sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

PLANALTO AO ENTARDECER







sábado, 10 de dezembro de 2011

Sou o que Sou!!!


Encontrava caminhos cruzados


Na essência do florescer da minha liberdade


Porem, algo me disse;


Que o lugar deixado


Para o meu testemunho


Ficaria longe de ti


Minha flor do campo


Que ressuscitaste minha alma


Perdida nos corrupios da leviandade.



sábado, 19 de novembro de 2011

Pensamentos!!

Com uma pequena áurea


Recordo os momentos de encanto


Como se de um passado longínquo


Vertesse lágrimas agridoces na minha alma.



Sinto os meus dedos trémulos


Aquando do espectáculo da vida


Surgindo de um momento imprevisto.


Largo a minha inocência incrédula


Como se alguém me anunciasse


O futuro já ali.


Guardo pequenas palavras


Que me aquecem a vicissitude da vida.


Agora só eu fico aqui esperando


O sinal da resistência aos Deuses.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Medas - Parada do Monte

Nestas lindas medas do Alto Minho, recordo o fim do Outono.

Entre laços de fraternidade nos momentos únicos que venho partilhando com os meus amigos.

domingo, 13 de novembro de 2011

Vida agreste

Mesmo sendo agreste o clima castrejo, o seu povo, mantém costumes da pastorícia que se perdem no tempo.

Uma pastora leva o seu rebanho ao pasto, faça frio, vento ou chuva.

Ao passar pela simpática senhora castreja, com um sorriso acolhedor nos disse para termos uma boa tarde. Retribuímos as saudações, pena não ter havido oportunidade para um diálogo. O rebanho chamava pela sua atenção.

É neste momentos singelos, que a minha alma também é aquecida pela ternura destes lugares e gentes que sobrevivem às intemperes da serra de Castro Laboreiro.

Nem sempre um dia de sol é tudo; no triste cair da chuva, também momentos únicos acontecem.

Foto de Vasco Pereira/ Edição Quito Arantes

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

UM OHAR SOBRE AS TERRAS DE CASTRO


Resumo prévio de Castro Laboreiro



A aldeia de Castro Laboreiro possui riquíssimo legado histórico, arqueológico e arquitectónico, designadamente os monumentos megalíticos, o Castelo de Castro Laboreiro – classificado como monumento nacional -, as pontes e igrejas medievais, os fornos comunitários, os moinhos, a actividade agro-pastoril e as singulares brandas, inverneiras e lugares fixos, testemunhos, também aqui, da prática da transumância.


As florestas da região são dominadas por carvalhos. Encontram-se também o medronheiro, o azevinho, o azereiro, o pinheiro e o vidoeiro. Os matos arbustivos são característicos de zonas mais elevadas e são constituídos principalmente por tojos, urzes e giestas. As espécies animais com maior representatividade são o javali, o veado, o texugo e a lontra.


Na aldeia, os visitantes podem encontrar alojamento resultante da recuperação de casas típicas castrejas e moinhos.


A oferta gastronómica é variada, com pratos típicos que incluem carne de cabrito, bifes de presunto, enchidos, broa centeio e broa milha. Há ainda dois doces típicos: o bucho doce e a sopa seca de pão duro.


O nome e de Castro Laboreiro, deriva de «Castrum» - povoação fortificada pelo povo castrejo, «Laboreiro» vem da palavra latina «Lepporeiro».


Embora algumas referências documentais permitam sustentar que existiria um castelo anterior, a fortificação actual do Castelo de Castro Laboreiro data da segunda metade do séc. XII e a sua edificação é geralmente atribuída a D. Dinis. A planta revela padrões góticos bem patentes na integração de cubelos e pequenos torreões nos panos da muralha da alcáçova. Arruinado e parcialmente desmontado no séc. XIX, conheceu na segunda metade deste século uma pequena intervenção de limpeza e conservação.


O Pelourinho é um dos pontos fulcrais desta localidade. Este pelourinho é de estilo manuelino e a sua construção deu-se em 1560.


Existe uma mancha megalítica que se encontra dispersa por uma área superior a 50 km2, pontuando a despida vastidão planáltica da parte nordeste da freguesia de Castro Laboreiro, a uma altitude superior a 1100 m. Nesta mancha existem cerca de uma centena de monumentos megalíticos.


