Estive numa atividade artesanal relacionada com licores, que me ocupou bastante tempo.
Penso que agora voltarei ao habitual, já com novos elementos sobre a minha atividade.
Durante este tempo de interregno,  aminha atividade literária continuou, e tenho já novo livro para vos apresentar.
A vida é difícil para todos , de isso não tenho dúvidas. Quero vos deixar uma palavra amiga, pela vossa atenção aos meus escritos.
Bem hajam!!!!

Quito Arantes 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

"Nesta minha vida já longa, fiz algumas viagens pelo país e pela europa. A Europa é muito linda, mas não há nada que chegue a Portugal, as gentes, os costumes, a hospitalidade, e o sentir nas veias as raízes do nosso povo, é como um nascimento de um ser, que requer todo o nosso carinho. Agora estou entregue ao povo castrejo que me recebeu de braços abertos, como se me conhecesse desde sempre.
Sabes amiga? Eu sempre me apaixonei pelas pessoas que me dão atenção. Gosto de saber que sou querido, e isso faz-me entregar de corpo e alma, a vocês meus amigos, que me ajudam a caminhar nesta viagem de encontro com o Supremo. Mesmo vocês estando distantes, todos os dias penso em vós, e nas vossas lutas pela sobrevivência nesta vida de tantas injustiças.
Amiga! Guardo no peito as nossas conversas, que normalmente surgem quando menos espero. E é assim que a nossa amizade se fortalece, entre risos e assuntos sérios que me vão ajudando a resolver coisas que estavam suspensas nas dúvidas."
 
Página 32