São vários os moinhos que se integram nesta localidade. Têm a função de converter os cereais (nomeadamente o centeio e o milho) em farinha. Este produto final iria servir para fazer as bem conhecidas Broas de centeio ou milho. O milho, além de servir para fazer as broas, também era usado para fazer uma outra especialidade da zona, a Sopa de Farinha.


Os fornos comunitários eram utilizados pelos habitantes da localidade com o objectivo de cozer (na maioria dos casos) a massa da broa que tinham acabado de fazer. Eles tinham a preocupação de fazer grandes quantidades de broa para evitar tirar a vez aos restantes habitantes. O material utilizado na sua construção era a pedra, mas ao longo dos anos o seu estado de conservação foi-se degradando. Nos dias de hoje, poucos são os fornos utilizados com esta finalidade.


Em Castro Laboreiro existem 44 aglomerados populacionais, que se dividem em brandas, inverneiras e lugares fixos. As brandas localizam-se nas franjas do planalto situado a norte, entre 1100 e 1150 metros de altitude. Ao longo do curso médio das linhas de água, encontram-se os lugares fixos, entre os 950 e 1050m. Mais abaixo, na base dos vales, em áreas muito irregulares e de difícil acesso, encontram-se as inverneiras, entre 700 e 800m de altitude.


As brandas, nos lugares mais altos, são mais agradáveis e produtivas na época do calor, servindo aos animais também melhores oportunidades de alimentação – é assim uma espécie de casa comum de veraneio da população e gados da freguesia e de visitantes vindos de fora. As inverneiras, nas zonas mais baixas, servem de refúgio ao frio e estão localizadas nos vales da freguesia.


De facto, a ocupação humana de Castro Laboreiro é comprovável até ao longo passado de quatro ou cinco mil anos. Nesta região desenvolveram-se sucessivamente duas grandes culturas que atingiram um grau elevado de civilização: a cultura dolménica e a cultura castreja. Aqui pode encontrar-se ainda hoje, mais de uma centena de antas ou dólmenes (será talvez a maior concentração peninsular de dólmenes pré-históricos); alguns menires; a Cremadoura, a poente da Vila, onde se incineravam os cadáveres para serem recolhidas as cinzas em vasilhames de barro (no Mesolítico); doze castros, de há dois mil e quinhentos anos, pinturas e gravuras rupestres.


Texto de Sandra Pereira

























quinta-feira, 3 de novembro de 2011

"POESIA AOS QUATRO VENTOS"

O caminho do verdadeiro


Ser inócuo deslumbra-se


Na entrega sem pudor


Nos movimentos mais absurdos


Da sua imagem reflectida


No encontro com o seu êxtase.



O medo cresce nas nossas


Incertezas preconceituosas.


Podia rasgar as sensibilidades


Que apoquentam as minhas pretensões


De amar o próximo.



Daqui deste lugar singelo


Levo a cabo o meu desejo de amar,


Amar sem luxúria,


Amar a ternura como me


Acariciam os meus ternos sentimentos.


Quero guardar na memória futura


As tuas palavras que confortam


Minha alma.


31/10/11

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Peneda- Gerês black & white













O recuperador de tempo

Pode o tempo passar sem que olhemos para trás, e quisesse-mos recuperar algo perdido no passado, que irremediavelmente não podemos alcançar?


Esta é uma história de um homem, que incansavelmente luta contra o tempo perdido na sua vida de futilidades.


Já entrado na idade, descobre, que pouco ou nada da vida de boémio contribuiu para o bem-estar da sua existência.


Depois de várias lutas com a sua existência, descobre a fórmula de recuperação de tempo.


Uma viagem às mais ínfimas opções de vida, passando de homem solitário, a salvador da humanidade.

Esta história de ficção leva-nos ao imaginário do ser humano, tentando passar a mensagem, que a vida é curta de mais, para perdermos tempo com coisas, que nem chegam sequer a ser coisa alguma

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O SONHO

"Pelo sonho é que vamos,

Comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?

Haja ou não haja frutos,

Pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.

Basta a esperança naquilo

Que talvez não teremos.

Basta que a alma demos,

Com a mesma alegria,

Ao que desconhecemos

E ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

Partimos. Vamos. Somos."

Sebastião da Gama

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Postais da Peneda-Gerês